APRESENTAÇÃO:

- Marca: Pharmaton Vitawin 1
- Nome do produto: Suplemento de Vitamina A e D em Gotas
- Uso Pediátrico. Via oral.

APRESENTAÇÃO:

- Frasco com 10 ml
- Registro no Ministério da Saúde: dispensado da obrigatoriedade de registro conforme Resolução RDC nº 27/10

1. Modo de Usar

Produto indicado para crianças.
Ingerir 2 gotas por dia, ou conforme a orientação de um médico ou nutricionista.
Não pingar diretamente na boca da criança.

2. Advertências

ESTE PRODUTO NÃO É UM MEDICAMENTO.
NÃO EXCEDER A RECOMENDAÇÃO DIÁRIA DE CONSUMO INDICADA NA EMBALAGEM.
MANTENHA FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

3. Composição

Acetato de retinol, óleo de amendoim, colecalciferol, aromatizante e antioxidante tocoferol.
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ALÉRGICOS: CONTÉM DERIVADOS DE AMENDOIM. NÃO CONTÉM GLÚTEN.

4. Conservação

Armazenar em sua embalagem original, em local fresco e seco ao abrigo da luz e umidade. Após aberto, manter em temperatura ambiente.

5. Fabricado por:

Sanofi Medley Farmacêutica Ltda.
Rua Conde Domingos Papaiz, 413 – Suzano – SP
CNPJ: 10 588 595/0010-92
Seção científica

CARACTERIZAÇÃO DA FAIXA ETÁRIA – 0 A 2 ANOS:

O desenvolvimento de uma criança entre 0 e 2 anos de idade é marcado por um intenso desenvolvimento das percepções e movimentos. Da mesma forma, o desenvolvimento físico é bem acelerado, sendo que os desenvolvimentos ósseo, muscular e neurológico permitem o surgimento de novos comportamentos, como sentar-se, engatinhar, andar, o que propiciará um domínio maior do ambiente (Brasil, 2014).

Alguns dos marcos de desenvolvimento da criança nessa fase da vida que podem ser mencionados são: percepção dos rostos, capacidade de ficar de bruço e se erguer, virar a cabeça em direção a vozes e/ou barulhos, desenvolvimento da fala e início de inventar brincadeiras e histórias de “faz de
conta” (Brasil, 2014).

Devido ao intenso crescimento e desenvolvimento característicos dessa etapa, uma nutrição adequada é fundamental, não somente para o fornecimento dos nutrientes necessários, mas também para a formação de hábitos alimentares adequados, que farão parte de toda a vida do indivíduo (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2018).

O leite materno atende perfeitamente às necessidades dos bebês saudáveis, devendo ser o único alimento até o 6º mês de vida, uma vez que, além de apresentar um conjunto de nutrientes essenciais, pode ser considerado um alimento vivo e dinâmico, por conter substâncias com atividades protetoras e imunomoduladoras. Ele não apenas proporciona proteção contra infecções e alergias, como também estimula o desenvolvimento do sistema imunológico, a maturação dos sistemas digestório e neurológico, e desenvolve o vínculo mãe-filho, que fará dessa união um processo de nutrir também o psiquismo de ambos (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2018).

A partir do 6º mês, atendendo ao desenvolvimento digestório, imunológico e neurológico do bebê, se faz necessária a introdução de outros alimentos – a chamada alimentação complementar. A recomendação é de que se mantenha o aleitamento materno, podendo este se prolongar até os 2 anos de idade ou mais (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2018).
Nessa etapa, além do leite materno, são introduzidos alimentos variados, com consistência adequada para a idade do bebê, a fim de complementar suas necessidades nutricionais. É recomendado que bebês com até 2 anos de idade não consumam alimentos contendo muitos condimentos incluindo sal, açúcares, assim como alimentos excessivamente gordurosos e alimentos industrializados, ultraprocessados ou com inclusão de componentes químicos para conservação ou flavorização. É recomendado o consumo de alimentos saudáveis, prioritariamente “in natura” que sejam preparados em casa, com boas condições de higiene (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2018).

A queixa de recusa alimentar é muito frequente no segundo ano de vida, quando a velocidade de crescimento diminui bastante em relação ao primeiro ano e, consequentemente, diminuem também as necessidades nutricionais e o apetite. Nessa idade, a criança está naturalmente no processo de neofobia, quadro no qual naturalmente a criança tende a rejeitar novos alimentos e até mesmo novas consistências.

Essa rejeição pelo novo pode levar à criança à monotonia alimentar, na qual as opções de alimentos consumidos acabam ficando restritas, o que acaba por restringir também a oferta de nutrientes (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2018).
Nutrientes em destaque de pharmaton vitawin 1:

VITAMINA A:

A vitamina A é um micronutriente essencial ao ser humano, sobretudo nos momentos de intenso crescimento e desenvolvimento (Martinez & Monteiro, 2006).

A vitamina A é intimamente ligada ao funcionamento adequado do sistema imunológico, sendo considerada, entre todos os micronutrientes, como o mais intimamente associado às doenças infecciosas. Por exemplo, sabe-se que a deficiência de vitamina A é fator de risco para a ocorrência de sarampo em sua forma grave (Martinez & Monteiro, 2006).

Ao mesmo tempo, essa vitamina é reconhecidamente fundamental na manutenção da integridade da visão, e sua deficiência é a principal causa de cegueira evitável ainda na infância (Saunders et al., 2007).

Além disso, é comprovado que a vitamina A auxilia na absorção de ferro, outro nutriente essencial em etapas de intenso crescimento e desenvolvimento, e fundamental para a prevenção de anemia (Martinez & Monteiro, 2008).

VITAMINA D:

A vitamina D, cuja produção é feita pela pele quando exposta à radiação ultravioleta do sol, possui função fundamental para a manutenção da saúde óssea (Martinez & Monteiro, 2008).

Entre os fatores de risco para a deficiência de vitamina D, encontram-se: deficiência materna durante a gravidez, mãe vegetariana, não exposição ao sol, viver em altas latitudes, viver em áreas urbanas com prédios e/ou poluição que bloqueiam a luz solar, pigmentação cutânea escura, uso de protetor solar, variações sazonais, cobrir todo o corpo ou uso de alguns anticonvulsivantes (hidantoína, fenobarbital), glicocorticoides e antirretrovirais (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2008).

O leite materno contém cerca de 25 UI por litro, dependendo do status materno dessa vitamina, mas a necessidade diária da criança no primeiro ano de vida é de 400 UI de vitamina D.

A exposição direta da pele à luz solar, principal fonte de vitamina D, não é recomendada devido aos riscos dos raios ultravioleta (devendo-se usar fatores de proteção, como roupas e protetor solar, para expor a criança ao sol) (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2018).

A deficiência de vitamina D em crianças, que estão em pleno crescimento e desenvolvimento, pode influenciar negativamente o desenvolvimento ósseo, causando não apenas raquitismo (que pode ser considerado o resultado final da deficiência de vitamina D), mas também pode prejudicar o alcance da altura programada geneticamente. Isso porque a vitamina D tem como principal função manter os níveis de cálcio e fósforo no sangue em um estado normal capaz de propiciar condições à maioria das funções metabólicas, entre elas a mineralização óssea.

O desenvolvimento de uma criança entre 0 e 2 anos de idade é marcado por um intenso desenvolvimento das percepções e movimentos. Da mesma forma, o desenvolvimento físico é bem acelerado, sendo que os desenvolvimentos ósseo, muscular e neurológico permitem o surgimento de novos comportamentos, como sentar-se, engatinhar, andar, o que propiciará um domínio maior do ambiente. Devido ao intenso crescimento e desenvolvimento característicos dessa etapa, uma nutrição adequada é fundamental, não somente para o fornecimento dos nutrientes necessários, mas também para a formação de hábitos alimentares adequados, que farão parte de toda a vida do indivíduo.


Estudos apontam que níveis normais de vitamina D no organismo promovem a absorção de 30% do cálcio dietético e mais de 60-80% em períodos de crescimento – como a infância (Bueno & Czepielewski, 2008).

Por isso, o Departamento de Nutrologia da SBP preconiza a suplementação de vitamina D para o recém-nascido, desde a primeira semana de vida, mesmo que em aleitamento materno exclusivo ou fórmula infantil (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2018). Segundo o Departamento, um bebê entre 0 e 12 meses deve ingerir uma quantidade diária 400 UI de vitamina D (podendo ingerir até 1.000 UI por dia). Já crianças entre 1 e 3 anos de idade devem consumir 600 UI de vitamina D por dia, sendo a ingestão máxima recomendada de 1.500 UI (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2018).
-/media/Sanofi/Conecta/Artigos/2020/04/monografia-pharmaton-vitawin-1/2.ashx?w=767&hash=627FD2E26B3385301B5142BC6AFD7F9D
A rotulagem atual do produto Pharmaton Vitawin 1 traz a porção recomendada de 2 gotas/dia, que oferta 200 UI de vitamina D (ou seja, metade do recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria). Isso porque o produto hoje ainda está classificado segunda a legislação antiga de suplementos, e nenhum nutriente na tabela nutricional pode apresentar mais do que 100% da ingestão diária recomendada, e 200 UI já é 100% da ingestão diária recomendada de vitamina D para a faixa etária que se pode indicar hoje (acima de 3 anos).

A posologia pode ser adequada pelo pediatra de forma a atender o recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, ou seja, 4 gotas de Vitawin 1 (400 UI) até 12 meses e 6 gotas (600 UI) para crianças acima de 1 ano. Com relação à quantidade de vitamina A, a recomendação diária de acordo com Institute of Medicine varia de 400 mcg (0 a 6 meses), 500 mcg (7 a 12 meses) e 300 mcg (1 a 3 anos).

Considerando que em 2 gotas temos 125 mcg de vitamina A, em 6 gotas o máximo atingido será de 375 mcg/dia, o que está dentro das recomendações, sendo que essas dosagens não apresentam risco de toxicidade descritos na literatura.

SABR.VIT1.19.04.0690a

REFERÊNCIAS

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.

    Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento.

    Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 1. ed., 2. reimp. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 272 p.: il. - (Cadernos de Atenção Básica, n. 33).

  2. Bueno AL, Czepielewski MA.

    A importância do consumo dietético de cálcio e vitamina D no crescimento.

    J Pediatr. 2008;84(5):386-94.

  3. Sociedade Brasileira de Pediatria – Departamento de Nutrologia.

    Manual de Alimentação: orientações para alimentação do lactente ao adolescente, na escola, na gestante, na prevenção de doenças e segurança alimentar/Sociedade Brasileira de Pediatria.

    Departamento Científico de Nutrologia. – 4ª. ed. São Paulo: SBP, 2018. 172 p.

  4. Institute of Medicine.

    Dietary reference intakes for calcium, phosphorus, magnesium, vitamin D, and fluoride.

    Washington (DC): National Academy Press; 1997.

  5. Institute of Medicine.

    Dietary reference intakes for vitamin A, vitamin K, arsenic, boron, chromium, copper, iodine, iron, manganese, molybdenum, nickel, silicon, vanadium, and zinc.

    Washington (DC): National Academy Press; 2002.

  6. Martinez FE, Monteiro JP.

    O papel das vitaminas no crescimento e desenvolvimento infantil.

    In: Fisberg M, Barros MJL. O papel dos nutrientes no crescimento e desenvolvimento infantil. São Paulo: Sarvier, 2008.

  7. Saunders C, Ramalho A, Padilha PC, Barbosa CC, Leal MC.

    Investigação da cegueira noturna no grupo materno-infantil: uma revisão histórica.

    Rev Nutr. 2007;20(1):95-105.