Relato de caso

Paciente S.J.G.O., sexo feminino, 25 anos, branca, casada, do lar e natural de Caxias do Sul, RS. História pregressa de sífilis tratada em 2013 e fratura de membro superior direito e membro inferior esquerdo em 2014 devido a acidente automobilístico. Sem história de uso de medicamentos e/ou drogas.

Em junho de 2015, a paciente apresentou episódio insidioso de incoordenação nos quatro membros, principalmente nos membros inferiores. Nesse momento procurou atendimento médico, tendo recebido diagnóstico de ansiedade com orientação para procurar atendimento psiquiátrico.

Ainda no mesmo ano, mesmo sem ter apresentado melhora do quadro anterior, em setembro apresentou episódio de hemiparesia direita. Foi internada, tendo sido realizada investigação neurológica com exames de imagem (figura 1), além de punção lombar com pesquisa de bandas oligoclonais (presentes). A paciente recebeu o diagnóstico de esclerose múltipla remitente recorrente (EMRR), segundo critérios de McDonald (2010).1 Foi submetida a pulsoterapia com metilprednisolona e recebeu a orientação de fazer uso de betainterferona-1a 44 µg subcutânea três vezes na semana.
Figura 1. Lesões desmielinizantes em ambos os hemisférios cerebrais, periventriculares e subcorticais.

Para saber mais sobre o desfecho deste caso, assista abaixo o vídeo completo: 
 

Concluímos que em casos com doença de alta atividade e presença de critérios de mau prognóstico, quanto mais precocemente pudermos otimizar o tratamento, sendo este de alta eficácia como o alentuzumabe, programando desde sua infusão até o controle mensal para rapidamente evidenciar qualquer alteração que possa apresentar, podemos trazer melhoras clínicas, redução de ativi­dade de doença e de acúmulo de incapacidade.