O protocolo de prevenção do TEV é uma avaliação de risco padronizada, associada a um menu de opções de profilaxia adequado a cada nível de risco que fornece orientações para o tratamento de pacientes que têm contraindicações à profilaxia farmacológica. Devem-se integrar ao protocolo as ferramentas de análise de risco de sangramento e orientações de administração da profilaxia com anticoagulante durante procedimentos cirúrgicos ou intervenções com alto risco de sangramento.

O protocolo de prevenção de TEV ideal apresenta as seguintes características:

  Detectar com precisão todos os pacientes sob risco de desenvolver TVP.

  Excluir, de forma confiável, os indivíduos sem probabilidade de desenvolver TVP, minimizando o excesso de profilaxia inadequada nos pacientes de baixo risco.

  Fornecer recomendações para mudanças no risco de TEV e sangramento.

  Apresentar facilidade de uso na prática clínica de rotina.

  Disponibilizar fatores de predição de risco de TEV para o profissional de saúde responsável, no local de cuidados com o paciente.

  Fornecer apoio à tomada de decisão.

  Integrar-se aos resultados da prática clínica de forma a reduzir TEV associado a hospitalização, sem nenhum aumento no sangramento.

  Adequar-se à automatização e até mesmo a reavaliações dinâmicas contínuas.

A avaliação de risco de TEV constitui, essencialmente, uma ferramenta. Várias análises dos modelos de avaliação de risco estão disponíveis na literatura. Essas análises tendem a se concentrar no rigor da derivação do modelo e valor preditivo. 

A AT8 e a maioria das principais diretrizes internacionais incorporam modelos qualitativos, enquanto a AT9 endossa a abordagem quantitativa e individualizada, que requer a soma de um escore cumulativo de vários fatores de risco. Esses sistemas de escore baseados em pontos podem ser elaborados por meio do parecer de especialistas e da análise da literatura. Os pareceres desenvolvidos por especialistas (Caprini e Padua) são mais amplamente utilizados.

Avaliação do risco de sangramento

O risco de sangramento é ponderado junto com uma avaliação de risco de TEV concomitante e pode ser em decorrência de cirurgia, medicações ou fatores inerentes ao paciente. Úlcera gastroduodenal ativa, sangramento ativo três meses antes da internação e contagem plaquetária <50.000 foram os fatores de risco independentes mais fortes.
 

REFERÊNCIAS

  1. Maynard G.

    Preventing hospital-associated venous thromboembolism: a guide for effective quality improvement, 2nd ed. Rockville, MD: Agency for Healthcare Research and Quality

    October 2015.AHRQ Publication No. 16-0001-EF.