O diabetes é uma doença crônica e progressiva, e a busca pelo seu controle pode levar um tempo excessivamente longo antes de se intensificar a terapia. 

Neste vídeo, a Dra. Patrícia Dualib (CRM 86022/SP) apresenta e discute o uso de Soliqua como primeira terapia injetável no paciente com DM2 inadequadamente controlado com HbA1c >9%, por meio de um caso clínico.  Ela ilustra a tomada de decisão com base nos dados do guideline ADA/EASD e do racional terapêutico da escolha da combinação de proporção fixa ao invés de insulina basal ou AR GLP-1 isolados.  

Destaca-se também a eficácia de Soliqua, baseada no estudo Lixilan-O e sua subanálise, onde o paciente atinge a meta de HbA1c sem ganho de peso, sem aumento do risco de hipoglicemia e mínimos efeitos adversos.1


Minibula do Produto: 
Soliqua (insulina glargina 100 U/mL + lixisenatida) INDICAÇÕES: Soliqua é indicado como um adjuvante de dieta e exercício para melhorar o controle glicêmico em adultos com diabetes mellitus tipo 2 inadequadamente controlada com medicamentos hipoglicemiantes orais isolados ou combinados com insulina basal, ou insulina basal utilizada isoladamente. CONTRAINDICAÇÕES: SOLIQUA é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à lixisenatida, insulina glargina ou a qualquer um dos componentes da fórmula. PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS: SOLIQUA não deve ser utilizado em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 ou para o tratamento de cetoacidose diabética. A transferência do agonista do receptor de GLP-1 não foi estudada. SOLIQUA não foi estudado em combinação com inibidores DPP-4, sulfonilureias, glinidas, pioglitazona e inibidores SGLT2. Pancreatite aguda, incluindo pancreatite hemorrágica fatal e não fatal ou pancreatite necrotizante, foram relatadas em doentes tratados com agonistas do receptor GLP-1, após a comercialização. Os pacientes devem ser informados sobre os sintomas característicos da pancreatite aguda: dor abdominal grave a persistente. Se houver suspeita de pancreatite, SOLIQUA deve ser descontinuado. Caso haja confirmação de pancreatite aguda, o tratamento com SOLIQUA não deve ser reiniciado. Use com cautela em pacientes com histórico de pancreatite. Gravidez e lactação: Não há dados clínicos sobre grávidas expostas a partir de estudos clínicos controlados com uso de SOLIQUA, insulina glargina e lixisenatida. Categoria de risco na gravidez: C. Lactação: Não é conhecido se SOLIQUA é excretado no leite humano. Devido à falta de experiência, SOLIQUA não deve ser administrado durante a amamentação. Como resultado de hipoglicemia, hiperglicemia ou visão prejudicada, a habilidade de concentração e reação pode ser afetada, possivelmente constituindo risco em situações onde estas habilidades são de particular importância. Este medicamento pode causar doping.
Interações medicamentosas: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com SOLIQUA. Várias substâncias afetam o metabolismo da glicose e podem requerer ajuste da dose de SOLIQUA. No caso da insulina glargina, os seguintes exemplos são substâncias que podem aumentar o efeito redutor de glicose no sangue e a suscetibilidade à hipoglicemia:
Medicamentos antidiabéticos orais, inibidores da ECA, salicilatos, disopiramida; fibratos; fluoxetina, inibidores da MAO; pentoxifilina; propoxifeno; antibióticos sulfonamídicos. Os seguintes exemplos são substâncias que podem reduzir o efeito redutor de glicose no sangue:
corticosteroides; danazol; diazóxido; diuréticos; agentes simpaticomiméticos (tais como a epinefrina, salbutamol, terbutalina); glucagon; isoniazida; derivados de fenotiazina; somatropina; hormônios da tireoide; estrógenos, progestágenos (por exemplo em contraceptivos orais), os inibidores da protease e medicamentos antipsicóticos atípicos (por exemplo, olanzapina e clozapina). Betabloqueadores, clonidina, sais de lítio e álcool podem potencializar ou enfraquecer a ação hipoglicemiante da insulina. A pentamidina pode causar hipoglicemia, a qual pode por vezes ser seguida por hiperglicemia. Além disso, sob a influência de medicamentos simpaticolíticos, tais como betabloqueadores, clonidina, guanetidina e reserpina, os sinais da contrarregulação adrenérgica podem estar reduzidos ou ausentes.A lixisenatida é um peptídeo e não é metabolizada pelo citocromo P450. Em estudos in vitro, a lixisenatida não afetou a atividade de isoenzimas do citocromo P450 ou transportadores humanos testados.
Reações adversas: Hipoglicemia: As reações adversas mais frequentemente relatadas durante o tratamento com SOLIQUA foram hipoglicemia (≥ 10%) e reações adversas gastrintestinais (≥ 1 e < 10%). Ataques hipoglicêmicos graves, especialmente quando recorrentes, podem levar a danos neurológicos. Episódios de hipoglicemia prolongados ou graves podem ser fatais. Reações adversas gastrintestinais (náuseas, vômito e diarreia) foram frequentemente relatadas como reações adversas durante o período de tratamento. Em pacientes tratados com SOLIQUA, a incidência de relatos de náusea, diarreia e vômito foi de 8,4%, 2,2% e 2,2%, respectivamente. Reações adversas gastrintestinais foram em sua maioria leves e de natureza transitória. A incidência de formação de anticorpos anti-insulina glargina foi de 21.0% e 26,2% (nos 2 estudos avaliados) e de  anti-lixisenatida foi de aproximadamente 43%. Para ambos não houve impacto clinicamente relevante na segurança ou eficácia
Posologia e modo de usar: SOLIQUA é titulável e está disponível em duas canetas, oferecendo diferentes opções de dosagem. A diferenciação entre as concentrações das canetas baseia-se na variação de doses de cada caneta. SOLIQUA deve ser administrado por via subcutânea uma vez ao dia dentro de 1 hora antes de qualquer refeição. É preferível que a injeção prandial de SOLIQUA seja aplicada antes da mesma refeição todos os dias, quando a refeição mais conveniente for escolhida. Se uma dose de SOLIQUA for perdida, esta deve ser injetada dentro de uma hora antes da próxima refeição. USO ADULTO. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. Registro MS 1.8326.0393. Para maiores informações antes de sua prescrição, favor ler a bula completa do produto. "A PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.” IB160919. Data da ultima revisão: 15/08/2019.

SOLIQUA é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à lixisenatida, insulina glargina ou a qualquer um dos componentes da fórmula. Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com SOLIQUA.