Dr. Fernando Maluf, oncologista clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, e Dra. Theodora Karnakis, médica geriatra do Hospital Sírio-Libanês e Coordenadora da Oncogeriatria do ICESP, compartilham no vídeo algumas estatísticas sobre o assunto e trocam experiências sobre os cuidados e particularidades dos pacientes oncológicos idosos

De acordo com Dra. Karnakis, quase 60% dos diagnósticos de câncer são em população geriátrica, um público que geralmente possui 3 ou mais comorbidades e é bastante heterogêneo em relação às capacidades físicas e funcionalidades. Logo, a melhor compreensão desses pacientes, como entender o quadro de outras doenças e quais os medicamentos em uso, implica diretamente na proposta do tratamento oncológico e favorece a tomada de decisões com segurança.

O paciente geriátrico, complementa Dr. Maluf, representa um grande desafio e, por esse motivo, além do oncologista clínico, é fundamental adicionar a assistência da clínica médica e da geriatria. Ambas as áreas, ao lado da família, desempenham um papel igualmente essencial, seja no apoio emocional ou físico, com o objetivo de assegurar a máxima segurança do indivíduo, do início ao fim do tratamento.

Os médicos reforçam que a idade em si não é um fator de mal prognóstico. Segundo eles, o tratamento do paciente idoso deve ser muito parecido com os não geriátricos e as chances de sucesso também são semelhantes. A diferença, no entanto, está na coexistência de outras comorbidades ou na administração de outros medicamentos, reforçam. Naqueles com insuficiência renal ou hepática, por exemplo, a assistência deve ser diferenciada.

Ao final, os especialistas alertam para a importância de que, cada vez mais, discussões como essa sobre os cuidados dos pacientes oncológicos na maturidade sejam realizadas entre todos os públicos envolvidos.