O comprometimento do sono associado a doenças alérgicas, como a rinite alérgica, pode afetar significativamente a qualidade de vida do paciente.

A congestão nasal pode promover distúrbio do sono e causar sonolência diurna, fadiga, diminuição das habilidades cognitivas e psicomotoras, além de aumentar a dificuldade de concentração.1 

A rinite alérgica não controlada prejudica a capacidade de aprendizagem das crianças e afeta seu desenvolvimento comportamental e psicossocial.2 

Nem todo sono é bom
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Os anti-histamínicos de primeira geração alteram significativamente o ciclo circadiano sono-vigília.

À noite, os anti-histamínicos de primeira geração aumentam a latência para o início do sono de movimento rápido dos olhos (REM) e reduzem sua duração, causando sonolência no dia seguinte.3

Durante o dia, os efeitos residuais (“ressaca”) dessa classe de anti-histamínicos também podem causar fadiga, além de prejudicar a memória e concentração.3  (Figura 1)
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Os anti-histamínicos de segunda geração são considerados não sedantes.3,4

A fexofenadina, por exemplo, não demonstrou efeito sedativo em qualquer dose recomendada5 e também não causa efeitos prejudiciais ao aprendizado.6,7

Os anti-histamínicos orais de segunda geração, como fexofenadina, são recomendados como primeira linha de tratamento nos quadros alérgicos.8
 
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CONCLUSÕES

O emprego de anti-histamínicos de primeira geração pode afetar a performance cognitiva e psicomotora, e alterar o sono de movimento rápido dos olhos (REM), podendo comprometer o desempenho escolar.2,4,7

Os anti-histamínicos de segunda geração são preferíveis no manejo dos sintomas de rinite alérgica devido ao melhor perfil de segurança, incluindo mínimos efeitos adversos cognitivos.4

Dessa forma, recomenda-se o uso de anti-histamínicos de segunda geração para crianças em idade escolar que sofrem de rinite alérgica.2
PERGUNTAS COMUNS DE PACIENTES ALÉRGICOS OU DE SEUS CUIDADORES

1. A RINITE ALÉRGICA ALTERA O PADRÃO DE SONO DA CRIANÇA?

Sim. A congestão nasal causada pela rinite alérgica pode causar transtorno do sono e a criança demonstrar sonolência diurna, fadiga, diminuição das habilidades cognitivas e psicomotoras, além de aumentar a dificuldade de concentração.1

2. O TRANSTORNO DO SONO CAUSADO PELA RINITE ALÉRGICA PREJUDICA O APRENDIZADO?
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Sono de alta qualidade é crucial para o aprendizado e o desenvolvimento eficaz das crianças. O transtorno do sono causado pela rinite alérgica prejudica a concentração e dificulta o aprendizado. A rinite alérgica não controlada prejudica a capacidade de aprendizagem das crianças e afeta seu desenvolvimento comportamental e psicossocial. Por isso, é muito importante controlar a rinite alérgica para normalizar o sono da criança e minimizar essas consequências.1

3. QUAIS SÃO AS FASES DO SONO? E QUAL É O PAPEL DO SONO REM?


O processo do sono é composto por cinco fases e há dois padrões principais de sono, com movimentos oculares rápidos (REM) e sem movimentos oculares rápidos (NREM). As fases REM do sono são importantes no desenvolvimento cerebral e no aprendizado.3

Dessa forma, recomenda-se o uso de anti-histamínicos de segunda geração para crianças em idade escolar que sofrem de rinite alérgica.2

A redução da duração do sono REM prejudica a memória de trabalho e o desempenho sensório-motor.3

4. OS ANTI-HISTAMÍNICOS DE PRIMEIRA GERAÇÃO AFETAM O SONO? COMO?

Sim. Alteram as fases REM do sono, que são importantes para o desenvolvimento e a aprendizagem do cérebro.3

Portanto, não é surpresa que isso prejudique a capacidade de aprendizagem das crianças.3
5. OS ANTI-HISTAMÍNICOS DE SEGUNDA GERAÇÃO PREJUDICAM O SONO? HÁ IMPACTO NO APRENDIZADO?

Diferente dos anti-histamínicos de primeira geração que penetram a barreira hematoencefálica e podem causar efeitos no sistema nervoso central como sonolência e sedação, os anti-histamínicos de segunda geração são menos lipofílicos e não penetram essa barreira. Diversos estudos demonstram que os anti-histamínicos de segunda geração não são propensos a causar sedação.9

Considerando isso, é importante tratar crianças na idade escolar com anti-histamínicos não sedantes para diminuir os impactos no aprendizado.6