Durante o último encontro do COSEMS Norte e Nordeste (Congresso Norte e Nordeste de Secretarias Municipais de Saúde), que ocorreu em março de 2020, o Dr Edson Duarte Moreira Jr, médico infectologista e pesquisador da Fiocruz/BA, discutiu sobre o impacto da COVID-19 nas rotinas de vacinação, incluindo a doença meningocócica.

 

Devido à pandemia de COVID, estima-se alguns importantes impactos negativos em doenças preveníveis por vacina, como mais de 100 milhões de crianças que podem deixar de receber a vacina de sarampo no mundo todo.1


Já em relação a meningite, a OMS (Organização Mundial de Saúde) iniciou discussões para planejar ações com o objetivo de derrotar a meningite até 2030. Nesse plano fica claro a preocupação com o impacto negativo da pandemia e seus esforços concentrado em uma doença apenas.2

 

Hoje há 13 sorogrupos de bactérias causadores da meningite conhecidos, sendo 5 responsáveis por 90% dos casos de doença, chamados pelas letras A, B, C, W e Y. 3,4 Os adolescentes são os principais portadores da bactéria causadora da doença, e por isso possuem papel importante na transmissão da doença para as crianças e também idosos.5 O ideal é a prevenção pela vacinação, pois esta gera proteção de grupo, o que protege as pessoas que são realmente susceptíveis ficam protegidas3,4,6. Há vacinas contra ACWY conjugadas e contra o grupo B, que são recomendadas para adolescentes e menores de 1 ano.7

 

Ainda em 1974, tivemos o primeiro programa de vacinação contra meningite no Brasil, onde o governo federal e a Sanofi fizeram uma parceria inédita para vacinar em tempo recorde mais de 90 milhões de brasileiros.4 A partir de 2020 teremos as vacinas contra meningite ACWY para adolescentes de 11 a 12 anos, além da vacina contra meningite C já disponível para crianças e adolescentes desde 2010.9 Em 1999, com a vacina MenB, houve uma redução de mais de 90% no número de casos, incidência e óbitos.4

 

Quer saber mais sobre como a vacinação foi capaz de reduzir a meningite, e como a pandemia de COVID pode impactar isso. Veja a aula completa do Dr Edson Moreira: