Os pacientes com esteatose hepática não alcoólica devem ser tratados com alteração de estilo de vida e com medicamentos para evitar o desenvolvimento da doença cardiovascular.1

Em um estudo foram analisados 23 pacientes hiperlipidêmicos com evidências bioquímicas e ultrassonográficas de esteatose hepática não alcoólica, média idade de 56 anos, sobrepeso e glicemia de jejum maior que 105mg/dL. Esses pacientes receberam rosuvastatina 10mg por dia por 8 meses e orientação alimentar. Houve melhora do perfil lipídico, mas também os marcadores hepáticos (transaminases) demonstraram redução bastante significativa induzida pela rosuvastatina.2

A eficácia da rosuvastatina para o tratamento de esteato-hepatite não alcoólica em pacientes com dislipidemia também foi analisada em um pequeno grupo de pacientes pelas alterações no grau de esteatose, da inflamação lobular, do escore ballooning e do estágio fibrótico e houve melhora em todos esses parâmetros.3

Outra situação é o paciente portador de hepatite C crônica tratado com interferon, ribavirina e, também, com a rosuvastatina. Os dados de comprometimento hepático nos pacientes tratados com a rosuvastatina mostraram melhora em relação àqueles que receberam o tratamento para hepatite C sem a rosuvastatina.4
Em pacientes com síndrome metabólica, a rosuvastatina se mostrou também eficaz no tratamento da esteatose hepática não alcoólica. A infiltração gordurosa demonstrou melhora extrema após o tratamento com a rosuvastatina.  Também houve redução gradativa das transaminases hepáticas com o tratamento acompanhada por melhora histológica do fígado desses pacientes, bem como da melhora dos marcadores de função hepática.5

Outra situação é o paciente portador de hepatite C crônica tratado com interferon, ribavirina e, também, com a rosuvastatina. Os dados de comprometimento hepático nos pacientes tratados com a rosuvastatina mostraram melhora em relação àqueles que receberam o tratamento para hepatite C sem a rosuvastatina.4

É importante controlar o perfil lipídico desses pacientes. A rosuvastatina, além de melhorar o perfil lipídico, produz uma série de outras modificações. Há melhora da inflamação, da função endotelial, da possibilidade de alterações da coagulação, ou seja, melhora de vários dos aspectos que estão relacionados à etiologia da doença cardiovascular nos portadores da esteatose hepática não alcoólica.

REFERÊNCIAS

  1. Tana C, Ballestri S, Ricci F, Di Vincenzo A, Ticinesi A, Gallina S, et al.

    Cardiovascular Risk in Non-Alcoholic Fatty Liver Disease: Mechanisms and Therapeutic Implications.

    Int J Environ Res Public Health. 2019 Aug 26;16(17). pii: E3104.

  2. Antonopoulos S, Mikros S, Mylonopoulou M, Kokkoris S, Giannoulis G.

    Rosuvastatin as a novel treatment of non-alcoholic fatty liver disease in hyperlipidemic patients.

    Atherosclerosis. 2006 Jan;184(1):233-4.

  3. Nakahara T, Hyogo H, Kimura Y, Ishitobi T, Arihiro K, Aikata H, et al.

    Efficacy of rosuvastatin for the treatment of non-alcoholic steatohepatitis with dyslipidemia: An open-label, pilot study.

    Hepatol Res. 2012 Nov;42(11):1065-72.

  4. Malaguarnera M, Vacante M, Russo C, Gargante MP, Giordano M, Bertino G, et al.

    Rosuvastatin reduces nonalcoholic fatty liver disease in patients with chronic hepatitis C treated with α-interferon and ribavirin: Rosuvastatin reduces NAFLD in HCV patients.

    Hepat Mon. 2011 Feb;11(2):92-8.

  5. Kargiotis K, Athyros VG, Giouleme O, Katsiki N, Katsiki E, Anagnostis P, et al.

    Resolution of non-alcoholic steatohepatitis by rosuvastatin monotherapy in patients with metabolic syndrome.

    World J Gastroenterol. 2015 Jul 7;21(25):7860-8.