A doença do refluxo gastroesofágico representa uma afecção crônica bastante prevalente. O tratamento clínico farmacológico, especialmente o uso de IBPs, é a opção inicial mais frequente. Entretanto, há poucos estudos que comparem possíveis intervenções com diferentes IBPs, por meio de uma network meta-analysis.

A doença do refluxo gastroesofágico representa uma afecção crônica bastante prevalente, com elevada prevalência, atingindo, no Ocidente, de 18% a 28% da população, com incidências também bastante elevadas especialmente no Oriente.

 

Constitui-se em afecção crônica cujo tratamento é dividido em clínico e cirúrgico. Esse último é indicado nos casos mais graves. As chamadas medidas comportamentais e dietéticas têm se mostrado pouco eficazes no controle dos sintomas dessa afecção. 

De fato, o tratamento clínico farmacológico, especialmente o uso de inibidores da bomba de prótons (IBPs), é a opção inicial mais frequente e eficaz no controle dos sintomas e na cicatrização das lesões esofágicas. Entretanto, há poucos estudos que comparem todas as possíveis intervenções com diferentes IBPs, por meio de uma network meta-analysis.

 

Os autores incluíram 25 estudos com um total de mais de 25 mil pacientes. O controle mais frequente ocorreu com omeprazol 20 mg, tendo sido o IBP menos avaliado dexlansoprazol. 

Todos os IBPs estudados foram significativamente superiores a placebo (Figuras 1 e 2) quanto à cicatrização e ao alívio sintomático (Figura 3). Aparentemente, esomeprazol 40 mg se mostrou superior a outros IBPs nos quesitos cicatrização em quatro semanas de tratamento e alívio sintomático, entretanto nas figuras 1 a 3 se verifica realmente grande superposição dos resultados, especialmente no quesito alívio sintomático (Figura 3). 

 

Nessa metanálise, não foram comparados todos os IBPs entre si, já que faltam publicações com tal intuito. De todos os IBPs, aquele com pior aceitabilidade pelos pacientes (com mais efeitos adversos clínicos) foi dexlansoprazol (Figura 4). 


De fato, o tratamento clínico farmacológico, especialmente o uso de inibidores da bomba de prótons (IBPs), é a opção inicial mais frequente e eficaz no controle dos sintomas e na cicatrização das lesões esofágicas.

REFERÊNCIAS

  1. Li MJ, Li Q, Sun M, Liu LQ.

    Comparative effectiveness and acceptability of the FDA-licensed proton pump inhibitors for erosive esophagitis. A PRISMA-compliant network meta-analysis.

    Medicine. 2017;96(39):e8120