Esse vídeo contém os highlights do quarto dia do Congresso Americano de Nefrologia.

Na nefropatia membranosa, deve-se realizar a biópsia para o controle e o tratamento, uma vez que há os marcadores PLA2R e THSD7A. No entanto, esses marcadores com nível tecidual nem sempre apresentam boa correlação. 
A sensibilidade e especificidade do PLA2R na biópsia é bastante alta. O PLA2R é bastante importante porque ele pode indicar remissão, a reagudização, a perda de função e até redefinir o tratamento. Já o THSD7A, quando presente, indica uma glomerulonefrite membranosa secundária ao tumor.1

Atualmente, discute-se o eixo biológico intestino-rim-coração, pois houve detecção de DNA de bactérias associadas a marcadores de inflamação em pacientes renais crônicos dialíticos e não dialíticos. Esse eixo pode acarretar diversos transtornos como fibrose renal, progressão da doença, lesão podocitária, calcificação vascular, aterosclerose, doença óssea de baixa remodelação, diminuição da função leucocitária, diminuição de eritropoietina de células vermelhas, da apoptose de células vermelhas, aumento da resistência à insulina, ou seja, uma série de problemas. Esses transtornos muitas vezes estão relacionados com o tipo de dietas destes pacientes. Assim, é necessária maior liberação da dieta e ingestão proteica primordialmente de vegetais. 

Com relação à doença de Fabry, um novo medicamento está em desenvolvimento, a pegunigalsidase alfa. Esta molécula já tem estudos de fase 3 abertos, sendo um medicamento estável e seguro, que parece que produz menos anticorpos antidroga. Apresenta meia-vida longa e reduz o Gb3 e o escore BLISS, mostrando que 78% dos pacientes diminuíram mais de 50% o depósito dos lipídios. Já em um estudo aberto, 100% dos pacientes progressores para a função renal e 67% dos rapidamente progressores atingiram as metas propostas para a diminuição de função renal.2

Outro novo medicamento é o venglustate, um inibidor da glicoceramida sintetase que atua diminuindo a transformação da ceramida em glicosilamida que, portanto, não forma depósitos.3

O estudo ACQUIRE avaliou a prevalência de doença de Fabry em uma coorte com três mil pacientes renais crônicos, mostrando que em torno de 0,3% dos homens são portadores de doença de Fabry e 0,08% das mulheres.4 

Nesse dia do evento, ainda houve descrição de novas mutações relacionadas com manifestações tardias da doença renal. Ainda, outros temas foram abordados como terapia gênica e transplante de células autólogas geneticamente modificadas na doença de Fabry.