A influenza é uma doença grave e imprevisível e precisa ser prevenida a cada ano. O impacto da gripe pode ser evidenciado com 3 a 5 milhões de casos graves por ano e com um número de óbito expressivo variando de 290.000 a 650.000 mortes por ano no mundo.1 

Existem três formas principais de transmissão da gripe. A primeira é por gotículas expelidas durante a tosse, espirro ou fala, que alcançam até um metro e meio de distância da pessoa infectada. A segunda é a transmissão por aerossol, partículas pequenas que ficam suspensas no ar e podem ser inaladas pela pessoa. Por último, temos a transmissão por contato, quando o vírus é transferido para as mucosas (boca, nariz, olhos) diretamente ou por meio de um objeto ou pessoa contaminados.2
Este vírus também tem a capacidade de se manter infectante no meio ambiente, por exemplo, em aço inoxidável, os estudos mostram que a sua viabilidade é de duas semanas. Em algodão e microfibra, uma semana.3 

Para além da sua capacidade de se manter infectante no meio ambiente, este vírus é “reativo” às condições climáticas, onde a temperatura e a umidade relativa do ar, podem influenciar o tempo de viabilidade do vírus. Tempos secos e frios aumentam esse tempo. Além disso, o tempo seco também pode aumentar a capacidade de transmissão do vírus em decorrência de alterações causadas por esse fator no trato respiratório do indivíduo.4 Estudos indicam que o vírus da influenza se mantém viável no ar por até 24 horas.2

De forma a prevenir ser contagiado por este vírus, a OMS esclarece que a forma mais efetiva é a vacinação. Vacinas seguras e eficazes têm sido utilizadas a mais de 60 anos e têm evoluído de acordo com a evolução viral.1

A vacinação contra a gripe demonstrou ser particularmente importante para crianças, idosos e aqueles com comorbidades associadas, resultando em uma alta carga socioeconômica devido ao afastamento das atividades de trabalho, perda de produtividade, aumento dos custos de saúde e consumo de antibióticos.5

A OMS não dá preferência para uma vacina contra a gripe específica, mas esclarece que sempre que possível a vacina quadrivalente (QIV) deve ser a escolhida.1