Monografia Pharmaton Vitawin 3

APRESENTAÇÃO

- Marca: Pharmaton Vitawin 3
- Nome do produto: Suplemento de Vitamina D, Vitamina C, Ferro e Cálcio.
- Uso Pediátrico. Via oral.

Apresentação:

- Frasco com 150 ml
- Registro no Ministério da Saúde: dispensado da obrigatoriedade de registro conforme Resolução RDC nº 27/10.

1. Modo de Usar

Produto indicado para crianças.
Ingerir 5,0 ml/dia (medir através do copo medida) ou conforme a orientação de um médico ou nutricionista.
Não precisa diluir.

2. Advertências

ESTE PRODUTO NÃO É UM MEDICAMENTO.
NÃO EXCEDER A RECOMENDAÇÃO DIÁRIA DE CONSUMO INDICADA NA EMBALAGEM.
MANTENHA FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

3. Composição

Água, fosfato tricálcico, sorbitol, propilenoglicol, ácido ascórbico, sulfato ferroso mono-hidratado, colecalciferol, regulador de acidez bicarbonato de sódio, sequestrante citrato de sódio di-hidratado, estabilizante goma xantana, aromatizante, conservador para-hidroxibenzoato de metila, edulcorante sucralose, corantes vermelho eritrosina e azul indigotina. NÃO CONTÉM GLÚTEN.
-/media/Sanofi/Conecta/Artigos/2020/04/monografia-pharmaton-vitawin-3/Grafico1.ashx?w=770&hash=5417E3017DC3D22D0EBE6D5118A69DF9
ALÉRGICOS: CONTÉM DERIVADOS DE AMENDOIM. NÃO CONTÉM GLÚTEN.

4. Conservação

Armazenar em sua embalagem original, em local fresco e seco ao abrigo da luz e umidade. Após aberto, manter em temperatura ambiente.

5. Fabricado por:

Sanofi Medley Farmacêutica Ltda.
Rua Conde Domingos Papaiz, 413 – Suzano – SP
CNPJ: 10 588 595/0010-92
Sessão científica

CARACTERIZAÇÃO DA FAIXA ETÁRIA – 4 A 8 ANOS

Como mencionado anteriormente, aos 4 anos de idade, a criança já pode gostar de fazer novas atividades no seu dia a dia, sendo nessa idade também que ela se mostra mais criativa para brincar de “faz de conta”. Em relação à parte social, a criança de 4 anos começa a demonstrar preferência por brincar com amigos (em vez de brincar sozinha) e aprende a cooperar com outras crianças. Do ponto de vista cognitivo, nessa idade é possível observar que a criança já consegue dizer nomes de cores e números e compreender os conceitos de contagem e tempo. Os desenhos de pessoas começam a surgir, com duas a quatro partes do corpo, e ela já consegue manipular uma tesoura sozinha (American Academy of Pediatrics, 2008).

Aos 5 anos de idade, a criança já consegue se expressar claramente, podendo contar uma história curta com frases completas. Além disso, a criança dessa idade já quer ser como os amigos e sabe diferenciar os sexos e distinguir o que é realidade do que é “faz de conta”. É mais independente, podendo demandar bastante dos pais e/ou responsáveis, ao mesmo tempo que pode ser bastante colaborativa (American Academy of Pediatrics, 2008).

Na criança de 6 anos de idade, pode-se observar uma evolução na parte motora, tendo essa criança movimentos mais precisos e ágeis. Já apresenta vocabulário mais extenso, geralmente gosta de conversar e pode fazer muitos questionamentos. Gosta de participar das atividades do ambiente em que se encontra e se interesse pela opinião das outras pessoas (Coll et al., 1995).

Já na idade de 7 anos, o pensamento lógico está mais bem formado, tornando- se mais estável, e a criança é capaz de fazer abstrações cada vez mais complexas, sendo menos influenciada pela percepção sensorial. É nessa idade também que a criança é de fato inserida no universo da leitura e da escrita (Coll et al., 1995).

Por fim, aos 8 anos de idade, a criança é mais capaz de identificar seus sentimentos e pensamentos, de pensar sobre a própria posição na sociedade e de sentir empatia com o que os outros sentem. Nessa idade, a criança adquire maior autonomia e entende que precisa respeitar combinados e regras, não por conta de uma autoridade externa, mas porque eles possuem um sentido na organização das relações e dos espaços comuns. As amizades vão ficando mais baseadas em afinidades e compartilhamento de pensamentos e opiniões (Coll et al., 1995).
NUTRIENTES EM DESTAQUE DE PHARMATON VITAWIN 3:

VITAMINA C:

Ao longo dos anos, constatou-se que a vitamina C é essencial para o sistema imune, desempenhando funções importantes tanto para o sistema imune inato (considerado a primeira linha de defesa do organismo) quanto para o sistema imune adaptativo (sistema que reage quando é exposto ao antígeno) (Maggini et al., 2018).

Assim, estudos mostram que, para o sistema imune inato, a vitamina C é fundamental para estimular a produção, a função e a movimentação de leucócitos (neutrófilos, linfócitos e fagócitos). Além disso, também possui um papel antimicrobiano e está envolvida na remoção de neutrófilos usados dos locais de infecção por macrófagos (Maggini et al., 2018).

Já no sistema imune adaptativo, a vitamina C é capaz de elevar a quantidade de anticorpos e ainda participa da diferenciação e proliferação de linfócitos (uma das células de defesa do organismo) (Maggini et al., 2018).

Desse modo, a ingestão adequada de vitamina C é essencial para o funcionamento adequado da imunidade. Particularmente em crianças, a suplementação de vitamina C mostrou-se eficiente para prevenir pneumonia, considerada uma das mais graves infecções, causando 2 milhões de mortes por ano entre crianças de países em desenvolvimento. Esse efeito é visto principalmente entre crianças que apresentam um déficit de ingestão da vitamina (Martinez & Monteiro, 2008).

Além disso, foi visto que a vitamina C está envolvida na síntese de colágeno, componente essencial do tecido conjuntivo da pele. Considerando que os colágenos tipos I e III contribuem com 85% a 90% e 8% a 11% do colágeno total sintetizado, respectivamente, é clara a importância dessa vitamina na saúde da pele, o que inclui a cicatrização de ferimentos. Tal relação ocorre porque a vitamina C é cofator para duas enzimas essenciais na síntese de colágeno pelo organismo (Manela-Azulay et al., 2003).

FERRO:

O ferro é um mineral essencial para todas as células vivas, estando envolvido em inúmeras funções metabólicas e de síntese fundamentais para a manutenção da vida e das funções de algumas células do organismo (Braga, 2008).

Esse mineral é considerado um elemento essencial nos processos metabólicos, participando como cofator nas reações de transferência e conservação de energia, fazendo parte também da síntese de biomoléculas, reações redox na cadeia de transporte de elétrons, tomando parte da estrutura molecular de diversas proteínas e enzimas e participando no transporte do oxigênio. Isso porque o ferro é componente de inúmeras proteínas, incluindo enzimas e hemoglobina, sendo esta última de grande importância para o transporte de oxigênio para os tecidos (ILSI, 2008).

Outra função essencial do ferro, especialmente para crianças, é sua participação na formação de células vermelhas e hemoglobina – esta última, como mencionado anteriormente, é responsável pelo transporte de oxigênio no organismo. Tais funções são particularmente importantes na infância, uma vez que é um período de intenso crescimento, o que exige um aumento constante do volume sanguíneo (ILSI, 2008).
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A fase dos 4 aos 8 anos de idade é marcada pelo crescimento e aprendizado escolar. Assim, nutrientes que garantem uma manutenção adequada da saúde óssea (cálcio e vitamina D) são importantes. No entanto, por estar em um ambiente escolar, essa criança precisa de nutrientes que ajudem a garantir um aprendizado adequado (como o ferro) e fortaleçam sua imunidade (vitamina C).

Uma observação importante sobre o ferro é que a ingestão adequada desse mineral é essencial para evitar a anemia – condição que pode prejudicar o aprendizado adequado da criança. Quantidades de ferro superiores às recomendadas não trarão efeito benéfico nesse sentido, ou seja, não causarão uma capacidade maior de aprender

A partir dos 4 anos de idade, a criança já pode gostar de fazer novas atividades no seu dia a dia, sendo nessa idade também que ela se mostra mais criativa para brincar de “faz de conta”. Em relação à parte social, a criança de 4 anos começa a demonstrar preferência por brincar com amigos (em vez de brincar sozinha) e aprende a cooperar com outras crianças. Do ponto de vista cognitivo, nessa idade é possível observar que a criança já consegue dizer nomes de cores e números e compreender os conceitos de contagem e tempo.


Deficiências nutricionais de vitaminas do complexo B e minerais como cobre e magnésio são raras nessa população, o que torna desnecessária sua suplementação.

Ainda que as quantidades presentes no produto sejam inferiores às recomendadas, o pediatra deve sempre considerar o produto como complementar à dieta da criança e incentivar o consumo de alimentos nas quantidades e variedade para cada faixa etária.
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REFERÊNCIAS

  1. American Academy of Pediatrics and Bright Futures.

    Guidelines for health supervision of infants, children, and adolescents.

    Third Edition, edited by Joseph Hagan, Jr., Judith S. Shaw, and Paula M. Duncan, 2008, Elk Grove Village, IL: American Academy of Pediatrics.

  2. Azulay MM, Filgueira AL, Mandarim-de-Lacerda CA, Cuzzi T, Perez MA.

    Vitamina C.

    An Bras Dermatol. 2003;78(3):265-74.

  3. Braga JAP.

    O papel do ferro no crescimento e desenvolvimento infantil.

    In: Fisberg M, Barros MJL. O papel dos nutrientes no crescimento e desenvolvimento infantil. São Paulo: Sarvier, 2008.

  4. Bueno MB, Fisberg RM, Maximino P, Rodrigues GP, Fisberg M.

    Nutritional risk among Brazilian children 2 to 6 years old: A multicenter study.

    Nutrition. Nutrition. 2013;29(2):405-10.

  5. Coll C, Palacios J, Marchesi A.

    Desenvolvimento psicológico e educação: psicologia evolutiva.

    Porto Alegre: Artes Médicas; 1995.

  6. ILSI.

    Ferro: funções plenamente reconhecidas de nutrientes.

    2008.

  7. ILSI.

    Vitamina D: funções plenamente reconhecidas de nutrientes.

    2ª edição. 2014.

  8. Institute of Medicine.

    Dietary reference intakes for calcium, phosphorus, magnesium, vitamin D, and fluoride.

    Washington (DC): National Academy Press; 1997.

  9. Institute of Medicine.

    Dietary reference intakes for vitamin A, vitamin K, arsenic, boron, chromium, copper, iodine, iron, manganese, molybdenum, nickel, silicon, vanadium, and zinc.

    Washington (DC): National Academy Press; 2002.

  10. Martinez FE, Monteiro JP.

    O papel das vitaminas no crescimento e desenvolvimento infantil.

    In: Fisberg M, Barros MJL. O papel dos nutrientes no crescimento e desenvolvimento infantil. São Paulo: Sarvier, 2008.

  11. Maggini S, Pierre A, Calder PC.

    Immune Function and Micronutrient Requirements Change over the Life Course.

    Nutrients. 2018;10(1531):1-27.