A influenza é uma doença grave e imprevisível e precisa ser prevenida a cada ano. O impacto da gripe pode ser evidenciado com 3 a 5 milhões de casos graves por ano e com um número de óbito expressivo variando de 290.000 a 650.000 mortes por ano no mundo.1 De acordo com a OMS, a forma mais efetiva de se prevenir a doença e suas complicações é através da vacinação, que estão disponíveis e têm sido recomendadas e utilizadas a mais de 60 anos.1

A vacinação contra a gripe demonstrou ser particularmente importante para crianças, idosos e aqueles com comorbidades associadas, resultando em uma alta carga socioeconômica devido ao afastamento das atividades de trabalho, perda de produtividade, aumento dos custos de saúde e consumo de antibióticos2

A vacina contra a gripe tem sua evolução desenhada de acordo com a identificação de diferentes cepas de influenza com impacto em saúde e a cocirculação de diferentes cepas; sendo que as  vacinas quadrivalentes (QIV) foram projetadas para fornecer proteção mais ampla contra os vírus influenza B circulantes em temporadas durante as quais o vírus B contido nas vacinas trivalentes não é uma combinação ideal para o vírus B circulante predominante3

A vacinação contra a gripe é importante para não sobrecarregar o sistema de saúde. Em 2019, mais de 1 em cada 3 pacientes internados por SRAG (influenza) necessitou de UTI: ~50% deles precisou de uso de suporte ventilatório invasivo4. Ao evitar infecções pelo vírus da gripe, é possível reduzir:
  • A ida a um hospital e a competição por leitos e/ou respiradores,
  • A busca por um serviço de saúde para exame/teste devido à semelhança dos sintomas (ex: COVID-19)
  • Auxilia no diagnóstico diferencial5
Nesse momento a vacina contra a gripe disponível no PNI é trivalente, no entanto, através da introdução de uma vacina quadrivalente, iniciando pelo grupo pediátrico, o estudo “Impact of quadrivalent influenza vaccines in Brazil: a cost-effectiveness analysis using an influenza transmission model” mostrou que é possível obter vários benefícios econômicos e sociais, sendo mesmo uma troca (TIV por QIV) custo-efetiva.6

Também através desse estudo, estima-se que a cada ano a substituição da vacina da vacina trivalente pela quadrivalente traz uma redução adicional de:6
Grandes organizações como o Centers for Disease Control and Prevention (CDC)7 e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)8 recomendam o uso da vacina quadrivalente (QIV) para obter uma proteção ampliada contra o vírus influenza e reduzir o impacto hospitalar.