O Dr. André Luiz Malavasi, ginecologista e obstetra, comenta sobre o tromboembolismo venoso (TEV): os riscos de uma doença silenciosa.

O TEV tem uma ocorrência importante na gestação. A mortalidade materna de TEV no mundo, em regiões economicamente desenvolvidas como Europa e Estados Unidos, chega a quase 14% por embolia pulmonar.1 No Brasil, não há dados oficiais sobre a mortalidade materna por TEV,2,3 mas o Dr. Malavasi comenta que nos últimos anos tivemos um aumento da taxa de mortalidade materna em nosso país. Em parte, devido a um aumento da incidência de parto cesárea, que é um fator de risco significativo para TEV.3-5

A grávida é o protótipo ideal para desenvolver TEV, porque ela possui os três fatores de Rudolf Virchow, que seriam a hipercoagulabilidade, a estase venosa e a lesão endotelial.6 Sendo assim, é preciso estar muito atento a todas as gestantes e puérperas, colocando-as no escore de risco do Royal College7 ou outro escore de sua escolha, avaliando se essa gestante ou puérpera tem indicação para fazer tromboprofilaxia.

A grávida é o protótipo ideal para desenvolver TEV, porque ela possui os três fatores de Rudolf Virchow, que seriam a hipercoagulabilidade, a estase venosa e a lesão endotelial.