CONFIRA O PASSO A PASSO DE COMO FORMAR UMA COMISSÃO DE PROFILAXIA DE TROMBOEMBOLISMO VENOSO (TEV) ONDE VOCÊ TRABALHA

PREMISSAS
Ter um líder para organizar e coordenar a comissão.1

Receber apoio integral e suporte da diretoria médica e administrativa da instituição.

Definir a segurança do paciente como a primeira prioridade da instituição.

Definir o cronograma do projeto, papéis e responsabilidades de cada membro.1,2

1º PASSO
Criar uma comissão para implementar o programa de profilaxia de tromboembolismo venoso (TEV) nos pacientes clínicos e cirúrgicos da instituição.1

2º PASSO
COMPONENTES

Recomenda-se uma equipe multidisciplinar composta por médicos (clínicos e cirurgiões), enfermeiros e farmacêuticos com atitude proativa e respaldada pela diretoria da instituição.1 Profissionais ligados ao Serviço de Qualidade também devem ser considerados para a composição dessa comissão.1

MÉDICO – COORDENADOR ENFERMEIRA – SECRETÁRIA

OUTROS MEMBROS:
  • DIRETOR CLÍNICO E/OU TÉCNICO
  • CIRURGIÃO VASCULAR
  • ORTOPEDISTA
  • CARDIOLOGISTA
  • COORDENADOR MÉDICO DA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
  • FARMACÊUTICO
  • FISIOTERAPEUTA
  • ENFERMEIRA COORDENADORA DA TERAPIA INTENSIVA
  • ENFERMEIRA COORDENADORA DA CLÍNICA MÉDICA
  • ENFERMEIRA COORDENADORA DA CLÍNICA CIRÚRGICA

3º PASSO
ESTRATÉGIA

Mapear a magnitude do problema na instituição a fim de definir a estratégia do projeto.2,3

UTILIZAR PROTOCOLOS BASEADOS EM EVIDÊNCIAS QUE PADRONIZAM A AVALIAÇÃO DE RISCO E PROFILAXIA DA TEV.2,3

Há muitas oportunidades perdidas de otimizar a profilaxia e reduzir os fatores de risco de TEV em praticamente todos os hospitais. Um protocolo de prevenção de TEV inclui:2

- Avaliação de risco de TEV;
- Avaliação de risco de sangramento;
- Suporte à decisão clínica em escolhas profiláticas com base na combinação de TEV e fatores de risco de sangramento. 

O protocolo deve estar disponível em momentos cruciais do atendimento, como na admissão no hospital, na transferência para diferentes níveis de atendimento e no pós-operatório.2

4º PASSO
Elaborar o regimento interno da comissão de TEV.3 

5º PASSO
METODOLOGIA

Realizar adaptações dos algoritmos de avaliação de risco conforme o perfil da instituição.

Desenvolver o protocolo institucional de prevenção de TEV e incorporá-lo à operação.2,3 

Elaborar uma estratégia de educação permanente com aulas expositivas de conteúdo e público dirigido; se possível, por especialistas na área; para o corpo clínico e a enfermagem.1

Corpo clínico: Abordagem de aspectos epidemiológicos da profilaxia no Brasil e no mundo. Discussão de casos clínicos para a aplicação dos algoritmos de avaliação de risco e profilaxia de TEV.1 

Enfermagem: Identificação do risco e prescrição da profilaxia. Avaliação diária e procedimentos de segurança na administração de medicamentos profiláticos.1

OBJETIVO ESPERADO: 
100% dos pacientes internados clínicos e cirúrgicos devem ser avaliados para o risco de TEV nas primeiras 24h

100% dos pacientes devem estar recebendo a tromboprofilaxia correta em dezembro desse ano. 

6º PASSO
INDICADORES
Definir indicadores de resultado e de processo para o gerenciamento do protocolo de prevenção de TEV. Reunião mensal – definir as estratégias e a avaliação dos indicadores.2,3

7º PASSO
COMUNICAÇÃO
Estruturar campanhas para a divulgação do programa e usar pôsteres e banners dos algoritmos nas salas de prescrições médicas, se necessário, com atualização periódica.1,2

8º PASSO
MONITORAMENTO

Cortes transversais aleatórios, com periodicidade a se definir, com o propósito de avaliar o impacto de um programa na utilização e adequação da profilaxia de TEV em pacientes clínicos e cirúrgicos da instituição.1-3 

Recomenda-se mensurar o panorama da instituição no tocante à profilaxia de TEV antes da implantação da comissão para corroborar a eficácia do programa.1-3

9º PASSO
AÇÕES DE SEGURANÇA

Trabalho em conjunto com o Serviço de Qualidade e o Gerenciamento de Risco.2  

Interface com as demais comissões (prontuário, tecnologia de informação e tecnovigilância). 

Uso de alertas automáticos para pacientes com fator de risco para TEV, inquerindo sobre a utilização da profilaxia.

Coparticipação da farmácia clínica para pacientes clínicos e cirúrgicos.1  

Ações e medidas de segurança na administração da medicação profilática.2

10º PASSO
MELHORIA CONTÍNUA

Introduzir métodos para aperfeiçoar a aderência ao protocolo. Revisar e/ou adequar os processos e a estratégia de implementação conforme resultados dos indicadores gerenciados.2,3  

Algumas barreiras potencialmente previstas são a falta de:
  • Política institucional para apoiar o programa de segurança do paciente.
  • Disponibilidade de profissionais para participarem efetivamente do programa.
  • Análise de custo/efetividade do programa de profilaxia de TEV versus alto custo para alta direção.2

Recomenda-se mensurar o panorama da instituição no tocante à profilaxia de TEV antes da implantação da comissão para corroborar a eficácia do programa.1-3