1) Existe literatura que dê suporte ao uso de colágeno hidrolisado?
Existe abundante literatura que dá suporte ao uso de colágeno hidrolisado para osteoartrite. Estudos experimentais demonstraram que peptídeos de colágeno hidrolisado administrados por via oral são absorvidos no intestino, chegam à circulação sanguínea e atingem a concentração plasmática máxima em cerca de 6 horas.1,2 Verificou-se ainda, por meio de aminoácidos radioativamente marcados, que uma quantidade significativa de peptídeos derivados do colágeno hidrolisado atinge a cartilagem articular em menos de 12 horas.1,2 Experimentos de cultura celular também mostraram que os condrócitos tratados em cultura com peptídeos de colágeno por 11 dias apresentaram aumento da síntese de colágeno tipo 2, em comparação a condrócitos não tratados (p<0,01), enquanto o colágeno sem peptídeos bioativos não foi capaz de estimular condrócitos.2,3 Os benefícios sintomáticos do colágeno hidrolisado foram investigados em diversos estudos clínicos.2 Vale ressaltar um estudo clínico prospectivo e randomizado realizado por Zuckley et al.4 com 250 indivíduos adultos com diagnóstico de artrose leve, que foram divididos para receber colágeno hidrolisado (10 g/dia) ou placebo pelo período de 14 semanas. Nesse estudo, o grupo que recebeu colágeno apresentou melhora sintomática e também da força muscular.2

2)  O colágeno FORTIGEL® é capaz de estimular a produção de cartilagem do joelho? 
Sim, ele estimula a produção de componentes fundamentais da cartilagem articular: colágeno tipo II e proteoglicanos. O tratamento com colágeno hidrolisado promoveu maior síntese de colágeno tipo 2 em cultura de condrócitos.3 Além disso, a administração de colágeno hidrolisado foi capaz de aumentar a quantidade de proteoglicanos.1,5 McAlindon e colaboradores demonstraram, através de ressonância magnética com gadolínio, que indivíduos tratados com colágeno hidrolisado FORTIGEL® apresentaram aumento da quantidade de proteoglicanos na cartilagem articular do joelho após 24 semanas, em comparação indivíduos tratados com placebo, que apresentaram declínio da quantidade de proteoglicanos após 24 semanas.5

3) Qual a diferença entre o mecanismo de ação do colágeno tipo 1 e o do colágeno tipo 2?

Os mecanismos são totalmente diferentes. Os peptídeos bioativos de colágeno são provenientes da hidrólise do colágeno tipo 1 (colágeno hidrolisado), que é absorvido e atua estimulando o condrócito a produzir colágeno articular e proteoglicanos.2 O colágeno tipo 2 não hidrolisado ou não desnaturado atua modulando para menos a inflamação articular, através de um mecanismo de tolerância oral.6

4)  Qual a vantagem de prescrever um colágeno com apresentação em sachê, em relação ao colágeno com apresentação em cápsula?
A apresentação em sachê permite o uso da posologia ideal de peptídeos de colágeno: 10 gramas, quantidade que necessitaria de muitas cápsulas, ou muitos comprimidos, para ser administrada. Além disso, os medicamentos oferecidos na forma de pó têm efeito farmacológico mais rápido e regular, melhor absorção gastrointestinal e facilidade de deglutição.7

5)   Existe vantagem na associação de substâncias como vitaminas, minerais ou mesmo ácido hialurônico ao colágeno?
Não. Não existe comprovação científica sobre a eficácia de qualquer vitamina, mineral, ou mesmo do ácido hialurônico, administrados por via oral no tratamento da osteoartrite. O colágeno hidrolisado, por sua vez, apresenta abundante literatura que dá suporte a seu uso. Assim, qualquer associação com outras substâncias não passa de tentativa de agregar valor ao produto, sem, no entanto, embasamento científico.

6)  Faz sentido prescrever colágeno combinado (tipos 1 e 2)? Há estudos que comprovam sua eficácia?
Como ambos os colágenos apresentam mecanismos de ação totalmente diferentes, alguns colegas prescrevem os dois tipos de colágeno simultaneamente, devido à possibilidade de somar seus efeitos. No entanto, é importante ressaltar que não há na literatura nenhum estudo que suporte o benefício do uso combinado dos colágenos.

7)   Em que momento devo iniciar o uso de colágeno hidrolisado? 
O uso do colágeno hidrolisado deve ser iniciado o mais precocemente possível. Em pacientes com osteoartrite, existem estudos que demonstram a melhora dos sintomas de dor e da função em estágios mais leves da doença4 e até mesmo em indivíduos com artrose avançada8. Porém, as evidências mais interessantes apontam para a possibilidade de utilização em fases ainda mais precoces. O uso de colágeno hidrolisado trouxe alívio da dor articular em atletas sem sinais de artrose.9 Outro estudo, realizado com modelo animal, demonstrou que o uso de colágeno tipo 1 hidrolisado induziu condrorregeneração e inibiu a inflamação sinovial que ocorre na artrose pós-traumática.10

8)   Existe limite de tempo de uso do colágeno hidrolisado?
Não. Por ser um suplemento alimentar, não existe limite de tempo de uso.
 
9)  Qual a importancia de um produto que tenha estudos científicos?
O colágeno FORTIGEL® é, sem dúvida alguma, o mais estudado dentre os peptídeos de colágeno tipo 1 hidrolisado para a saúde articular. Conta com alguns artigos publicados, desde a década de 1980, e o artigo mais recente é de 201711. Além da eficácia comprovada, estudos com o ingrediente especifico, neste caso Fortigel, demonstram padronização no processo produtivo e origem, ambos critérios que tem impacto direto na qualidade do produto final.

O uso do colágeno hidrolisado deve ser iniciado o mais precocemente possível. Em pacientes com osteoartrite, existem estudos que demonstram a melhora dos sintomas de dor e da função em estágios mais leves da doença4


10) O colágeno FORTIGEL®, por ser considerado um nutracêutico, pode ser utilizado na profilaxia de pacientes saudáveis?

Com certeza. O colágeno FORTIGEL® foi utilizado em dois estudos com indivíduos ativos, saudáveis e sem sinais de doença articular.9,11 Ambos demonstraram menor nível de dor relacionada à atividade física nessa população.9,11 Além disso, sabe-se que o colágeno tipo 1 pode diminuir a reação inflamatória gerada por impacto, a qual tem o potencial de desencadear o desenvolvimento de artrose pós-traumática.10