Esta é uma série de vídeos dos highlights do Congresso da ASN, de 2020, do Kidney Week. Um dos assuntos debatidos neste congresso foi o manejo da doença renal do diabetes.
Em uma das aulas, o palestrante Peter Rossing discorreu sobre os estudos iniciais do bloqueio do sistema renina-angiotensina. O bloqueio do sistema renina-angiotensina é utilizado para evitar a progressão da nefropatia diabética. Além disso, uma metanálise mostrou que o controle mais estrito da glicemia levou à redução da albuminúria. Ainda, discutiu a proposta do KDIGO de diabetes, com relação, por exemplo, ao alvo de hemoglobina glicada. O alvo de hemoglobina glicada desejável seria um valor abaixo de 8, ou seja, um controle menos estrito quando estamos diante de um paciente com doença renal com estádio 5, com comorbidades ou com maior risco de hipoglicemia. A meta da hemoglobina glicada deve ser menor que 6,5 para estádios mais iniciais da doença renal crônica, no paciente sem comorbidades ou com risco pequeno de hipoglicemia.
Portanto, esta é uma estratificação de metas de hemoglobina glicada elaborada com base no risco do estádio de doença renal crônica.1 

Os inibidores da SGLT-2 também foram muito debatidos. Esses agentes são indicados no manejo da doença renal do diabetes porque reduz risco de eventos cardiovasculares e insuficiência cardíaca congestiva. Entre esses medicamentos estão a empagliflozina, a canagliflozina e a dapagliflozina, que reduz a mortalidade cardiovascular, a albuminúria e a progressão da função renal.2

Em resumo, o manejo da doença renal no diabetes deve incluir a atividade física, o manejo nutricional e a associação da metformina, exceto para pacientes com insuficiência renal. Para estes pacientes, é possível associar os inibidores da SGLT-2, exceto em pacientes com uma estimativa da filtração glomerular muito reduzida, abaixo de 30 ml/min/1,73m2, e suspender se o paciente entrar em diálise.2

Outro assunto foram os agonistas do GLP-1, que reduzem o risco de eventos cardiovasculares e a albuminúria. A liraglutida e a dulaglutida são exemplos dessas medicações. Os agonistas da GLP-1 podem ser associados a outros tratamentos como insulina e sulfonilureia.3

Em resumo, nesse segundo dia foram abordados temas de manejo da nefropatia diabética, alguns medicamentos em estudos clínicos de alto impacto como finerenone4, o uso prático dos SGLT23, as novas opções para o tratamento do lúpus eritematoso sistêmico e os avanços em relação ao rim artificial.