O evento CEC de pele avançado foi organizado em parceria com o GBM – Grupo Brasileiro de Melanoma.

Inicialmente, a Dra. Laryssa Faiçal comentou a respeito dos fatores de risco, áreas de tratamento mais complexo e alternativas à cirurgia. O tratamento cirúrgico é o mais importante para a maioria dos pacientes, mas existem alternativas. Essas alternativas foram abordadas no evento, considerando o papel do dermatologista nesse cenário.

O Dr. Felipe Vanderlei, cirurgião de cabeça e pescoço, e o Dr. Eduardo Bertolli, cirurgião oncológico dedicado à área de câncer cutâneo, discutiram questões bastante complexas com relação à localização do tumor, a abordagem de margens e o papel das ferramentas tradicionais, incluindo a radioterapia e o uso de cemiplimabe, um anticorpo anti-PD-1 que é aprovado no Brasil para o tratamento do carcinoma espinocelular inoperável. 

O Dr. Rodrigo Villarroel apresentou os dados sobre o benefício do tratamento com cemiplimabe, em que 40% dos pacientes mantiveram-se sob controle. Isso considerando os pacientes graves, com doenças recidivadas. Além disso, mais de 70% dos pacientes estavam vivos após dois anos. Lembrando que vários desses pacientes que tiveram recaídas provavelmente puderam ser resgatados com outras estratégias, seja com uma nova cirurgia, seja com radioterapia. 

É possível compor as estratégias para o tratamento do câncer de pele e não há dúvida de que o segredo do sucesso para o tratamento desses pacientes envolve uma discussão multidisciplinar com a integração de diversos especialistas para alcançar o melhor benefício de cada ferramenta, e o GBM-TALK foi um exemplo desse tipo de discussão.


É muito importante que ocorra um planejamento quando se opta por uma cirurgia, desde a dermatoscopia em lesões menores, definição de margens, programação da ressecção e, para lesões mais avançadas (especialmente aquelas em território de cabeça e pescoço), a avaliação por tomografia ou ressonância magnética, além de estudo dos linfonodos cervicais por ultrassom ou tomografia.