Em mulheres na pós-menopausa, as fraturas osteoporóticas são mais comuns do que acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio e câncer de mama combinados. Fraturas podem ser sérias, podendo resultar em incapacidade e até morte.

Em mulheres na pós-menopausa, as fraturas osteoporóticas são mais comuns do que acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio e câncer de mama combinados. Em mulheres com mais de 50 anos, o risco de ter uma fratura secundária à osteoporose até o final da vida é de 50%. Fraturas podem ser sérias, podendo resultar em incapacidade e até morte.

Fragilidade esquelética e aumento do risco de fratura podem ocorrer em qualquer idade, etnia e sexo, mas são mais comuns em mulheres e aumentam com o avançar da idade. Fraturas secundárias a traumatismo de baixa ou média intensidade localizadas em ossos longos (braços, pernas), coluna e quadril estão associadas a mais risco de novas fraturas e devem ser avaliadas, sendo um sinal de osteoporose. Recomenda-se que mulheres acima de 65 anos meçam a densidade mineral óssea (DMO), independentemente da presença de fatores de risco para osteoporose, usando a técnica de densitometria por dupla emissão de raios X (DEXA). Entretanto, a densitometria óssea (DO) pode ser feita por volta dos 50 anos (ou antes, no caso de menopausa antes dos 45 anos), caso haja fatores de risco que elevem o risco de fraturas, como história familiar de osteoporose, baixo peso corporal, comorbidades (artrite reumatoide,
doença inflamatória intestinal, entre outras), ou o uso de medicamentos que aumentem o risco de fratura (por exemplo, corticosteroides, inibidores da bomba de prótons, inibidores seletivos da recaptação de serotonina).

Cálcio e vitamina D adequados, exercícios resistidos e de força são importantes para a saúde óssea em qualquer idade e ajudam, provavelmente, na eficácia dos medicamentos para reduzir o risco de fratura. O Instituto de Medicina norte-americano recomenda ingestão diária de 1.200 mg/dia de cálcio, idealmente pela dieta; suplementos podem ser necessários nos casos em que esse valor não é alcançado somente com alimentos. Vitamina D é recomendada na dose de 600 a 800 UI/dia em termos populacionais, mas suplementação de 2.000 UI é razoável nos casos de risco de osteoporose; nível sérico de vitamina D acima de 30 ng/mL pode ser adequado a essas pacientes.

Estrogênios, associados ou não a progestagênios, têm evidência de aumento da massa óssea e redução do risco de fratura e podem ser uma opção para mulheres jovens na pós-menopausa com sintomas vasomotores e baixa DMO. Esse efeito protetor não persiste após a interrupção do tratamento e não parece haver efeito rebote com o aumento do risco de fraturas de quadril ou risco total de fraturas.

Outros medicamentos que reduzem o risco de fraturas estão listados na tabela 1, com via e frequência de administração, tipo de fratura para o qual há evidência de redução de risco e duração do tratamento – alguns fármacos podem ser interrompidos por pelo menos um ou dois anos (a chamada drug holiday). Com exceção da teriparatida, que é um agente anabólico, os demais fármacos são antirreabsortivos.

O tratamento deve ser monitorizado com nova DO após um a dois anos e periodicamente. Se a DMO diminuir ou ocorrer fratura, a paciente deverá ser reavaliada e deverão ser consideradas outras opções terapêuticas.

Estrogênios, associados ou não a progestagênios, têm evidência de aumento da massa óssea e redução do risco de fratura e podem ser uma opção para mulheres jovens na pós-menopausa com sintomas vasomotores e baixa DMO.

Dra. Patrícia de Rossi - CRM/SP 79066

Acesso em 09 Set 2019. Disponível em:https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29583083

REFERÊNCIAS

  1. Watts NB.

    Postmenopausal Osteoporosis: A Clinical Review. J Womens Health (Larchmt).

    2018;27(9):1093-1096. doi: 10.1089/jwh.2017.6706. Epub 2018 Mar 27. Review.