Esse vídeo contém os highlights do primeiro dia do Congresso Americano de Nefrologia.

Com relação à doença renal policística do adulto, existe uma calculadora desenvolvida pela Clínica Mayo para identificar aqueles pacientes que são propensos a ter uma progressão mais rápida da doença e, consequentemente, tratá-los. Os biomarcadores tradicionais são suficientes e a medida do volume total renal por ressonância magnética avaliada por essa calculadora apresenta uma correlação muito boa.1

Outro ponto interessante foram as controversas com relação à plasmaférese, já que 40% dos nefrologistas nos Estados Unidos fazem plasmaférese, o que não é uma rotina aqui no Brasil. A plasmaférese apresenta benefícios no transplante expandido para ABO incompatível, para dessensibilização em doadores falecidos e, também, no HLA incompatível.2

Outro tema de destaque são os inibidores da SGLT-2. Vários estudos reforçam os benefícios de proteção cardiovascular e renal por esses agentes, independentemente do controle da glicemia.3,4 

Em relação à dieta para restrição de fósforo e potássio no paciente renal crônico, no estudo HiLo, o Dr. Myles Wolf comparou dietas com fósforo acima de 6,5 com dietas com fósforo abaixo de 5,5 e não houve diferença em relação à mortalidade de pacientes hospitalizados ou à mortalidade geral, ou seja, talvez não seja necessária uma dieta tão restrita para o paciente renal crônico.5

Os medicamentos inibidores da prolil-hidroxilase para o tratamento da anemia estabilizam o fator indutor de hipóxia, aumentam a disponibilidade de ferro, diminuem LDL colesterol e a hepcidina. Além disso, estes medicamentos apresentam outras indicações como a diminuição de progressão dos cistos da doença renal crônica, renoproteção na insuficiência renal aguda, controle da obesidade e melhora da nefropatia diabética. 6