O corpo humano passa por diversas alterações ao longo da vida.1 Pode-se considerar que o processo de envelhecimento, em seus mais diversos aspectos, pode iniciar-se tão cedo quanto durante nossa segunda década de vida.1 Nesse contexto, a demanda do corpo por substâncias como o cálcio e o colágeno, entre outras, também sofre algumas alterações durante a vida.2

 

Sabemos que o colágeno é uma proteína extremamente abundante nos mamíferos.2 Dentre todos os tipos de colágeno existentes em nosso organismo, o colágeno do tipo I destaca-se por ser o mais abundante e também o grande responsável pela qualidade do tecido celular subcutâneo da pele, pela manutenção da resistência mecânica dos ossos,2 juntamente com o cálcio,1 e também pela formação muscular.3 O colágeno do tipo II, por sua vez, está presente de maneira importante na cartilagem das articulações.4

 
Com o avanço da idade e o passar dos anos, a síntese de colágeno diminui gradativamente e as fibras elásticas tornam-se deformadas e menos flexíveis.2 O colágeno muda tanto qualitativa como quantitativamente com o envelhecimento.2 As mudanças associam-se com o decréscimo da atividade enzimática celular de fibroblastos e condrócitos e também com a diminuição da proliferação dessas células.5 Isso gera perda da elasticidade do tecido conjuntivo, rugas na pele,5 perda da rigidez óssea, perda muscular (sarcopenia) e perda da capacidade articular de absorver e distribuir carga, fato associado com o surgimento (ou aumento) das dores articulares.4

Assim, o envelhecimento associado à ingesta inadequada pode afetar negativamente os níveis de cálcio e colágeno no corpo.1 Em idades mais avançadas, é comum não se atingir, por meio da dieta, níveis nutricionais adequados e recomendados de macro e micronutrientes.6

 

Essa deficiência pode passar despercebida por alguns anos, porém em idades mais avançadas, quando entram na conta outros fatores geradores de fraqueza óssea, sarcopenia e dor articular, certamente isso se torna mais evidente.1

 

A suplementação com o uso de colágeno hidrolisado feito de peptídeos bioativos tem conquistado cada vez mais força devido à eficácia e ao excelente perfil de segurança.4 Estudos realizados demonstraram sua absorção e biodisponibilidade, sua capacidade de aumentar a biossíntese de colágeno do tipo II por condrócitos e sua eficácia clínica no combate aos sintomas dolorosos da artrose.4 A suplementação de peptídeos de colágeno também demonstrou ser benéfica para o tratamento da sarcopenia3 e até mesmo para o combate à osteoporose.

 

Em relação à osteoporose, seu tratamento central é feito classicamente através de exercícios físicos e suplementação de cálcio e vitamina D.8,9 No entanto, sabe-se que a prática insuficiente de exercícios, os níveis baixos de vitamina D e a baixa ingesta de cálcio na dieta são extremamente comuns na sociedade moderna, na maioria das faixas etárias. 

 

A principal fonte de cálcio é o leite e seus derivados. Fontes menores incluem salmão, amêndoas e vegetais de folhas verdes, como espinafre. A ingesta diária recomendada é de 1.200 mg, porém na maioria dos países da América do Sul a população apresenta baixa ingesta de cálcio (entre 400 e 700 mg/dia).10 Uma ingesta diária inadequada de cálcio pode afetar negativamente a saúde óssea e correlaciona-se, por exemplo, com maior risco de fratura de fêmur proximal, evento catastrófico e que traz risco à vida.11 Portanto a suplementação é recomendada.

 

Partindo do pressuposto de que não conseguimos atingir quantidades adequadas desses nutrientes por meio da dieta, podemos nos beneficiar do uso de suplementos alimentares que contenham peptídeos de colágeno, cálcio e vitamina D. Não existe um limite de tempo para seu uso. Na verdade, como a dieta não supre e nunca irá suprir toda a necessidade, que é maior a cada ano, deve-se ter em mente que é importantíssimo manter a continuidade do uso desses suplementos alimentares por tempo indefinido. Afinal, ao suspendermos seu uso, serão suspensos também seus efeitos benéficos e protetores da saúde articular, óssea e muscular.

 

Em conclusão, para uma adequada saúde articular, óssea e muscular é desejável o uso de suplementos alimentares (mantido por longos períodos), associado a um estilo de vida saudável, que inclua a prática regular de atividades físicas moderadas. 

 

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SABR.GOFLC.20.05.0637

REFERÊNCIAS

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    Rev Bra GerGerontol. 2016;19(1):153-64.

  2. Franzen JM, dos Santos JMSR, Zancanaro V.

    Colágeno: uma abordagem para a estética.

    Rev IntEstSau. 2013;2(2):49-61.

  3. Zdzieblik D, Oesser S, Baumstark MW, Gollhofer A, Konig D.

    Collagen peptide supplementation in combination with resistance training improves body composition and increases muscle strength in elderly sarcopenic men: a randomised controlled trial.

    Br J Nutr. 2015;114(8):1237-45.

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    Collagen hydrolysate for the treatment of osteoarthritis and other joint disorders: a review of the literature.

    Cur Med Res Opin. 2006;22(11):2221-32.

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    Estudo do envelhecimento da derme e epiderme − revisão bibliográfica.

    [acesso em 19 mai 2020]. Disponível em: http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2007/trabalhos/saude/epg/EPG00392_01O.pdf.

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    Older adults and patients in need of nutritional support: review of current treatment options and factors influencing nutritional intake.

    Clin Nutr. 2010;29(2):160-9.

  7. Konig D, Oesser S, Scharla S, Zdzieblik D, Gollhofer A.

    Specific collagen peptides improve bone mineral density and bone markers in postmenopausal women − a randomized controlled study.

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  8. Harvey NC, Biver E, Kaufman JM, Bauer J, Branco J, Brandi ML, et al.

    The role of calcium supplementation in healthy musculoskeletal ageing: an expert consensus meeting of the European Society for Clinical and Economic Aspects of Osteoporosis, Osteoarthritis and Musculoskeletal Diseases (ESCEO) and the International Foundation for Osteoporosis (IOF).

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  9. Kanis JA, McCloskey EV, Johansson H, Cooper C, Rizzoli R, Reginster JY.

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    Osteoporos Int. 2013;24(1):23-57.

  10. Balk EM, Adam GP, Langberg VN, Earley A, Clark P, Ebeling PR, et al.

    Global dietary calcium intake among adults: a systematic review.

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