Monografia Pharmaton Vitawin 2

APRESENTAÇÃO

- Marca: Pharmaton Vitawin 2
- Nome do produto: Suplemento de Vitamina A, Vitamina C, Vitamina D, Ácido Fólico, Ferro e Zinco.
- Uso Pediátrico. Via oral.

Apresentação:

- Frasco com 30 ml
- Registro no Ministério da Saúde: dispensado da obrigatoriedade de registro conforme Resolução RDC nº27/10.

1. Modo de Usar

Produto indicado para crianças.
Ingerir 1,0 ml/dia (medir através do dosador) ou conforme orientação de um médico ou nutricionista.
Não diluir em leite.

2. Advertências

ESTE PRODUTO NÃO É UM MEDICAMENTO.
NÃO EXCEDER A RECOMENDAÇÃO DIÁRIA DE CONSUMO INDICADA NA EMBALAGEM.
MANTENHA FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

3. Composição

Água, sorbitol, propilenoglicol, ácido ascórbico, sulfato ferroso, bisglicinato de zinco, palmitato de retinila,
colecalciferol, ácido N-pteroil-L-glutâmico, regulador de acidez bicarbonato de sódio, aromatizante, sequestrante citrato de sódio, espessante goma xantana, conservador para-hidroxibenzoato de metila e edulcorante sucralose.
NÃO CONTÉM GLÚTEN.
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4. Conservação

Armazenar em sua embalagem original, em local fresco e seco ao abrigo da luz e umidade. Após aberto, manter em temperatura ambiente.

5. Fabricado por:

Sanofi Medley Farmacêutica Ltda.
Rua Conde Domingos Papaiz, 413 – Suzano – SP
CNPJ: 10 588 595/0010-92
Seção científica

CARACTERIZAÇÃO DA FAIXA ETÁRIA – 2 A 4 ANOS


Como dito anteriormente, próximo à idade de 2 anos, a criança passa por uma diminuição na velocidade de crescimento, o que afeta diretamente seu apetite – uma vez que as necessidades nutricionais também estão diminuídas (não em valor absoluto). Ao mesmo tempo, a criança pode começar a demonstrar preferência e aversão por determinados alimentos, podendo levar à monotonia alimentar e, consequentemente, a uma menor variedade de nutrientes ofertados (American Academy of Pediatrics, 2008).

Do ponto de vista comportamental, a criança de 2 anos de idade começa a mostrar maior independência e a apresentar um comportamento desafiador (fazendo muitas vezes o que é pedido para que não faça), além de começar a imitar o que adultos e outras crianças de sua convivência fazem.

Em relação aos aspectos cognitivos, a criança de 2 anos é capaz de identificar algumas formas e cores, a seguir instruções curtas (exemplo: pegue seu tênis e guarde-os no armário) e falar frases com duas a quatro palavras (American Academy of Pediatrics, 2008).

Aos 3 anos de idade, a criança já consegue se expressar com mais facilidade, elaborando frases mais longas e fazendo-se entender mais facilmente. Do ponto de vista da comunicação/linguagem, nessa faixa etária a criança também é capaz de dizer o nome completo e a idade, nomear grande parte de objetos que fazem parte de seu dia a dia e seguir instruções com mais de duas orientações. Sobre o aspecto emocional, a maior parte das crianças dessa faixa etária já começa a mostrar afeições por amigos, assim como demonstrar
uma variedade maior de emoções e pode se mostrar aborrecida com alterações na rotina (American Academy of Pediatrics, 2008).

Por fim, aos 4 anos de idade, a criança já pode gostar de fazer novas atividades no seu dia a dia, sendo também nessa idade também que ela se mostra mais criativa para brincar de “faz de conta”. Em relação à parte social, a criança de 4 anos começa a demonstrar preferência por brincar com amigos (em vez de brincar sozinha) e aprende a cooperar com outras crianças.

Do ponto de vista cognitivo, nessa idade é possível observar que a criança já consegue dizer nomes de cores e números, compreender os conceitos de contagem e tempo. Os desenhos de pessoas começam a surgir, com duas a quatro partes do corpo, e já consegue manipular uma tesoura sozinha (American Academy of Pediatrics, 2008).
Nutrientes em destaque de pharmaton vitawin 2:

VITAMINA A:

A vitamina A é um micronutriente essencial ao ser humano, sobretudo nos momentos de intenso crescimento e desenvolvimento (Martinez & Monteiro, 2006). A vitamina A é intimamente ligada ao funcionamento adequado do sistema imunológico, sendo considerada, entre todos os micronutrientes, como o mais intimamente associado às doenças infecciosas.

Por exemplo, sabe-se que a deficiência de vitamina A é fator de risco para a ocorrência de sarampo em sua forma grave (Martinez & Monteiro, 2006).

Ao mesmo tempo, essa vitamina é reconhecidamente fundamental na manutenção da integridade da visão, e sua deficiência é a principal causa de cegueira evitável ainda na infância (Saunders et al., 2007). Outra função essencial da vitamina A nessa faixa etária é sua participação no metabolismo do ferro.

Apesar de esse mecanismo ainda não estar totalmente esclarecido, estudos sugerem que o ferro e a vitamina A parecem agir de forma sinérgica em algumas etapas do metabolismo do ferro no organismo. É provável que a vitamina A atue na mobilização do ferro dos estoques dos tecidos orgânicos, favorecendo, assim, a disponibilidade desse mineral na síntese de hemoglobina (conhecidos
como glóbulos vermelhos) (Pereira et al., 2007).

VITAMINA C:


Ao longo dos anos, constatou-se que a vitamina C é essencial para o sistema imune, desempenhando funções importantes tanto para o sistema imune inato (considerada a primeira linha de defesa do organismo), quanto para o sistema imune adaptativo (sistema que reage quando é exposto ao antígeno) (Maggini et al., 2018). Assim, estudos mostram que, para o sistema imune inato, a vitamina C é fundamental para estimular a produção, função e movimentação de leucócitos (neutrófilos, linfócitos, fagócitos). Além disso, também
possui um papel antimicrobiano e está envolvida na remoção de neutrófilos usados dos locais de infecção por macrófagos (Maggini et al., 2018).

Já no sistema imune adaptativo, a vitamina C é capaz de elevar a quantidade de anticorpos e ainda participa da diferenciação e proliferação de linfócitos (uma das células de defesa do organismo) (Maggini et al., 2018).

Desse modo, a ingestão adequada de vitamina C é essencial para o funcionamento adequado da imunidade. Particularmente em crianças, a suplementação de vitamina C mostrou-se eficiente para prevenir pneumonia, considerada uma das mais graves infecções, causando 2 milhões de mortes por ano entre crianças de países em desenvolvimento. Esse efeito é visto principalmente entre crianças que apresentam um déficit de ingestão da vitamina (Martinez & Monteiro, 2008).

Além disso, foi visto que a vitamina C está envolvida na síntese de colágeno, componente essencial do tecido conjuntivo da pele e que é essencial nessa fase de crescimento intenso. Considerando que os colágenos tipos I e III contribuem com 85% a 90% e 8% a 11% do colágeno total sintetizado, respectivamente, é clara a importância dessa vitamina na saúde da pele, o que inclui na cicatrização de ferimentos. Tal relação ocorre, pois a vitamina C é cofator para duas enzimas essenciais na síntese de colágeno pelo organismo (Azulay et al., 2003).

O ferro é um mineral essencial para todas as células vivas, estando envolvido em inúmeras funções metabólicas e de síntese, fundamentais para a manutenção da vida e das funções de algumas células do organismo (Braga, 2008).

Esse mineral é considerado um elemento essencial nos processos metabólicos, participando como cofator nas reações de transferência e conservação de energia, fazendo parte também da síntese de biomoléculas e participando no transporte do oxigênio. Isso porque o ferro é componente de inúmeras proteínas, incluindo enzimas e hemoglobina, sendo esta última de grande importância para o transporte de oxigênio para os tecidos (ILSI, 2008).

Outra função essencial do ferro, especialmente para crianças, é sua participação na formação de células vermelhas e hemoglobina – esta última, como mencionada anteriormente, é responsável pelo transporte de oxigênio no organismo. Tais funções são particularmente importantes na infância, uma vez que é um período de intenso crescimento, o que exige um aumento constante do volume sanguíneo (ILSI, 2008).
ZINCO:

Dentre as principais funções que o zinco exerce no organismo humano, pode-se afirmar que sua participação na manutenção da imunidade é de fundamental importância na infância. Isso porque a criança passa por uma fase de descobertas e se expõe constantemente a sujidades e microrganismos, que podem levar ao desenvolvimento de doenças e quadros infecciosos. Até mesmo uma deficiência leve de zinco pode prejudicar diversos mediadores da imunidade, desde a barreira física da pele até a imunidade celular adquirida e humoral. Com relação à imunidade denominada “inata”, a deficiência de zinco danifica células da epiderme, podendo promover lesões cutâneas. Outros mediadores da imunidade inata, como a função de células natural killer, também são prejudicados na deficiência de zinco. O zinco também exerce papel fundamental na produção e atividade de diversas interleucinas, que, por sua vez, influenciam o desenvolvimento e as funções de linfócitos T e B, macrófagos e células natural killer – elementos fundamentais para o funcionamento adequado do sistema imune (ILSI, 2008).
Outra função essencial do zinco nessa etapa da vida é seu envolvimento no crescimento e proliferação celular. Essa relação pode ser comprovada nos casos de deficiência grave, nos quais há redução de crescimento. Tal fato ocorre, pois o zinco participa como um fator regulatório e estrutural das células, além de participar da estrutura da cromatina, da replicação do DNA e da transcrição do RNA (ILSI, 2008).

Por fim, o zinco auxilia na manutenção da pele, o que inclui o restabelecimento da pele e ferimentos, tão comuns na infância. A participação essencial do zinco no restabelecimento de ferimentos se dá devido a sua presença em metaloenzimas, como fosfatase alcalina, DNA e RNA polimerases e metaloproteinases de matriz (ILSI, 2008).

Próximo à idade de 2 anos, a criança passa por uma diminuição na velocidade de crescimento, o que afeta diretamente seu apetite – uma vez que as necessidades nutricionais também estão diminuídas (não em valor absoluto). Ao mesmo tempo, a criança pode começar a demonstrar preferência e aversão por determinados alimentos, podendo levar à monotonia alimentar e, consequentemente, a uma menor variedade de nutrientes ofertados.

As vitaminas e os minerais presentes no produto de marca Pharmaton Vitawin 2 são aqueles que, conforme citados na seção científica deste dossiê, exercem um papel essencial para o crescimento, com destaque para os nutrientes Ferro e Zinco e para a imunidade, com as Vitaminas A e C, ambas as funções fundamentais para essa faixa etária em que as crianças estão na fase pré-escolar.
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A deficiência no consumo de vitaminas do complexo B e de minerais como cobre e iodo é praticamente inexistente, o que torna a suplementação desses micronutrientes desnecessária para o público em questão.
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SABR.VIT1.19.04.0858a

REFERÊNCIAS

  1. American Academy of Pediatrics and Bright Futures.

    Guidelines for health supervision of infants, children, and adolescents.

    Third Edition, edited by Joseph Hagan, Jr., Judith S. Shaw, and Paula M. Duncan, 2008, Elk Grove Village, IL: American Academy of Pediatrics.

  2. Azulay MM, Filgueira AL, Mandarim-de-Lacerda CA, Cuzzi T, Perez MA.

    Vitamina C.

    An Bras Dermatol. 2003;78(3):265-74.

  3. Braga JAP.

    O papel do ferro no crescimento e desenvolvimento infantil.

    In: Fisberg M, Barros MJL. O papel dos nutrientes no crescimento e desenvolvimento infantil. São Paulo: Sarvier, 2008.

  4. Bueno MB, Fisberg RM, Maximino P, Rodrigues GP, Fisberg M.

    Nutritional risk among Brazilian children 2 to 6 years old: A multicenter study.

    Nutrition. 2013;29(2):405-10.

  5. ILSI.

    Ácido fólico: funções plenamente reconhecidas de nutrientes.

    2008.

  6. ILSI.

    Ferro: funções plenamente reconhecidas de nutrientes.

    2008.

  7. ILSI.

    Vitamina D: funções plenamente reconhecidas de nutrientes.

    2ª edição. 2014.

  8. ILSI.

    Zinco: funções plenamente reconhecidas de nutrientes.

    2008.

  9. Institute of Medicine.

    Dietary reference intakes for vitamin A, vitamin K, arsenic, boron, chromium, copper, iodine, iron, manganese, molybdenum, nickel, silicon, vanadium, and zinc.

    Washington (DC): National Academy Press; 2002.

  10. Maggini S, Pierre A, Calder PC.

    Immune Function and Micronutrient Requirements Change over the Life Course.

    Nutrients. 2018;10(1531):1-27.

  11. Martinez FE, Monteiro JP.

    O papel das vitaminas no crescimento e desenvolvimento infantil.

    In: Fisberg M, Barros MJL. O papel dos nutrientes no crescimento e desenvolvimento infantil. São Paulo: Sarvier, 2008.

  12. Pereira RC, Ferreira LOC, Diniz AS, Batista Filho M, Figueirôa JN.

    Eficácia da suplementação de ferro associado ou não à vitamina A no controle da anemia em escolares.

    Cad Saúde Pública. 2007;23(6):1415-21.

  13. Saunders C, Ramalho A, Padilha PC, Barbosa CC, Leal MC.

    Investigação da cegueira noturna no grupo materno-infantil: uma revisão histórica.

    Rev Nutr. 2007;20(1):95-105.