A dismenorreia primária se caracteriza pela dor menstrual, com ausência de uma patologia pélvica, sendo considerada uma das principais razões para a consulta aos ginecologistas.

Em um estudo, que foi publicado no periódico científico International Journal of Environmental Research and Public Health, pesquisadores avaliaram a prevalência da dismenorreia em uma amostra de estudantes universitárias. Os investigadores também avaliaram simultaneamente a qualidade de vida, e examinaram os métodos mais comuns utilizados para aliviar os sintomas.

A pesquisa contou com a participação de 305 universitárias, com média de idade de 20 anos, que responderam a um questionário de autorrelato sobre questões sociodemográficas, ginecológicas e de estilo de vida. A qualidade de vida foi avaliada pelo instrumento EuroQol-5D-5L (EQ-5D-5L).

Os resultados do estudo apontaram que 76% das participantes sofriam de dismenorreia. Entre as mulheres que não sofriam de dismenorreia, uma proporção significativamente maior participava de atividades físicas, como corrida ou Pilates, regularmente e várias vezes por semana. Em relação à qualidade de vida, as pacientes com dismenorreia apresentaram diferenças significativas na escala de dor/desconforto e no escore total de percepção de qualidade de vida. No entanto, essa percepção não mostrou correlação com a escala de dor VAS (escala visual analógica). Além disso, os pesquisadores verificaram que 90,5% das estudantes com dismenorreia faziam uso de medicamentos e 80% faziam automedicação para o alívio da dor.
Os autores do estudo concluíram que a dismenorreia representa um grande problema entre as jovens de hoje e o impacto na sua qualidade de vida é evidente. Os investigadores sugerem que a atividade física pode aliviar os sintomas da dismenorreia e que sua prática deve ser promovida.
 
Acesso em 19 Jul 2019. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6427338/

A dismenorreia representa um grande problema entre as jovens de hoje e o impacto na sua qualidade de vida é evidente.

REFERÊNCIAS

  1. Fernández-Martínez E, Onieva-Zafra MD, Parra-Fernández ML.

    The Impact of Dysmenorrhea on Quality of Life Among Spanish Female University Students.

    Int J Environ Res Public Health. 2019 Feb 27;16(5).