Pesquisadores investigaram os fatores de risco associados com a dismenorreia em uma amostra de estudantes universitárias.

Próximo ao período menstrual as mulheres podem sentir certo desconforto e dor na região inferior do abdômen, sem que isso afete sua capacidade de realizar atividades diárias. Por outro lado, algumas mulheres experimentam dor suficientemente severa para limitar as atividades diárias normais e/ou exigir medicação. Esse tipo de dor é chamado dismenorreia e pode ser categorizada como primária ou secundária. A dismenorreia primária refere-se à dor na ausência de patologia pélvica óbvia, e a dismenorreia secundária é atribuída a alguma doença pélvica
subjacente ou anormalidade anatômica.

Existe uma série de fatores de risco que são associados à dismenorreia, mas os estudos disponíveis apresentam resultados contraditórios.

Desta forma, pesquisadores investigaram os fatores de risco associados com a dismenorreia em uma amostra de estudantes universitárias.

Para o estudo, que foi publicado no periódico científico Annali dell'Istituto Superiore di Sanità, os investigadores recrutaram 288 estudantes de graduação da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Kragujevac. Todas as participantes responderam anonimamente um questionário fornecendo dados sobre idade, altura, peso, tabagismo, consumo de álcool e café, atividade física, doenças crônicas, distúrbios ginecológicos, uso de contraceptivos orais, procedimentos cirúrgicos ginecológicos anteriores, histórico familiar de dismenorreia,
histórico de vida sexual, aborto, gravidez e histórico menstrual.

Entre os fatores de risco analisados, as associações significativamente associadas com a dismenorreia foram a menarca precoce, maior duração do fluxo menstrual, histórico familiar de dismenorreia e fumar ao menos um cigarro ao dia. Os pesquisadores não encontraram nenhuma interação entre os fatores associados à dismenorreia.

A partir dos fatores de risco encontrados, e pelo hábito de fumar ser modificável, os autores do estudo sugerem que a cessação do tabagismo deve ser fortemente incentivada para diminuir a dismenorreia.

A partir dos fatores de risco encontrados, e pelo hábito de fumar ser modificável, os autores do estudo sugerem que a cessação do tabagismo deve ser fortemente incentivada para diminuir a dismenorreia.

Acesso em 30 Set 2019. Disponível em: https://doi.org/10.4415/ANN_16_01_16

REFERÊNCIAS

  1. Pejčić A, Janković S.

    Risk factors for dysmenorrhea among young adult female university students.

    Ann Ist Super Sanita. 2016;52(1):98-103.