Antes de iniciar uma intervenção, é importante determinar o protocolo de profilaxia do TEV. Para tanto, a equipe precisará revisar a base de evidências e refiná-las para enfatizar os pontos mais importantes em termos de protocolos, educação e ferramentas de suporte à decisão clínica aplicáveis na instituição.

A tabela 1.1 traz um resumo das diretrizes mais importantes que recomendam na prevenção do TEV.
 
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Em uma abordagem sistemática, os pacientes hospitalizados são avaliados em relação ao risco de TEV no momento da internação com base em políticas, protocolos, planos de educação e sistemas de suporte à decisão clínica.

Pacientes que apresentam condições clínicas (não cirúrgicas):

Os pacientes hospitalizados com doenças agudas e risco de trombose são candidatos potenciais à profilaxia anticoagulante sem fatores de risco de sangramento.

Pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos (não ortopédicos):

O risco de TEV em pacientes submetidos a cirurgias não ortopédicas depende de fatores específicos dos pacientes e dos procedimentos.

Os procedimentos associados a risco muito alto de TEV evolvem cirurgias abdominais ou pélvicas de câncer, múltiplos traumas maiores, craniotomia/cirurgia de coluna por doença neoplásica e cirurgia de coluna com abordagem anterior. Sugere-se uma combinação de profilaxia mecânica (de preferência com DCPI) e anticoagulante para esses pacientes.

Pacientes submetidos a cirurgia ortopédica:

O risco de TEV após cirurgia ortopédica importante está entre os maiores. 

Os pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas importantes necessitam de profilaxia durante um período mínimo de 10 a 14 dias. Além disso, recomenda-se a extensão da profilaxia por até 35 dias.

Na artroplastia total de quadril e de joelho, a HBPM é o agente de preferência da AT9.

Pacientes oncológicos hospitalizados:

TEV é uma causa considerável de mortalidade entre os pacientes com neoplasias. O risco de TEV é especialmente alto nos pacientes hospitalizados e naqueles que recebem terapia ativa, quimioterapia, terapia antiangiogênica, terapia hormonal, radioterapia e acessos venosos permanentes, além de cirurgias e do próprio câncer.

A ASCO recomenda que os pacientes hospitalizados com doença aguda ou redução da mobilidade recebam profilaxia farmacológica do TEV se não houver contraindicações. Considerando-se os altos riscos mesmo sem fatores de risco adicionais, podem receber profilaxia.

Deve-se considerar a profilaxia de duração estendida pelo período de pelo menos 7 a 10 dias, abrangendo até 4 semanas no pós-operatório, se necessário. Enfatiza-se fortemente a educação e o engajamento dos pacientes em relação a fatores de risco, sinais e sintomas de TEV.

A profilaxia do TEV pode ser um assunto complexo quando se consideram todas as variações profiláticas possíveis para conciliar os riscos de formação de coágulos ou de sangramento.

A equipe de prevenção do TEV precisará simplificar esse conglomerado de boas práticas para oferecer bom suporte à decisão clínica no local de cuidados com o paciente, desenvolver recursos educacionais com base no protocolo e criar ferramentas de medição.

REFERÊNCIAS

  1. Maynard G.

    Preventing hospital-associated venous thromboembolism: a guide for effective quality improvement, 2nd ed. Rockville, MD: Agency for Healthcare Research and Quality

    October 2015.AHRQ Publication No. 16-0001-EF.