STILNOX® 10 mg ESTÁ COMEMORANDO SEUS 25 ANOS NO BRASIL,1 com sua eficiência e segurança na indução do sono.2 Com Stilnox® CR, a família está completa para o tratamento da insônia com a indução e manutenção do sono durante a noite.3 

O sono é uma condição fisiológica de atividade cerebral, que ocorre de forma natural e periódica, caracterizada pela modificação do estado de consciência e pela redução da sensibilidade aos estímulos ambientais, acompanhadas de características motoras e posturais próprias, além de alterações autônomas e hormonais, com função de restauro do organismo como um todo.4,5 Sua ocorrência em ciclos previsíveis e a natural capacidade de reversão de um estado de não reação a estímulos externos (sono-vigília) são condições que permitem distinguir o sono de estados de perda de consciência patológicos.4 

O sono vem sendo alvo de interesse desde a Antiguidade remota e, como disciplina médica, desde Hipócrates.4 A mitologia grega relacionava o sono à morte, já que Hipnos personificava o sono e tinha como irmão gêmeo Tânatos, a morte.4 Eles eram filhos de Nix (noite).4 Os estudos conduzidos em laboratórios do sono, na década de 1950, permitiram melhor compreensão de suas fases, além de melhor categorização de suas alterações.6 

O ciclo de sono-vigília segue uma periodicidade e é variável com a idade, o sexo e as características individuais.4,7 A regulação desse ciclo é uma interação de dois processos: o homeostático (liberação de substâncias que promovem o sono, em especial a adenosina, que se encontra acumulada após longos períodos de vigília) e o circadiano (variação cíclica do estado de vigília e de sono que ocorre durante o dia e é regulada pelo núcleo supraquiasmático, considerado o marca-passo circadiano).4,7 Nesse processo, gera-se um acoplamento entre as funções endógenas e as variações ambientais que ocorrem durante o dia, em especial a luminosidade, promovendo a vigília durante o dia e consolidando o sono no período noturno.7
Em relação ao tratamento dos distúrbios do sono, e da insônia em especial, em primeiro lugar é necessário reconhecer a causa e as possíveis comorbidades e verificar se o paciente segue as regras básicas de higiene do sono. Após essa avaliação inicial, deve-se considerar o tratamento farmacológico e/ou não farmacológico examinando-se caso a caso.4,8 

A molécula de zolpidem, que completa 25 anos de comercialização no Brasil, foi um avanço enorme no tratamento dos quadros de insônia, que ficava restrito à utilização de medicação benzodiazepínica (com todas as possibilidades de abuso e dependência, de riscos de sedação e de quedas, além de variadas complicações clínicas) ou a medicações que geravam sono como efeito adverso, como os antialérgicos, os antieméticos e até o álcool.8 

O zolpidem é metabolizado principalmente pela enzima CYP3A4, das enzimas do citocromo P450, e sua excreção se realiza pela urina (60%) e pelas fezes (40%).9 Apresenta início muito rápido de ação, sua meia-vida média é de aproximadamente 2,5 horas, o que leva a uma ação indutora robusta após poucos minutos.9 Tem ação nos receptores ômega-1 do ácido gama-aminobutírico (GABA), o que lhe confere ação hipnótica específica.9 (Figura 1)
-/media/Sanofi/Conecta/Artigos/2020/04/zolpidem-25-anos-de-experiencia-e-sucesso/f1.ashx?w=964&hash=E3DA35F6A58533222A38BB10A4516C62
Houve inicialmente rápida migração do tratamento, antes feito com outras substâncias, para zolpidem de liberação imediata. Com os trabalhos populacionais, porém, verificou-se que a maior parcela das insônias correspondia à insônia intermediária.10 Passou-se, então, ao desenvolvimento de uma formulação de liberação controlada de zolpidem, com a primeira camada de liberação imediata e a outra de liberação controlada, o que permite cobertura maior da medicação sem alterar a arquitetura do sono.11 (Figura 2)
-/media/Sanofi/Conecta/Artigos/2020/04/zolpidem-25-anos-de-experiencia-e-sucesso/f2.ashx?w=964&hash=BCD0885467D6185E7EF04B4C1D04B8DC

Com o desenvolvimento dessa nova apresentação, o perfil dos pacientes que podem beneficiar-se do uso de zolpidem ganhou nova perspectiva, já que se pode tratar não só a insônia inicial como também as pessoas que têm insônia intermediária sem risco de residual diurno de sonolência, tão frequente com outras medicações.4,11

Temos muito a comemorar com o desenvolvimento de zolpidem!

A desvenlafaxina e seu uso na mulher

 

A depressão é um quadro descrito na medicina ocidental, desde a época de Hipócrates, sob o nome de melancolia.1 O transtorno depressivo, tal qual o conhecemos hoje, é uma doença crônica e debilitante, com estimativa de prevalência ao longo da vida de aproximadamente 6% a 17%, que atinge a pessoa como um todo, compromete sua vida e afeta todas as esferas da vida, com risco elevado de recorrência, e é considerada a maior causa de comprometimento da vida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).1,2 Atinge mais as mulheres, em torno de duas para cada homem, mas tem maior prevalência nos períodos de maior flutuação hormonal, entre 12 e 60 anos de idade.2-5

Apesar do tratamento por tempo adequado e da manutenção, existe o risco de recorrência de quadros de depressão maior, sabendo-se que, durante o primeiro ano de acompanhamento, a taxa de recorrência foi de 21% a 37% e, durante cinco anos, de 42% a 75%.6 Uma das possíveis explicações dessa taxa de recorrência é a ausência de remissão completa dos sintomas, que deve ser a meta a buscar.6 
A Rede Canadense para o Estudo dos Transtornos de Humor e Ansiedade (CANMAT), em sua publicação de 2016, no capítulo sobre populações específicas (jovens, mulheres e idosos), considera a desvenlafaxina como a primeira linha de tratamento das mulheres na perimenopausa por sua rapidez de ação, sua ação nos sintomas vasomotores e sua completa remissão do quadro, além de ser muito bem tolerada e ter baixo potencial de interação medicamentosa, o que pode favorecer muito os pacientes que apresentam problemas de metabolização.7,8

A desvenlafaxina, inibidor de recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN), é uma das opções de primeira linha no tratamento de transtorno depressivo (TD) em maiores de 18 anos de idade.9 Mostrou-se também eficaz tanto no transtorno depressivo moderado quanto no grave, em que os pacientes apresentavam prejuízo funcional de moderado a grave.10 

Marc Zimmerman11 já alertava, desde 2006, que o paciente com depressão precisa da remissão dos sintomas, mas também deve sentirse completamente bem, podendo desfrutar de uma vida plena, com a retomada de suas funções sociais, laborais e familiares, além de ter prazer em suas atividades.11,12 Apenas medicações que remitam completamente o quadro depressivo, como a desvenlafaxina, podem atingir esse objetivo.12 

SABRAGE.ZOL.20.03.0024

REFERÊNCIAS

  1. Auditoria IQVIA (Pharmaceutical Market Brazil® – PMB) – jan 2020.

    Cordás TA, Emilio MS. História da melancolia. Porto Alegre: Artmed; 2017.

  2. ANVISA. Bula Stilnox. Aprovada em 27/09/2019. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmResultado.asp#. Acesso em: 01 de 04 de 2020.

    Gelenberg AJ, Freeman MP, Markowitz JC, Rosenbaum JF, Thase ME, Trivedi MF, et al.; Work Group on Major Depressive Disorder. Practice guideline for the treatment of patients with major depressive disorder. 3 ed. Estados Unidos da América: American Psychiatric Association; 2010.

  3. ANVISA. Bula Stilnox CR. Aprovada em 27/09/2019. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmResultado.asp# Acesso em: 01 de 04 de 2020.

    World Health Organization. Depression [acesso em 29 jan 2019]. Disponível em: http://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/depression.

  4. Gomes MM, Quinhones MS, Engelhardt E. Neurofisiologia do sono e aspectos farmacoterapêuticos dos seus transtornos. Rev Bras Neurol. 2010;46(1):5-15.

    Kessler RC, Berglund P, Demler O, Jin R, Koretz D, Merikangas KR, et al. The epidemiology of major depressive disorder: results from the National Comorbidity Survey Replication (NCS–R). JAMA. 2003;289(23):3095-105.

  5. Donlea JM. Neuronal and molecular mechanisms of sleep homeostasis. Curr Opin Insect Sci. 2017;24:51-7.

    World Health Organization. Depression and other common mental disorders – global health estimates [acesso em: 5 fev 2020]. Geneva: World Health Organization; 2017.

  6. Santos da Silva R. Introdução ao estagiamento do sono humano. Braz J Epil Clin Neurophys. 1996;3(2):189-99.

    Hardeveld F, Spijker J, De Graaf R, Nolen WA, Beekman AT. Prevalence and predictors of recurrence of major depressive disorder in the adult population. Acta Psychiatr Scand. 2010;122(3):184-91.

  7. Chroverty S. Overview of sleep & sleep disorders. Indian J Med Res. 2010;131:126-40.

    MacQueen GM, Frey BN, Ismail Z, Jaworska N, Steiner M, Lieshout RJ, et al. Canadian Network for Mood and Anxiety Treatments (CANMAT) 2016 clinical guidelines for the management of adults with major depressive disorder: section 6. Special populations: youth, women, and the elderly. Can J Psychiatry. 2016;61(9):588-603.

  8. Ribeiro NF. Tratamento da insônia em atenção primária à saúde. Rev Bras Med Fam Comunidade. 2016;11(38):1-14.

    Katzman AM, Nierenberg AA, Wajsbrot DB, Meier E, Prieto R, Pappadopulos E, et al. Speed of improvement in symptoms of depression with desvenlafaxine 50 mg and 100 mg compared with placebo in patients with major depressive disorder. Clin Psychopharmacol. 2017;37(5):555-61.

  9. Holm KJ, Goa KL. Zolpidem an update of its pharmacology, therapeutic efficacy and tolerability in the treatment of insomnia. Drugs. 2000;59(4):865-89.

    Kornstein SG, Clayton AH, Soares CN, Padmanabhan SK, Guico-Pabia CJ. Analysis by age and sex of efficacy data from placebo-controlled trials of desvenlafaxine in outpatients with major depressive disorder. J Clin Psychopharmacol. 2010;30(3):294-9.

  10. Santos-Silva, Bittencourt LR, Pires ML, de Mello MT, Taddei JA, Benedito-Silva AA, et al. Increasing trends of sleep complaints in the city of Sao Paulo, Brazil. Sleep Med. 2010 Jun;11(6):520-4.

    Papakostas GI, Culpepper L, Fayyad RS, Musgnung J, Guico-Pabia CJ. Efficacy of desvenlafaxine 50 mg compared with placebo in patients with moderate or severe major depressive disorder: a pooled analysis of 6 randomized, double-blind, placebo-controlled studies. Int Clin Psychopharmacol. 2013;28(6):312-21.

  11. Moen MD, Plosker GL. Zolpidem extended release. CNS Drugs. 2006;20(5):419-26; discussion 427-8.

    Zimmerman M, McGlinchey JB, Posternak MA, Friedman M, Attiullah N, Boerescu D. How should remission from depression be defined? The depressed patient’s perspective. Am J Psychiatry. 2006;163(1):148-50.

  12. Soares CN, Zhang M, Boucher M. Categorical improvement in functional impairment in depressed patients treated with desvenlafaxine. CNS Spectr. 2019;24(3):322-32.