TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2 (DM2): PANORAMA ATUAL E FUTURO1

Na atualidade, caminha-se para um tratamento do diabetes mellitus tipo 2 que:
  • vise à individualização;
  • atinja um controle inicial mais agressivo, já introduzindo um tratamento com três fármacos ou, no caso da insulinização, que esta seja feita com a combinação do agonista de GLP-1;
  • tenha o objetivo de atingir a memória metabólica.
ADESÃO AO TRATAMENTO2

Os médicos buscam prescrever o medicamento que julgam mais eficaz. No entanto, ele não será o melhor para o paciente se não for utilizado corretamente. Tem que haver adesão.

FATORES QUE DIFICULTAM O USO DA MEDICAÇÃO:2


  • A polifarmácia é um dos principais fatores dificultadores da adesão no diabetes; portanto, quanto mais simplificada, melhor.
  • Alguns pacientes ainda têm restrições sobre a injeção, de forma que reduzir o número de medicações injetáveis melhora a adesão e consequentemente o resultado.
  • Outro fator limitador são os eventos adversos, como ganho de peso, hipoglicemia e efeitos gastrointestinais (náusea, vômito, diarreia).
FATORES QUE FACILITAM O USO DA MEDICAÇÃO - COMBINAÇÕES FIXAS
  • A combinação fixa de medicamentos pode auxiliar muito o paciente na adesão ao tratamento do diabetes melito tipo 2.
  • Atualmente há duas combinações no mercado:
  • Insulina glargina + lixisenatida.
  • Insulina degludeca + liraglutida.
O QUE DIZEM OS ESTUDOS COMPARATIVOS SOBRE O USO DA INSULINA BASAL ISOLADA VERSUS A COMBINAÇÃO FIXA DE INSULINA BASAL + AGONISTA DO RECEPTOR DE GLP-1? 3
  • Pesquisadores conduziram duas análises exploratórias para comparar indiretamente a eficácia e a segurança da administração simultânea da insulina glargina 100 U/mL (iGlar) com a lixisenatida (Lixi) em caneta única com a combinação de proporção fixa (iGlarLixi) (estudos LixiLan) versus a administração sequencial (iGlar + Lixi) (estudos GetGoal Duo) em portadores de diabetes mellitus tipo 2.
  • Foi feita uma análise estatística chamada de “propensive score matching”, que possibilita combinar os dois estudos e avaliar como foi a resposta dos pacientes.
  • Quanto mais precocemente for iniciado o tratamento com a combinação de proporção fixa entre a insulina basal e um agonista do receptor do GLP-1 (iGlarLixi), melhores serão os resultados e a tolerabilidade gastrointestinal.
PACIENTES CANDIDATOS A RECEBER A TERAPIA COMBINADA:4

  • Aqueles que já estão em uso de duas ou três medicações antidiabéticas orais e permanecem descontrolados.
  • Os que possuem a hemoglobina glicada ao menos dois pontos acima da meta.
  • Indivíduos que já utilizam um injetável (GLP-1 ou insulina), mas que permanecem fora do controle.

IMPORTANTE:
  • A terapia combinada é bastante eficaz, desde que se ensine o paciente a titular o fármaco conforme as glicemias de jejum.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
  • Os efeitos complementares da combinação de insulina basal com o agonista do receptor de GLP-1 resultam em uma porcentagem significativa de pacientes que atingem a meta de HbA1c (até 74% dos pacientes)5 sem aumentar o risco de hipoglicemia, com efeito benéfico em relação ao peso e mitigando os efeitos adversos gastrointestinais em uma única aplicação diária.
 
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Soliqua (insulina glargina 100 U/mL+ lixisenatida) INDICAÇÕES: Soliqua é indicado como um adjuvante de dieta e exercício para melhorar o controle glicêmico em adultos com diabetes mellitus tipo 2 inadequadamente controlada com medicamentos hipoglicemiantes orais isolados ou combinados com insulina basal, ou insulina basal utilizada isoladamente. CONTRAINDICAÇÕES: SOLIQUA é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à lixisenatida, insulina glargina ou a qualquer um dos componentes da fórmula. PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS: SOLIQUA não deve ser utilizado em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 ou para o tratamento de cetoacidose diabética. A transferência do agonista do receptor de GLP-1 não foi estudada. SOLIQUA não foi estudado em combinação com inibidores DPP-4, sulfonilureias, glinidas, pioglitazona e inibidores SGLT2. Pancreatite aguda, incluindo pancreatite hemorrágica fatal e não fatal ou pancreatite necrotizante, foram relatadas em doentes tratados com agonistas do receptor GLP-1, após a comercialização. Os pacientes devem ser informados sobre os sintomas característicos da pancreatite aguda: dor abdominal grave a persistente. Se houver suspeita de pancreatite, SOLIQUA deve ser descontinuado. Caso haja confirmação de pancreatite aguda, o tratamento com SOLIQUA não deve ser reiniciado. Use com cautela em pacientes com histórico de pancreatite. Os pacientes devem realizar rotação contínua do local da injeção para reduzir o risco de desenvolver lipodistrofia e amiloidose cutânea localizada. SOLIQUA não é recomendado para pacientes com doença gastrintestinal grave, incluindo gastroparesia grave. Gravidez e lactação: Não há dados clínicos sobre grávidas expostas a partir de estudos clínicos controlados com uso de SOLIQUA, insulina glargina 100U/mL e lixisenatida. Categoria de risco na gravidez: C. Lactação: Não é conhecido se SOLIQUA é excretado no leite humano. Devido à falta de experiência, SOLIQUA não deve ser administrado durante a amamentação. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Não existe experiência terapêutica com uso de lixisenatida em pacientes com insuficiência renal grave ou doença renal terminal e, portanto, não é recomendado o uso de lixisenatida nestas populações. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com SOLIQUA. Várias substâncias afetam o metabolismo da glicose e podem requerer ajuste da dose de SOLIQUA. Várias substâncias afetam o metabolismo da glicose e podem requerer ajuste da dose de insulina e particularmente monitorização cuidadosa. Os seguintes exemplos são substâncias que podem aumentar o efeito redutor de glicose no sangue e a suscetibilidade à hipoglicemia: Medicamentos antidiabéticos orais, inibidores da ECA, salicilatos, disopiramida; fibratos; fluoxetina, inibidores da MAO; pentoxifilina; propoxifeno; antibióticos sulfonamídicos. Os seguintes exemplos são substâncias que podem reduzir o efeito redutor de glicose no sangue: corticosteroides; danazol; diazóxido; diuréticos; agentes simpaticomiméticos (tais como a epinefrina, salbutamol, terbutalina); glucagon; isoniazida; derivados de fenotiazina; somatropina; hormônios da tireoide; estrógenos, progestágenos (por exemplo em contraceptivos orais), os inibidores da protease e medicamentos antipsicóticos atípicos (por exemplo, olanzapina e clozapina). Betabloqueadores, clonidina, sais de lítio e álcool podem potencializar ou enfraquecer a ação hipoglicemiante da insulina. A pentamidina pode causar hipoglicemia, a qual pode por vezes ser seguida por hiperglicemia. Além disso, sob a influência de medicamentos simpaticolíticos, tais como betabloqueadores, clonidina, guanetidina e reserpina, os sinais da contrarregulação adrenérgica podem estar reduzidos ou ausentes. A lixisenatida é um peptídeo e não é metabolizada pelo citocromo P450. Em estudos in vitro, a lixisenatida não afetou a atividade de isoenzimas do citocromo P450 ou transportadores humanos testados. Reações adversas: Hipoglicemia: As reações adversas mais frequentemente relatadas durante o tratamento com SOLIQUA foram hipoglicemia (≥ 10%) e reações adversas gastrintestinais (≥ 1 e < 10%). Ataques hipoglicêmicos graves, especialmente quando recorrentes, podem levar a danos neurológicos. Episódios de hipoglicemia prolongados ou graves podem ser fatais. Reações adversas gastrintestinais (náuseas, vômito e diarreia) foram frequentemente relatadas como reações adversas durante o período de tratamento. Em pacientes tratados com SOLIQUA, a incidência de relatos de náusea, diarreia e vômito foi de 8,4%, 2,2% e 2,2%, respectivamente. Reações adversas gastrintestinais foram em sua maioria leves e de natureza transitória. Posologia e modo de usar: SOLIQUA é titulável e está disponível em duas canetas, oferecendo diferentes opções de dosagem. A diferenciação entre as concentrações das canetas baseia-se na variação de doses de cada caneta SOLIQUA deve ser administrado por via subcutânea uma vez ao dia dentro de 1 hora antes de qualquer refeição. É preferível que a injeção prandial de SOLIQUA seja aplicada antes da mesma refeição todos os dias, quando a refeição mais conveniente for escolhida. Se uma dose de SOLIQUA for perdida, esta deve ser injetada dentro de uma hora antes da próxima refeição. USO ADULTO. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. Registro MS 1.8326.0393 Para maiores informações antes de sua prescrição, favor ler a bula completa do produto. “A PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.” Data da última revisão: 20/10/2020 

SOLIQUA É CONTRAINDICADO A PACIENTES COM HIPERSENSIBILIDADE CONHECIDA À LIXISENATIDA, INSULINA GLARGINA OU A QUALQUER UM DOS COMPONENTES DA FÓRMULA. NÃO FORAM REALIZADOS ESTUDOS DE INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA COM SOLIQUA.

Para acessar número de registro, indicação, contraindicação, interações medicamentosas e reações adversas fazer o download da bula em: http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/index.asp