Após revisar as evidências e escolher um modelo de avaliação de risco de TEV, a equipe de melhoria deve abordar os quatro primeiros modos de falha discutidos
no Capítulo 2:

Cinco princípios para a implementação eficaz no suporte à SDC:

Princípio 1: simplifique para o usuário final

As equipes de melhoria devem oferecer uma boa avaliação de risco para a maioria da população de pacientes e manter o processo simples. É importante incluir no processo os profissionais de saúde da linha de frente para garantir que o protocolo de TEV seja fácil de usar.

No caso de alguns fatores de risco ou contraindicações, pode ser útil usar um sistema de autopreenchimento de dados a partir de outras fontes de registro. Há diversas opções aceitáveis de profilaxia. As equipes de melhoria podem facilitar o trabalho e reforçar a padronização ao simplificar as escolhas.

Princípio 2: não interrompa o fluxo de trabalho

Em geral, uma intervenção que interrompa o fluxo de trabalho será rejeitada. Isso tem diversas implicações para o desenvolvimento e a implementação de order sets para a prevenção de TEV.

Idealmente, as avaliações de risco de TEV e sangramento são realizadas de maneira rápida e simultânea quando as opções para combinação de riscos são apresentadas diretamente para o profissional sem interrupções causadas por intervalos de tempo ou espaço.

Princípio 3: implemente confiabilidade no processo

Parte do trabalho é implementar alto nível de confiabilidade no processo de prevenção de HA-VTE.
Para tanto, a equipe deve ir além dos métodos tradicionais para intervenções que usem pelo menos uma das seguintes estratégias:

  • A ação desejada tem função de obrigação. A função de obrigação eletrônica ou humana garante que todo paciente internado seja submetido a avaliação de risco de TEV.
  • A ação desejada é a ação padrão (do protocolo podem ser apresentadas aos profissionais).
  • A ação desejada é sugerida por um alerta ou dispositivo de apoio à decisão.
  • A ação desejada é padronizada no processo, ou seja, esse método leva em conta os hábitos de trabalho ou os padrões de comportamento.
  • A ação desejada é programada para acontecer em intervalos conhecidos como checklist de qualidade e segurança a ser revisado diariamente).

Princípio 4: teste as intervenções em pequena escala

Testar as intervenções em pequena escala cria oportunidades para resolver problemas antes de implementá-las mais amplamente. Além disso, recomendam-se fortemente técnicas de mensuração e monitoramento dos pilotos.

Princípio 5: monitore o uso do protocolo

O desafio é desenvolver protocolos que funcionem para a maioria dos pacientes ao mesmo tempo em que permitam a individualização do tratamento. É razoável antecipar variações, mas a equipe deve ser capaz de capturar essas situações, aprender e tomar medidas para reduzi-las.

Automatizar as medidas é mais fácil se isso for planejado para fazer parte do processo desde o início.

REFERÊNCIAS

  1. Maynard G.

    Preventing hospital-associated venous thromboembolism: a guide foreffective quality improvement, 2nd ed. Rockville, MD: Agency for HealthcareResearch and Quality

    October 2015.AHRQ Publication No. 16-0001-EF.