O time de TEV e as lideranças devem ser estruturadas para evoluir com o apoio da instituição. É importante entender o contexto, cumprir etapas, estabelecer metas e usar a estrutura de melhoria que deve ser constituída por meio de oito passos que serão abordados no decorrer deste capítulo.1

O passo 1 será conquistar o apoio da instituição e em especial dos líderes envolvidos nesse processo. A melhor maneira de fazer isso é alinhar as metas de melhoria da qualidade com os objetivos estratégicos da organização. Um bom argumento é compartilhar o atual momento do sistema americano de saúde. Nos Estados Unidos não há mais reembolsos por custos adicionais com TVP e tromboembolismo pulmonar (TEP) relacionados a cirurgias, por exemplo, pois cada evento de TVP associado à hospitalização pode resultar em 10 mil a 16 mil dólares de custos extras.1

No passo 2, será necessário levantar quais recursos estão disponíveis e se há histórico de ações passadas que poderão ajudar a equipe de melhoria a compor a melhor abordagem para estratégia atual. Será necessário propor uma revisão do cenário atual, elencando as seguintes informações: infraestrutura existente, serviços de apoio disponíveis e iniciativas em andamento. Será relevante, também, levantar dados de desempenho já existentes sobre prevenção e eventos de TEV e elencar quais foram até agora as estratégias mais eficientes para melhoria do processo.1

O próximo passo será identificar os stakeholders, informando os esforços necessários para o processo de prevenção do TEV, assim como certificar-se do apoio na adoção precoce das intervenções.1

O passo seguinte é reunir a equipe multiprofissional para a melhoria desse processo. É necessária a eleição de um líder, especialistas em tecnologia de informação e representantes de pacientes para auxiliarem na adesão à profilaxia mecânica e apoiar no desenvolvimento de materiais educacionais. Todos os membros da equipe são importantes, mas os degraus de autoridade devem ser removidos para alcançar a efetividade do processo.1

É essencial estabelecer um objetivo para manter o foco e para a comunicação com os stakeholders. Para ter objetivos claros e superar a inércia das primeiras etapas, a equipe precisa chegar a um consenso sobre quais são, especificamente, os objetivos gerais. Prazos devem ser estabelecidos, alinhados a um cronograma ambicioso, mas realista. Outro ponto importante é a autoavaliação institucional para organizar os esforços e explorar as iniciativas anteriores.1

Nos próximos capítulos, apresentaremos as etapas: a primeira etapa é a análise da administração do tratamento; a segunda etapa, a importância da revisão das evidências e assimilação das definições gerais de boas práticas com base em diretrizes de agências regulatórias entre outras fontes; a terceira etapa, a identificação de boas práticas baseadas nas diretrizes, em outras fontes e a tradução dessas informações em protocolos e políticas locais de prevenção de TEV; a quarta, o desenvolvimento de intervenções multifacetadas para reforçar e integrar o protocolo à prática, abordando os problemas e as falhas do processo; a quinta etapa, a implementação do protocolo propriamente dito e a garantia do uso confiável das boas práticas; a sexta etapa, o monitoramento do desempenho com métricas e, por fim, a manutenção das melhorias e divulgação da iniciativa para as outras unidades ou instituições.1
 
O guia da AHRQ traz como principal intervenção-base a hierarquia de confiabilidade, instrumento pelo qual ilustra as diferentes etapas do esforço da equipe de melhoria e os resultados previstos para cada fase do processo.1


É essencial estabelecer um objetivo para manter o foco e para a comunicação com os stakeholders.