O diagnóstico da doença de Pompe pode ser desafiador devido à raridade da condição e à variabilidade fenotípica. Um estudo observacional com 31 pacientes juvenis com Doença de Pompe ou com Doença de Pompe juvenil, todos com menos de 18 anos de idade, mostrou que os sintomas iniciais se apresentam durante a infância (após 1 ano de idade), em média aos 2,6 anos de idade (faixa de 0,5 a 13 anos), e que o diagnóstico é realizado em média aos 4 anos de idade (faixa de 0 a 16 anos). Esse estudo também concluiu que o diagnóstico pode demorar até 5,8 anos após o aparecimento dos sintomas.2
A detecção e o tratamento precoce da doença são muito importantes, pois podem retardar ou estabilizar a sua progressão evitando lesões irreversíveis. Pacientes com história clínica compatível com doença de Pompe devem ser investigados para confirmar o diagnóstico, este é geralmente estabelecido pela redução da atividade da enzima alfa-glicosidase ácida (GAA).1

O papel do pediatra é fundamental no diagnóstico de bebês e crianças que possam sofrer de doenças raras. Alguns sinais específicos levantam suspeitas ao longo da infância e requerem avaliação minuciosa.

Os pacientes com IOPD apresentam atividade residual do GAA muito baixa, enquanto os pacientes com LOPD (doença de Pompe de início juvenil ou adulto) apresentam uma maior atividade residual. Essa atividade é mensurada pelo teste de gota de sangue seca em papel filtro (DBS) acompanhada pela avaliação de GAA nos linfócitos ou em fibroblatos ou análise genética de mutação que são disponíveis tanto para bebês quanto para adultos e crianças.1

 

O DBS é um exame de triagem no diagnóstico de Pompe confiável e rápido. A coleta é minimamente invasiva, e possui maior velocidade na obtenção do resultado, é um método de baixo custo e de fácil envio ao laboratório 3-7, como podemos ver no fluxo abaixo (Figura 1):

 
-/media/Sanofi/Conecta/Artigos/2020/05/como-diagnosticar-a-doenca-de-pompe/image01.ashx?w=686&hash=02EB9E8F4A47B5BAF89A3F7378AB277C

Figura 1: Triagem para a doença de Pompe usando um método rápido de gotas de sangue em papel filtro. (DBS). Adaptado de Goldstein et al. Muscle Nerve. 2009;40(1):32-6

 

Cada resultado positivo para doença de Pompe em gotas de sangue seca em papel de filtro deverá ser confirmado com outros exames posteriores. Conforme fluxograma abaixo:8

-/media/Sanofi/Conecta/Artigos/2020/05/como-diagnosticar-a-doenca-de-pompe/image02.ashx?w=700&hash=11DF58902B7586BFDB8FFE57D93F234E

Figura 2: Algoritimo para diagnóstico da Doença de Pompe. Adaptado de Musumeci O, et al. 2016

 

TESTE DA GOTA SECA EM PAPEL DE FILTRO - DBS

Os kits DBS (dried blood spot, ou gota de sangue seca) estão disponíveis para ajudá-lo com a coleta, manuseio e envio adequado das amostras de DBS para um laboratório designado (Figura 1).4

 

AMOSTRA DE SANGUE TOTAL

Alternativamente, os laboratórios designados podem realizar um ensaio da atividade da enzima GAA em uma amostra de sangue total.1


Existem outros testes para diagnóstico diferencial, como por exemplo, painel NGS:


O painel NGS (next generation sequencing, ou sequenciamento de nova geração) pode auxiliar na identificação da Doença de Pompe, bem como outras miopatias e doenças neuromusculares.9

 

GZBR.MYOZ.20.04.0137a/Abril 2020

 

 

 

Por isso, a Sanofi está ao seu lado para dar apoio e orientação, contribuindo para um diagnóstico mais assertivo e tratamentos que proporcionarão mais qualidade de vida ao paciente. 

 

REFERÊNCIAS

  1. American Association of Neuromuscular & Electrodiagnostic Medicine.

    Diagnostic criteria for late-onset (childhood and adult). Pompe disease.

    Muscle Nerve. 2009;40(1):149-60.

  2. van Capelle CI, van der Meijden JC, van den Hout JMP, et al.

    Childhood Pompe disease: clinical spectrum and genotype in 31 patients. Orphanet J Rare Dis.

    2016;11(1):65. doi:10.1186/s13023-016-0442-y.

  3. Winchester B, Bali D, Bodamer OA, et al.

    for Pompe Disease Diagnostic Working Group. Methods for a prompt and reliable laboratory diagnosis of Pompe disease: report from an international consensus meeting.

    Mol Genet Metab. 2008;93(3):275-281.

  4. Goldstein JL, Young SP, Changela M, et al.

    Screening for Pompe disease using a rapid dried blood spot method: experience of a clinical diagnostic laboratory.

    Muscle Nerve 2009;40:32-36.

  5. Chamoles NA, Niizawa G, Blanco M, Gaggioli D, Casentini C.

    Glycogen storage disease type II: enzymatic screening in dried blood spots on filter paper.

    Clin Chim Acta 2004;347:97-102.

  6. Zhang H, Kallwass H, Young SP, et al.

    Comparison of maltose and acarbose as inhibitors of maltase-glucoamylase activity in assaying acid alphaglucosidase activity in dried blood spots for the diagnosis of infantile Pompe disease.

    Genet Med. 2006;8:302-306.

  7. Chien YH, Lee NC, Thurberg BL, et al.

    Pompe disease in infants: improving the prognosis by newborn screening and early treatment.

    Pediatrics 2009;124:e1116-e1125.

  8. Musumeci O, et al.

    Algoritmo para diagnóstico de Doença de Pompe de início tardio.

    2016

  9. Lévesque S, Auray-Blais C, Gravel E, et al.

    Diagnosis of late-onset Pompe disease and other muscle disorders by next-generation sequencing.

    Orphanet J Rare Dis. 2016;11:8. doi:10.1186/s13023-016-0390-6.