Vamos falar sobre dois temas atuais e que todos nós estamos encarando de muitas maneiras diferentes – o cansaço e a baixa imunidade!

O novo normal nos trouxe também o novo cansaço, que mistura a vida pessoal, profissional, filhos, limpar as compras do supermercado... Parece que as tarefas se multiplicaram e o tempo não! Toda essa jornada se acumula, e agora a distância entre as tarefas muitas vezes é de apenas um clique, o que provoca o excesso de afazeres e um verdadeiro esgotamento.

Foi-se o tempo onde baixa imunidade e cansaço chegavam em momentos diferentes da vida. Hoje, mais do que nunca as duas questões se tornaram igualmente importantes. Na correria nos descuidamos da  saúde, o que impacta na imunidade. E com tantas coisas para conciliar, no fim do dia surge o cansaço.

A verdade é que nesse momento não dá para abrir mão nem da imunidade e nem da disposição, porque ambos são elementos essenciais para dar conta da nossa vida atual. E como a rotina não para, a dica de hoje é para você cuidar das duas questões com um aliado potente para enfrentar esse desafio de conciliar tudo!

Por isso, o ideal é buscar aliados que ajudem a lidar com o cansaço e a baixa imunidade.
Um desses poderosos aliados é a ARGININA, que é um aminoácido que possui um papel muito importante no combate ao cansaço.

ALIMENTAÇÃO E ENERGIA

Energia e fadiga são percepções subjetivas que são apoiadas por uma base fisiológica objetiva. A fadiga mental e física ocorre quando o suprimento de energia corporal (ATP) não atende às demandas contínuas do cérebro e dos músculos, respectivamente. A fadiga também pode resultar de uma disfunção no fornecimento de oxigênio aos músculos e ao cérebro1.

Vitaminas e minerais são importantes para regular o oxigênio no corpo. O transporte de oxigênio requer ferro, vitaminas B6, B9 e B1 e riboflavina, vitamina C, ferro, magnésio e zinco são fundamentais para proteger a célula contra os radicais livres de oxigênio. Além disso, são essenciais para a estrutura e função das células cerebrais (estruturas neuronais, síntese de neurotransmissores e neurotransmissão)1.

O estado inadequado de vitaminas (vitaminas B e C) e minerais (ferro, magnésio, zinco) está associado à fadiga física e também a funções cognitivas prejudicadas.
Suplementar indivíduos com vitaminas e minerais é, portanto, altamente provável de resultar em benefícios para a saúde nas áreas de fadiga mental e física, bem como funções cognitivas e psicológicas, especialmente em um contexto onde a escolha ou disponibilidade de alimentos não fornecem um alimento rico em nutrientes (frutas, vegetais e laticínios)1.

ARGININA, O QUE É E COMO AGE?

A ARGININA é um aminoácido semi-essencial, produzido presumivelmente na via bioquímica da síntese de ureia, que pode desempenhar diversas funções no nosso organismo. Uma das ações é ajudar na eliminação de toxinas do nosso organismo, como a amônia, que pode causar a sensação de cansaço3

Embora o corpo possa sintetizar a Arginina, a suplementação exógena pode às vezes ser necessária, especialmente em situações específicas que resultam em produção endógena empobrecida, como ocorre nos casos de infecções, circulação insuficiente, atividade física intensiva e em casos de astenia/cansaço. Na alimentação alimentos que são boa fonte deste aminoácido são: peixe, carne vermelha, frango com peito, gelatina e produtos lácteos, bem como em coco, aveia, cereais, passas,sementes de girassol, gergelim, castanhas e nozes3.

Fisiologicamente a arginina aumenta a orogênese, provocando a transformação de amoníaco tóxico em ureia atóxica e diurética (ciclo da ureia). Estimula o ciclo de Krebs fornecendo energia à célula hepática e, sendo precursor metabólico da creatinina, é indispensável ao anabolismo aminado do músculo. A arginina também atua na secreção de hormônios (vasopressina - hormônio antidiurético) e modulação do sistema imunológico. Sabe-se que a deficiência de arginina por si só é capaz de produzir sintomas de astenia, semelhantes à distrofia muscular e diminui a produção de insulina, alterando o metabolismo da glicose e lipídeos no fígado. Entretanto, sua ação mais conhecida é como precursor direto do óxido nítrico (NO), um fator chave de relaxamento vascular proveniente do endotélio, revestimento interno dos vasos sanguíneos do corpo humano. A arginina tem a importante função de estimular a produção de NO e através desse é capaz de exercer efeitos benéficos em nível de sistema muscular, cardiovascular e imunológico e, também, de sistema nervoso central como potente neurotransmissor (inclusive na formação da memória), dentre outros benefícios. É utilizada no tratamento da astenia (fadiga), que atua tanto no plano físico e muscular, quanto no plano psíquico2.


ARGININA, COMO AUXILIA O COMBATE AO CANSAÇO E NO AUXÍLIO DA IMUNIDADE?

Especificamente sobre o cansaço, como a arginina age no organismo?
Para gerar energia, as células do organismo realizam várias reações químicas.
Durante o processo (de geração de energia), as células liberam amônia, que é um produto tóxico para oorganismo, incluindo o sistema nervoso central, desencadeando a fadiga. A arginina atua, transformando a amônia tóxica em ureia que é eliminada pela urina, ajudando a combater a fadiga (cansaço) tanto física ou muscular quanto mental ou psíquica, causada pelo acúmulo de amônia no organismo. A arginina também tem a importante função de estimular a produção de óxido nítrico que atua no relaxamento da parede dos vasos sanguíneos, capaz de exercer efeitos benéficos no sistema muscular2,3.

Então, a arginina pode ser um importante aliado para o cansaço e traz benefícios para o sistema imunológico2,3.

Falando mais sobre a imunidade, vários fatores influenciam o sistema imunológico e sua função, incluindo nutrição. Uma relação bidirecional entre nutrição, infecção e imunidade existem: mudanças em um componente afetam os outros. Por exemplo, características imunológicas distintas presentes durante cada fase da vida podem afetar o tipo, prevalência e gravidade de infecções, enquanto a má nutrição pode comprometer a função imunológica e aumentar o risco de infecção. Vários micronutrientes são essenciais para o funcionamento do sistema imune, particularmente as vitaminas A, C, D, E, B2, B6,e B12, ácido fólico, ferro, selênio e zinco. As deficiências de micronutrientes são reconhecidas como um problema de saúde global. A função imunológica pode ser melhorada restaurando micronutrientes deficientes aos níveis recomendados. A dieta por si só pode ser insuficiente, quando se torna necessária a adequada suplementação de micronutrientes com base nas necessidades específicas relacionadas à idade4.

Nós temos um velho conhecido, que é a VITAMINA C. A função dessa vitamina para a imunidade já é plenamente reconhecida por muitos estudos. É um potente antioxidante e um cofator para uma família de biossintéticos e enzimas reguladoras de genes. A vitamina C contribui para a defesa imunológica, apoiando várias funções celulares do sistema imunológico inato e adaptativo. A vitamina C oferece suporte epitelial função de barreira contra patógenos e promove a atividade de eliminação de oxidantes da pele, assim potencialmente protegendo contra o estresse oxidativo ambiental5,6,7.

 A ingestão diária recomendada de vitamina C é de 90mg/dia para homens e 75mg/dia para mulheres, tal quantidade é facilmente suprida via alimentação (Brócolis, Couve, Goiaba, Mamão, Acerola, Kiwi, Laranja e muitos outros). Porém, estudos demonstram que doses a partir de 1g/dia tem efeitos nas células de defesa como leucócitos, aumentando sua proliferação e mobilidade. A vitamina C está concentrada nos leucócitos e sua concentração diminui rapidamente durante infecções e estresse. A suplementação de vitamina C melhora a capacidade de resistir à infecção, melhorando as atividades do sistema imunológico5,6,7.

Esses nutrientes já são aliados mais do que poderosos para ajudar no combate ao cansaço e baixa imunidade!