Uma grande proporção dos pacientes com DM2 não atingem sua meta glicêmica apesar do tratamento com vários ADOs e/ou insulina/injetáveis. Os resultados preliminares do Estudo BINDER confirmaram que o Brasil ainda está longe de atingir um adequado controle na maior parte dos pacientes, ou seja, ainda existe um percentual importante de pacientes com DM2 que estão fora da meta de controle glicêmico (HbA1c ≤ 7%).1

Sabe-se também que existe uma inércia nas etapas sequenciais de intensificação da terapia, ou seja, muitas diretrizes médicas ainda propõem a adição de insulina ou outra terapia injetável apenas depois de um 2º e 3º ADO.2 3 Todavia, estudos mostram que essa abordagem leva a um atraso no adequado controle glicêmico, e consequentemente a um aumento no risco de complicações de doenças cardiovasculares (DCV).4

Nesta aula, o Dr. Joaquim Custódio (CRM 16564/BA) trata da abordagem simultânea para melhorar o controle de pacientes com DM2, mostrando as necessidades médicas não atendidas nos pacientes com DM2, comparando a abordagem simultânea versus a intensificação gradual de ADOs e apresentando os desfechos clínicos de Solíqua em pacientes inadequadamente controlados com ADOs.