A síndrome coronariana aguda pode ser angina instável ou infarto agudo do miocárdio com ou sem supradesnivelamento do seguimento ST.1,2

 

Os fatores de risco para a doença arterial coronariana são tabagismo, hipertensão, obesidade, diabetes e a hipercolesterolemia. Na doença arterial coronariana, que propicia a síndrome coronariana aguda, ocorre a formação de uma placa de gordura. Essa placa se torna instável e há a formação de um trombo no local. Essa aterotrombose desencadeia o evento agudo.1-3

 

A hipercolesterolemia é um fator de risco importante e, dentro do tratamento intensivo, o papel das estatinas é fundamental. A estatina não só controla a dislipidemia, mas também apresenta uma série de outros efeitos pleiotrópicos benéticos como atividade anti-inflamatória, antitrombótica, antioxidante, aumenta a produção de óxido nítrico e melhora a disfunção endotelial.4

 

O estudo IMPROVE-IT, realizado somente com pacientes com síndrome coronariana aguda, demonstrou que o tratamento agressivo com a combinação de sinvastatina e ezetimiba promoveu maior redução dos níveis de colesterol e reduziu o número de eventos em relação aos pacientes tratados apenas com sinvastatina, ou seja, o controle mais intensivo do LDL-colesterol reduz o número de eventos em pacientes com síndrome de coronariana aguda.5

 

A recomendação das diretrizes brasileiras é aliar o efeito de reduzir os níveis de LDL-colesterol aos efeitos pleiotrópicos da estatina.6

A hipercolesterolemia é um fator de risco importante e, dentro do tratamento intensivo, o papel das estatinas é fundamental

 

Nos pacientes com síndrome coronariana aguda, deve ser utilizada uma estatina potente e em alta dose. Vale destacar que a rosuvastatina em dose alta, 20 mg ou 40 mg, é a estatina que tem maior poder de reduzir os níveis de LDL-colesterol, resultando potencialmente em maior benefício nos pacientes com síndrome coronariana aguda.6

REFERÊNCIAS

  1. Kotecha T, Rakhit RD.

    Acute coronary syndromes.

    Clin Med (Lond). 2016;16(Suppl 6):s43-s48.

  2. Kumar A, Cannon CP.

    Acute coronary syndromes: diagnosis and management, part I.

    Mayo Clin Proc. 2009;84(10):917-38.

  3. Newby LK.

    Essentials of Genomic and Personalized Medicine.

    Chapter 25. Acute Coronary Syndromes; 2010. p. 303-12.

  4. Liao JK.

    Effects of statins on 3-hydroxy-3-methylglutaryl coenzyme a reductase inhibition beyond low-density lipoprotein cholesterol.

    Am J Cardiol. 2005;96(5A):24F-33F.

  5. Cannon CP, Blazing MA, Giugliano RP, McCagg A, White JA, Theroux P, et al.; IMPROVE-IT Investigators.

    Ezetimibe Added to Statin Therapy after Acute Coronary Syndromes.

    N Engl J Med. 2015 Jun 18;372(25):2387-97.

  6. Faludi AA, Izar MCO, Saraiva JFK, Chacra APM, Bianco HT, Afiune Neto A, et al.

    Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2017.

    Arq Bras Cardiol. 2017;109(2Supl.1):1-76