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POSSÍVEIS DÚVIDAS DO CONSUMIDOR -  SUGESTÃO DE RESPOSTA

É verdade que o uso de laxantes impedirá que meu intestino funcione bem sozinho? Se os laxantes assumem a função intestinal natural, então, quando eu parar de tomá-los, não poderei ir ao banheiro normalmente?

Sempre que uso laxantes, tenho diarreia seguida de constipação, às vezes náusea e vômito?

Essa é uma preocupação frequente, a chamada “constipação de rebote”. Laxantes como o Dulcolax® existem há muitos anos, e existem robustas evidências científicas relacionadas à seguranca de uso. Em 2017, uma ampla revisão de laxantes concluiu que o uso de laxantes estimulantes, mesmo por longos períodos, não causa dependência, nem constipação de rebote após interrupção de uso. Nenhum dano é causado ao intestino.1,2

Não é incomum o uso incorreto de laxantes. É importante usar a dosagem recomendada. No caso de Dulcolax®, por exemplo, adultos e crianças acima de 10 anos de idade devem ingerir apenas 1 a 2 comprimidos (5-10 mg) à noite, para que haja evacuação na manhã seguinte.3 Dulcolax® não deve ser utilizado diariamente por período prolongado sem que a causa da constipação seja investigada.3

FUNDAMENTAÇÃO CIENTÍFICA


Bisacodil tem dupla ação, exercida diretamente no cólon. Estimula o processo natural de evacuação na região inferior do trato gastrointestinal e promove absorção de água
para amolecer as fezes, facilitando a evacuação.3

Dados de um estudo observacional de 101 pacientes ambulatoriais adultos com paraplegia em uso de bisacodil (retal e/ou oral) demonstram que nunca houve aumento na dose necessária para que ocorresse a evacuação. Não houve perda de eficácia ou efeito colateral grave, apesar do uso regular por períodos prolongados

Nenhuma evidência científica comprova que laxantes estimulantes, como o bisacodil, danificam o sistema nervoso entérico.4 Na realidade, danos neurológicos, que se pensava ocorrerem por uso de laxantes estimulantes, são agora considerados as prováveis causas originais da constipação, e não os resultados laxativos.

Além disso, não há evidências de que a interrupção do laxante, leve à constipação de rebote.2,4

Por mais de 30 anos, os efeitos do bisacodil em humanos foram investigados extensivamente em diversos estudos clínicos com voluntários saudáveis e pacientes com constipação
 

Não existe base farmacológica em bisacodil que cause dependência.

 

As reações adversas mais relatadas durante o tratamento com bisacodil são dor abdominal e diarreia.3 Se houver ingestão de doses elevadas, podem ocorrer fezes líquidas (diarreia), cólicas abdominais e perda clinicamente significante de líquidos, potássio e outros eletrólitos.3

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POSSÍVEL DÚVIDA DO CONSUMIDOR

Minha condição médica subjacente significa que tenho constipação crônica,6,7 que só pode ser aliviada com o uso de laxantes, mas tenho medo de precisar aumentar a dose continuamente. Isso pode acontecer?

SUGESTÃO DE RESPOSTA:

Esta é uma preocupação compreensível. A tolerância física às drogas existe e, em alguns casos, doses mais altas precisam ser tomadas para que o medicamento funcione. Porém, isso não acontece com laxantes estimulantes.

Dulcolax® foi testado por 4 semanas em pacientes com constipação funcional crônica. Todos os pacientes que tomaram Dulcolax® apresentaram aumento significativo no número de movimentos intestinais espontâneos completos. Ao final do estudo, 58% dos pacientes estavam usando metade da dose recomendada, e era suficiente para evacuação diária.3,4 Houve também relatos de que se sentiam mais autoconfiantes e no controle de sua condição.
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FUNDAMENTAÇÃO CIENTÍFICA:

A maioria dos laxantes tem ação curta demais para aliviar constipações causadas por situações como mudanças na rotina, falta de exercício regular, estresse, gravidez, entre outros.1 Se o uso de laxante for necessário por período prolongado, o paciente deve ser incentivado a consultar um médico para investigar a causa da constipação.8

Entretanto, o uso prolongado de bisacodil vem sendo estudado por seus efeitos na tolerância a medicamentos.8
  • Um total de 368 pacientes com idade entre 55,4±15,6 anos foi incluído em um estudo multicêntrico, duplo-cego e controlado por placebo, com duração de quatro semanas.8
  • Bisacodil foi administrado na forma de 2 comprimidos orais de 5 mg, com ingestão uma vez ao dia, à noite, para 247 pacientes, com a opção de aumentar ou diminuir a dose conforme necessário.3
  • O desfecho primário, ou seja, o número médio de movimentações intestinais espontâneas completas.
  • (MIECs) por semana durante a fase de tratamento do estudo, foi altamente significativo a favor de bisacodil.8
  • Na terceira semana do estudo, 58% dos pacientes reduziram a dose pela metade, mantendo a eficácia total.7
  • Não houve perda de eficácia ao longo das 4 semanas de estudo.7

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POSSÍVEL DÚVIDA DO CONSUMIDOR:

Se eu estiver tomando laxantes e quiser parar, terei sintomas de abstinência como ansiedade, depressão, dores de cabeça, vômitos, cólicas estomacais, entre outros?
 
SUGESTÃO DE RESPOSTA:

Os sintomas de abstinência que você está descrevendo podem ocorrer se o seu corpo depender física ou psicologicamente de um medicamento. Os laxantes estimulantes, como o Dulcolax®, não levam a nenhum tipo de dependência física.9 Portanto, é muito seguro interromper o uso de Dulcolax®, mesmo que abruptamente.

Para causar dependência, uma droga precisa entrar no sistema nervoso central e afetar a maneira como o cérebro funciona, fazendo com que você tenha desejo. O Dulcolax® funciona localmente no seu intestino, muito pouco é absorvido e, além disso, não consegue atingir o nervoso central.3

FUNDAMENTAÇÃO CIENTÍFICA:

Em humanos, após a administração oral ou retal, bisacodil é rapidamente hidrolisado por enzimas na mucosa intestinal para formar o princípio ativo.3

A absorção de BHMP no trato gastrointestinal é mínima com comprimidos de revestimento entérico ou aproximadamente zero com supositórios.10

Por não ser lipossolúvel, o composto não atravessa a barreira hematoencefálica e, portanto, não pode afetar o sistema nervoso central (SNC).9,11