Caso clínico

TFO, 26 anos, mulher, católica, natural e procedente de Campinas, SP, solteira, estudante, com ensino médio completo, apresentou episódios de parestesias em Membros Superiores (MMSS), fraqueza muscular em Membros Inferiores (MMII), quedas frequentes, além de diplopia aos oito anos de idade. Posteriormente, ocorreram parestesias em dimídio à esquerda aos 13 anos, seguidas de perda do equilíbrio e diminuição da força muscular em MMII, com nível sensitivo em T10. Foi tratada com corticoide, com regressão lenta e completa dos sintomas e encaminhada a um neurologista para esclarecimento diagnóstico. Foram solicitados exames, como: Ressonância Nuclear Magnética (RNM) de crânio, coluna cervical, Líquido Cefalorraquidiano (LCR), sorologias e provas inflamatórias.
A RNM de crânio mostrou várias lesões desmielinizantes em Substância Branca (SB) periventricular, corpo caloso, tronco cerebral, com lesão captante justacortical. A RNM de medula cervical evidenciou lesão em C2-C3, sem captação pelo contraste gadolínio (Gd) (figura 1).
Nesse momento, foi feita a opção por alentuzumabe. Durante as infusões do alentuzumabe, foram utilizadas as seguintes medicações: metilprednisolona (1 g IV em 2h), previamente à infusão de alentuzumabe, durante três dias consecutivos, e cloridrato de prometazina (uma ampola IM). Uso de aciclovir (200 mg 2x/dia), desde o primeiro dia da infusão até um mês após o uso de alentuzumabe. A infusão desse fármaco foi feita segundo as orientações da bula da seguinte forma: infusão de um frasco contendo 12 mg de alentuzumabe, diluído em 100 mL de solução de cloreto de sódio (0,9%), com 9 mg/mL para infusão intravenosa. Paciente evoluiu bem durante as infusões, com leve rash cutâneo, que foi controlado com cloridrato de prometazina IM e diminuição na velocidade de administração do medicamento. Realizou exames de controle mostrando linfopenia e leve alteração do TSH.

Para saber mais sobre o desfecho deste caso, assista abaixo o vídeo completo: