Para o estudo, que foi publicado no periódico científico Scientific Reports – Nature, os cientistas analisaram amostras de soro de pacientes com OA (n = 273), indivíduos saudáveis (n = 76) e pacientes com AR (n = 244).

A osteoartrite (OA) é uma das doenças reumáticas mais comuns que está ganhando cada vez mais relevância com o envelhecimento da população, pois pode levar à incapacidade crônica dos pacientes.

O diagnóstico de OA é feito pela sintomatologia e exames de capacidade funcional, sendo confirmada na avaliação radiográfica ou ressonância magnética (RM). No entanto, a sensibilidade do exame radiográfico não detecta pequenas alterações e, quando o diagnóstico radiográfico é estabelecido, geralmente já ocorreram danos articulares significativos. Por outro lado, a RM é uma técnica bastante sensível para a avaliação de danos na cartilagem, mas tem limitações devido aos custos e tempo de instrumentação. Esses fatores contribuem para que a terapia da OA seja pouco eficiente.

Os biomarcadores são ferramentas promissoras no diagnóstico de OA, com mais sensibilidade e confiabilidade do que a radiografia simples, para detectar alterações articulares. Ao longo dos anos, uma série de marcadores foram propostos para identificar a síntese ou degradação dos tecidos articulares. No entanto, nenhum marcador isolado foi validado para seu uso no diagnóstico da OA.

Nesse contexto, pesquisadores realizaram um estudo avaliando 1.032 amostras de soro, de pacientes com OA, artrite reumatoide (AR) e indivíduos controles saudáveis, com a finalidade de identificar um painel de proteínas séricas capazes de discriminar os pacientes com OA radiográfica do joelho. Os investigadores também avaliaram a especificidade das proteínas encontradas pela triagem dos perfis proteicos de pacientes com AR.

Para o estudo, que foi publicado no periódico científico Scientific Reports – Nature, os cientistas analisaram amostras de soro de pacientes com OA (n = 273), indivíduos saudáveis (n = 76) e pacientes com AR (n = 244). Após uma análise de regressão linear ajustada por sexo, idade e índice de massa corporal (IMC), foi observado que três proteínas estavam significativamente elevadas no soro de pacientes com OA em comparação com os controles: componente 3 do complemento (C3), ITIH1 e S100A6. Um painel constituído por essas três proteínas apresentou
uma capacidade significativa para discriminar os pacientes com OA dos indivíduos saudáveis. Além disso, os níveis de C3 e ITIH1 também estavam significativamente elevados em pacientes com OA em comparação com pacientes com AR.

A comparação entre os níveis séricos de proteína de indivíduos com osteoartrite, saudáveis e com artrite reumatoide, identificou três proteínas, C3, ITIH1 e S100A6, cujos níveis foram significativamente diferentes entre esses grupos.

Os autores do estudo concluíram que a comparação entre os níveis séricos de proteína de indivíduos com OA, saudáveis e com AR, identificou três proteínas, C3, ITIH1 e S100A6, cujos níveis foram significativamente diferentes entre esses grupos. Na opinião dos autores, essa abordagem proteonômica encontrada tem um potencial valor aditivo para o diagnóstico e monitoramento de pacientes com OA. Adicionalmente, os níveis séricos de duas dessas proteínas, C3 e ITIH1, também diferiram entre os pacientes com OA e AR, o que sugere que essas duas proteínas estão especificamente aumentadas na OA.

Acesso em 30 Set 2019. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5427840/pdf/41598_2017_Article_195.pdf

REFERÊNCIAS

  1. Lourido L, Ayoglu B, Fernández-Tajes J, Oreiro N, Henjes F, Hellström C, et al.

    Discovery of circulating proteins associated to knee radiographic osteoarthritis.

    Sci Rep. 2017 Mar 9;7(1):137.