O sono foi considerado, por muito tempo, uma parte passiva da vida diária humana.1 No entanto, desempenha um papel fundamental, devido à sua função reparadora, de conservação de energia, de proteção e imunológica, bem como às suas ações na regulação de hormônios e do sistema glinfático.1-3 Além do mais, a privação do sono interfere no bem-estar mental e físico do paciente, o que leva a grave prejuízo funcional no desempenho dos papéis sociais e nas relações interpessoais.1,2

Vale ressaltar que os transtornos do sono são frequentes na população geral e se manifestam por má qualidade do sono, insônia, sonolência excessiva diurna, dificuldade de dormir ou acordar na hora desejada e por movimentos ou comportamentos anormais relacionados ao sono.4 Estudos populacionais na cidade de São Paulo apontam taxas de prevalência que ultrapassam os 30% de transtornos do sono.5,6

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma técnica desenvolvida para identificar comportamentos, emoções e pensamentos disfuncionais, visando também aos fatores de vulnerabilidade, às predisposições, aos fatores desencadeadores e mantenedores desse quadro clínico.6 Inclui diferentes estratégias com o objetivo de identificar pensamentos, crenças e atitudes que perpetuam ou precipitam a insônia e substituí-los por comportamentos e cognições mais adequados.6-8 Normalmente, consiste num programa de cinco a oito sessões, por meio de uma abordagem de múltiplas estratégias, que inclui controle de estímulo, restrição do sono, relaxamento, terapia cognitiva e intenção paradoxal.6-8 Alguns autores incluem a higiene do sono nas estratégias da TCC.6,8

Diversos estudos demonstram a eficácia da TCC no tratamento da insônia, e essa técnica é considerada, por várias sociedades médicas, o tratamento padrão, de eficácia comprovada no manejo da insônia, com ou sem comorbidades, e com manutenção de longo prazo de seus efeitos, sendo, assim, recomendada como primeira linha de tratamento da insônia.6,9,10 Nos quadros em que se associaram medicamentos indutores de sono com a TCC, os pacientes responderam de forma mais rápida, atingindo a estabilidade de maneira mais robusta.6

A TCC em grupo tem-se mostrado também um método eficaz no tratamento da insônia, assim como a TCC self-help.4-6 Este último método tenta diminuir a dificuldade de acesso dos pacientes a essa terapia, diminuindo a necessidade de sessões presenciais com o terapeuta e utilizando, em substituição, livros, folhetos, vídeos ou a internet.6

Vale ressaltar que os transtornos do sono são frequentes na população geral e se manifestam por má qualidade do sono, insônia, sonolência excessiva diurna, dificuldade de dormir ou acordar na hora desejada e por movimentos ou comportamentos anormais relacionados ao sono


Com eficácia comprovada no tratamento da insônia em pacientes jovens e idosos, a TCC tem diminuído muito o estigma do uso de indutores de sono entre os jovens, bem como os riscos medicamentosos quando usada em idosos.6 Costuma-se associar a TCC com a higiene do sono, o controle de estímulos, os exercícios de relaxamento, o biofeedback e a meditação para uma boa e completa evolução dos quadros de insônia, principalmente os crônicos.4,6

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REFERÊNCIAS

  1. Neves GSML, Macedo P, Gomes MM.

    Transtornos de sono: atualização (1/2).

    Rev Bras Neurol. 2017;53(3):19-30

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    Neurofisiologia do sono e aspectos farmacoterapêuticos dos seus transtornos.

    Rev Bras Neurol. 2010;46(1):5-15

  3. Rasmussen MK, Mestre H, Nedergaard M.

    The glymphatic pathway in neurological disorders.

    Lancet Neurol. 2018;17(11):1016-24.

  4. Falloon K, Arroll B, Elley CR, Fernando A 3rd.

    The assessment and management of insomnia in primary care.

    BMJ. 2011;342:d2899

  5. Santos-Silva R, Bittencourt LRA, Pires MLN, de Mello MT, Taddei JA, Benedito-Silva AA, et al.

    Increasing trends of sleep complaints in the city of Sao Paulo, Brazil.

    Sleep Med. 2010;11(6):520-4

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    Tratamento da insônia em atenção primária à saúde.

    Rev Bras Med Fam Comunidade. 2016;11(38):1-14

  7. Koffel EA, Koffel JB, Gehrman PR.

    A meta-analysis of group cognitive behavioral therapy for insomnia.

    Sleep Med Rev. 2015;19:6-16

  8. Ho FY, Chung KF, Yeung WF, Ng TH, Kwan KS, Yung KP, et al.

    Self-help cognitive-behavioral therapy for insomnia: a meta-analysis of randomized controlled trials.

    Sleep Med Rev. 2015;19:17-28

  9. Riemann D, Nissen C, Palagini L, Otte A, Perlis ML, Spiegelhalder K.

    The neurobiology, investigation, and treatment of chronic insomnia.

    Lancet Neurol. 2015;14(5):547-58

  10. Pinto Jr LR, Alves RC, Caixeta E, Fontenelle JA, Bacellar A, Poyares D, et al.

    New guidelines for diagnosis and treatment of insomnia.

    Arq Neuropsiquiatr. 2010;68(4):666-75