A rinite alérgica (RA) é ocasionada por uma resposta imunológica a alérgenos ambientais. A RA se manifesta através de sintomas nasais (rinorreia, congestão nasal, prurido nasal e espirros), oculares (prurido ocular e lacrimejamento) e gerais (tosse e dor de cabeça). Esses sintomas são incômodos, prejudicam o bem-estar psicossocial do paciente e sua qualidade de vida (QV), e levam a um custo socioeconômico considerável. O diagnóstico é tipicamente baseado nos sintomas de rinite e na presença de hipersensibilidade a aeroalérgenos. Os alérgenos mais comuns são osácaros da poeira doméstica (APD), pólen, epitélios de animais e fungos. A presença de sensibilização é diagnosticada por testes cutâneos, no entanto, muitos indivíduos podem ter testes cutâneos positivos sem sintomas alérgicos.

As concentrações de alérgenos no ar estão correlacionadas com os sintomas nos pacientes com RA, e a prevalência desses aeroalérgenos pode afetar a sensibilidades da pele, gravidade e tempo de aparecimento dos sintomas.

Desta forma, pesquisadores analisaram as taxas de incidência de sintomas em crianças e adolescentes com RA, para detectar qualquer correlação entre as sensibilidades alergênicas e os padrões de sintomatologia e sazonalidade e, finalmente, avaliar a associação do escore de grau de sensibilidade com a gravidade ou sazonalidade dos sintomas.

Para o estudo, que foi publicado no periódico científico Medical Science Monitor, os investigadores recrutaram 231 crianças e adolescentes, cujos pais responderam questões sobre o histórico médico, como sintomatologia, gravidade e sazonalidade dos sintomas e doenças concomitantes. A seguir, os participantes realizaram o teste cutâneo de hipersensibilidade imediata para os alérgenos mais comuns. A gravidade dos sintomas foi autoavaliada utilizando uma escala que variava entre "0" (sem sintomas), "1" (sintomas leves) e "2" (sintomas moderados a graves). As RA foram classificadas como sazonal (RAS) ou perene (RAP).

Os resultados mostraram que os sintomas mais frequentemente relatados foram a obstrução nasal, espirros e rinorreia. Todos os sintomas nasais foram significativamente mais graves entre as crianças com sensibilidade aos APD. No entanto, os pacientes com alergia ao pólen apresentaram significativamente mais sintomas, não apenas os nasais, mas também oculares e sintomas gerais. Os pacientes com RAP relataram sintomas mais graves, e os com RAS foram mais associados com sintomatologias leves. Finalmente, o grau de sensibilidade ao teste cutâneo aos alérgenos foi significativamente correlacionado com a gravidade dos sintomas.

Por fim, os autores discorrem sobre os efeitos da atividade física. Estudos indicam que o exercício físico leve e realizado regularmente pode ajudar na redução dos sintomas de refluxo. Contudo, parece haver um efeito inverso quando a atividade física é exacerbada, ou seja, os exercícios físicos muito intensos podem ser um fator de risco para DRGE.


Acesso em 14 Ago 2019. Disponível em: https://www.turkjgastroenterol.org/en/the-role-of-lifestyle-changes-in-gastroesophageal-reflux-diseases-treatment-135188

Entre os sintomas da rinite alérgica, os nasais são os mais frequentes, no entanto, uma em cada 3 crianças não apresentou sintomas, demonstrando a necessidade da triagem do teste cutâneo para o diagnóstico precoce, e prevenção do agravamento da doença na infância e adolescência.

Os autores do estudo concluíram que entre os sintomas da RA, os nasais são os mais frequentes, no entanto, uma em cada 3 crianças não apresentou sintomas, demonstrando a necessidade da triagem do teste cutâneo para o diagnóstico precoce, e prevenção do agravamento da doença na infância e adolescência. Estas descobertas, na opinião dos autores, fornecem informações clinicamente significativas para uso na prática clínica diária para o manejo adequado de crianças e adolescentes que sofrem de RA.

Acesso em 05 Set 2019. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5654957/pdf/medscimonit-23-4939.pdf

REFERÊNCIAS

  1. Katotomichelakis M, Iliou T, Karvelis I, Giotakis E, Daniilides G, Erkotidou E, et al.

    Symptomatology Patterns in Children with Allergic Rhinitis.

    Med Sci Monit. 2017 Oct 16;23:4939-4946.