Milhões de pessoas sofrem durante todo o ano de sintomas alérgicos causados por alérgenos indoor.1 A variação mensal dos sintomas apresenta um padrão perene, com picos ocorrendo nos meses de junho, julho e agosto.2 (Figura 1)
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A sensibilização e a exposição a alérgenos indoor são um fator de risco para doenças respiratórias alérgicas, incluindo rinite e asma.3 Entre os alérgenos estão os ácaros, os alérgenos de animais, os excrementos de baratas e os fungos.2 Embora evitar alérgenos seja a abordagem de tratamento mais eficaz, nem sempre é possível evitá-los, especialmente durante o período de isolamento social.2    
Ácaros 


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Os ácaros da poeira doméstica são uma causa importante de alergias em todo o mundo, associados a doenças como rinite alérgica, dermatite atópica e asma. Mais de 95% do alérgeno acumulado nas culturas de ácaros está associado às suas partículas fecais, que são facilmente transportadas pelo ar após agitadas.3 

Os ácaros da poeira doméstica são encontrados em todos os locais das residências, sendo considerados as maiores fontes de alérgenos domiciliares.4 No entanto, prosperam em ambientes quentes e úmidos, como roupas de cama, móveis estofados e carpetes.1

A umidade é um fator crítico para a prevalência de ácaros dentro e fora dos domicílios; em ambiente cuja umidade relativa seja menor que 50%, haverá redução na presença de ácaros da poeira doméstica.4 Dessa forma, a umidade deve ser mantida baixa com desumidificador  ou ar-condicionado.1

A umidade relativa aumenta rapidamente após a cama ser ocupada. Esse achado explica por que os ácaros da poeira doméstica são mais encontrados em camas e em tapetes.4 Como as pessoas ficam muito tempo no quarto, é essencial reduzir os níveis de ácaros nesse local.1
ALÉRGENOS DE ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO 

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Os alérgenos de animais são produzidos principalmente no fígado ou nas glândulas secretoras e estão presentes na pele dos animais e nos fluidos corporais, como urina, saliva e sangue. As proteínas aderem ao pelo e, portanto, podem ser eficientemente distribuídas no ambiente, onde se acumulam em tecidos, tapetes, estofados e colchões.3 Numerosos estudos confirmaram que a distribuição de alérgenos animais no ambiente é onipresente.3 Ou seja, a ausência de animais de pelo na residência não exclui a possibilidade de sensibilização a cães e gatos, uma vez que a exposição aos alérgenos desses animais pode ocorrer fora do domicílio.4 Assim, a alergia a proteínas animais é considerada um importante problema de saúde pública.3 Estima-se que 25% a 65% das crianças com asma persistente sejam sensibilizadas a alérgenos de gatos e cães. Os animais de pelo de estimação mais comuns são os gatos e cães; contudo, outros animais de estimação também estão associados à sensibilização alergênica, como o porquinho-da-índia, hamster, coelho e furão doméstico. Além disso, embora a sensibilização a roedores no ambiente profissional seja conhecida de longa data, estudos recentes apontam para a importância da sensibilização a camundongos e ratos no ambiente domiciliar.4 
BARATAS

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Há uma forte associação entre alergia à barata, rinite alérgica e asma.3 Baratas são frequentemente encontradas nas casas de áreas urbanas densamente povoadas, escolas ou prédios comerciais, mas podem estar em quase qualquer lugar.1 

Os alérgenos de baratas são derivados de diversas fontes, por exemplo: saliva, material fecal, secreções e produtos de seus corpos. O local mais importante de acúmulo de baratas é a cozinha, onde há elevados níveis desses alérgenos. São observados níveis de alérgenos de baratas também em poeiras coletadas de sofás, roupas de cama e pisos de dormitórios. A exposição a baratas e a seus alérgenos pode ocorrer também nas escolas e creches.4

A inspeção é um importante primeiro passo no extermínio das baratas. Embora os pesticidas possam ser aplicados em quase todas as formas, o método preferencial é o uso de iscas. A limpeza do ambiente é essencial na remoção dos alérgenos.4
FUNGOS  

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A sensibilização e a exposição a várias espécies de fungos estão associadas ao desenvolvimento de asma e rinite, bem como a epidemias de exacerbações da asma, algumas das quais com risco de vida.3 Os fungos são ubíquos no ar livre, crescendo em plantas vivas e mortas, animais e outros micro-organismos. O crescimento e a disseminação de esporos de fungos dependem dos substratos disponíveis, estação do ano, clima e atividades humanas. Os esporos de fungos podem penetrar no ambiente interior pela ventilação de ar ou na superfície de pessoas, animais e objetos. Os fungos proliferam melhor nos locais quentes e úmidos das moradias, tais como banheiros, soleiras de janelas e porões. A umidade excessiva na moradia pode ser decorrente de condições climáticas, ventilação inadequada, infiltrações ou outros problemas relacionados à construção.4

PRODUTOS DE LIMPEZA 


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É importante lembrar que os detergentes e a água sanitária são irritantes respiratórios. Assim sendo, o paciente necessita ser afastado do local durante a limpeza domiciliar e por um período após até que os irritantes não estejam mais presentes no ar ambiente.4 Além de alergia de contato, decorrente de manuseio sem proteção ou cuidado de determinados produtos de limpeza, alguns deles, quando aspirados, podem desencadear sintomas respiratórios que variam desde prurido nasal até broncoespasmo intenso. Tendo na sua composição aldeído, álcool, cetona e derivados de petróleo (como benzeno e querosene), os produtos de limpeza podem atuar sobre a mucosa respiratória inflamada, determinando o aparecimento de sintomas.4 Recomenda-se que o mesmo cuidado seja tomado ao lavar as roupas, inclusive máscaras, que devem ser bem enxaguadas para retirar qualquer irritante presente nos produtos de limpeza.

TRATAMENTO

Mesmo com a casa limpa, pode ser que o período de permanência dentro de casa provoque crises de rinite alérgica. Allegra® alivia as manifestações da rinite alérgica e da urticária de adultos, com Allegra® comprimidos a partir de 12 anos de idade, e de crianças a partir de 6 meses de vida, com Allegra® suspensão, sem alterar a rotina, pois não é sedante.5

REFERÊNCIAS

  1. American Academy of Allergy, Asthma & Immunology.

    Indoor allergens.

    Disponível em: https://www.aaaai.org/conditions-and-treatments/library/allergy-library/indoor-allergens. Acesso em: 30 abr. 2020.

  2. Borges WG, Burns DAR, Felizola MLBM, Oliveira BA, Hamu CS, Freitas VC.

    Prevalence of allergic rhinitis among adolescents from Distrito Federal, Brazil: comparison between ISAAC phases I and III. J Pediatr (Rio J).

    2006;82(2):137-43.

  3. Pomés A, Chapman MD, Wünschmann S.

    Indoor Allergens and Allergic Respiratory Disease.

    Curr Allergy Asthma Rep. 2016;16(6):43.

  4. Rubini NPM, Wandalsen GF, Rizzo MCV, Aun MV, Chong Neto HJ, Sole D.

    Guia prático sobre controle ambiental para pacientes com rinite alérgica.

    Arq Asma Alerg Imunol. 2017;1(1):7-22.

  5. Allegra® [Bula do produto].