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- Utilizando uma gap analysis, pesquisadores identificaram diversas necessidades não atendidas em tromboprofilaxia e tratamento de tromboembolismo venoso (TEV) em duas populações de alto risco, ou seja, pacientes com câncer e pacientes que estão em estado grave de saúde.
- A análise encontrou inadequações nas ferramentas de avaliação de risco de TEV, estratificação de pacientes, estratégias de tromboprofilaxia e utilização abaixo do ideal de anticoagulantes para profilaxia e tratamento primários.

Por que isto importa?

- O tratamento e suporte clínico (gerenciamento) do TEV em pacientes com câncer e em estado grave é um desafio, pois eles carregam um risco elevado de trombose e/ou complicações hemorrágicas.
 - A adesão às diretrizes de prática clínica para prevenção e tratamento de TEV por profissionais de saúde permanece abaixo do ideal.
- Além do mais, há discrepâncias entre as recomendações das diretrizes em virtude de evidências insuficientes e discordância entre opiniões de especialistas.

Desenho do estudo


- Conduziu-se uma metodologia de gap analysis, que envolveu entrevistas com 44 especialistas mundiais em trombose e hemostasia, e uma análise de diretrizes práticas e estudos proeminentes para corroborar as percepções dos especialistas.
- Outro grupo de especialistas se reuniu no encontro "Thrombosis Think Tank", em Paris em fevereiro de 2018, para avaliar os achados da pesquisa e fornecer percepções e ideias adicionais sobre duas populações de pacientes: câncer e em estado grave.
- Financiamento: Não divulgado.

Principais destaques


- Apesar das melhorias nas taxas de sobrevida de câncer, a incidência de TEV permanece alta e é um dos principais contribuidores para mortalidade nessa população de pacientes.
- Desenvolver ferramentas de avaliação de risco pragmáticas e úteis é urgentemente necessário para estratificar pacientes com câncer quanto a alto, intermediário e baixo risco de TEV primário e recorrente para receber estratégias direcionadas de tromboprofilaxia.
- O local do câncer, o estágio da doença e os tratamentos anticâncer administrados devem ser considerados ao selecionar um anticoagulante ideal e sua dosagem para prevenção secundária de TEV.
- O TEV é uma causa comum de morbidade e mortalidade evitável em pacientes em estado grave que estão internados.
- Os dados disponíveis sobre a validade dos escores de risco para determinar o nível de risco de TEV em pacientes em estado grave são inadequados.
- Não há recomendações claras sobre a identificação de pacientes críticos que estão em risco ou conduto no TEV assintomático.
- A heparina de baixo peso molecular permanece a primeira escolha de tromboprofilaxia em pacientes críticos e naqueles com câncer.
- O risco de TEV ultrapassa o período de internação hospitalar de pacientes em estado grave e daqueles com câncer; portanto, aconselha-se considerar cuidadosamente a tromboprofilaxia fora do ambiente hospitalar com base no perfil de risco-benefício do paciente.

REFERÊNCIAS

  1. Brenner B, Hull R, Arya R, Beyer-Westendorf J, Douketis J, Elalamy I, Imberti D, Zhai Z.

    Evaluation of unmet clinical needs in prophylaxis and treatment of venous thromboembolism in high-risk patient groups: cancer and critically ill.

    Thromb J. 2019;17:6. doi: 10.1186/s12959-019-0196-6. PMID: 31011294