SUBTIPOS DO DIABETES TIPO 2

Atualmente o diabetes mellitus (DM) é dividido em duas principais classificações: o tipo 1 e o tipo 2.

O DM2 é extremamente heterogêneo. Uma classificação detalhada, como a baseada em fenótipos, poderia oferecer mais subsídios para individualizar os regimes de tratamento e identificar pacientes com maior probabilidade de complicações desde o diagnóstico.

Subtipos de DM2 de acordo com o índice de homeostatic model assessment (HOMA)1
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INÉRCIA TERAPÊUTICA NA INTENSIFICAÇÃO DA INSULINOTERAPIA EM PACIENTES COM DM2

Estudo avaliou a inércia terapêutica
na intensificação da insulinoterapia em um grupo de pacientes com DM2 acompanhados em um centro público de tratamento de diabetes com poucos recursos farmacológicos (metformina, sulfonilureia e insulina) durante dois anos.2

A dose diária de insulina não mudou no período estudado e a hemoglobina glicada variou de 8,8% + 1,8% a 8,7% ± 1,7% (valor basal versus primeiro ano) e de 8,5% ± 1,8% (valor basal versus segundo ano; p = 0,035).
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A prevalência de inércia terapêutica foi de 65,8% (basal), 61,9% (após de um ano) e 58,2% (depois de dois anos).

CONTROLE GLICÊMICO DEPOIS DO INÍCIO DE AGONISTAS DO RECEPTOR DE GLP-1 (Glucagon-like Peptide-1) OU DE INSULINA BASAL: EXPERIÊNCIAS DO MUNDO REAL3

O início da insulina basal ou de agonistas do receptor de GLP-1 frequentemente sofreu atraso até que o paciente atingisse valores elevados de HbA1C (entre 8,8% e 10,3%, no presente estudo).3

Dos pacientes tratados com anti-hiperglicemiantes orais e com HbA1C 9,0% tinham menor probabilidade de atingir o controle quando em uso de agonistas de receptores de GLP-1 ou insulina basal isoladamente.3

Se os pacientes não atingem o controle em um período de 6 a 12 meses depois do início da insulina basal ou de agonistas do receptor de GLP-1, a probabilidade de o fazerem é baixa sem que se institua uma mudança no tratamento.3

IMPACTOS DO INÍCIO SIMULTÂNEO VERSUS SEQUENCIAL DA INSULINA BASAL E DOS AGONISTAS DO RECEPTOR DE GLP-1 NO DM2

Proporção de pacientes que atingiram HbA1C < 7% depois do tratamento combinado versus sequencial4.
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Proporção de redução de HbA1C < 7% depois do tratamento combinado versus sequencial4.
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Considerações finais:
  • Os médicos não podem ficar inertes diante da complexidade que é o tratamento do diabetes tipo 2. É necessário diagnosticar os pacientes corretamente e personalizar o tratamento baseado em evidências.
  • Além disso, é importante lembrar que além de se instituir o tratamento, é necessário reavaliar o paciente e dar continuidade ao cuidado. Existe uma ampla gama de medicamentos para serem utilizados, mas é preciso ter conhecimento para escolher a melhor abordagem individualmente.
  • Uma das principais metas do diabetes tipo 2 é o controle glicêmico e ele deve ser precoce e sustentado. Para tal, é necessário lançar mão de uma terapia dupla, mais agressiva e que inclui a insulina. Quando os tratamentos utilizando múltiplas medicações são escolhidos de maneira correta, os benefícios a longo prazo serão observados.