O Dr. André Luiz Malavasi, ginecologista e obstetra, comenta sobre a prevenção da mortalidade materna por embolia pulmonar: o que todo obstetra deve saber.
É de conhecimento de todos que a embolia pulmonar está dentro dos fenômenos tromboembólicos, assim como a trombose venosa profunda, na doença chamada TEV (tromboembolismo venoso).

A gestante é o protótipo ideal para fazer trombose, porque ela tem todos os fatores da tríade de Virchow.1 A gestante apresenta estase venosa, hipercoagulabilidade e lesão endotelial,1 de forma que o risco de trombose na gestação tem um aumento entre 4 e 5 vezes,2 e o risco de trombose no puerpério aumenta 20 vezes.3
Vejam, portanto, a periculosidade que é o período puerperal em relação aos fenômenos tromboembólicos. De modo que, para cada mil partos, temos cerca de dois casos clínicos de TEV.4
Na gestação, a indicação de tratamento de TEV é feita com heparina de baixo peso molecular.5 

Vejam, portanto, a periculosidade que é o período puerperal em relação aos fenômenos tromboembólicos. De modo que, para cada mil partos, temos cerca de dois casos clínicos de TEV.