1 ) O que te motivou a escolher a profissão de farmacêutica e quais os principais desafios desta grande jornada de cuidado e atenção à saúde no Brasil?
Eu escolhi ser farmacêutica por gostar da saúde e de ajudar as pessoas.

Um dos grandes desafios é a inserção do farmacêutico nas equipes multiprofissionais de saúde. O farmacêutico detém muito conhecimento sobre os medicamentos e, em diversas situações, é o último contato direto antes do paciente iniciar o seu tratamento. Por isso, a qualidade da orientação que ele fornece ao paciente é muito importante para o sucesso da terapia. Por exemplo, estudos mostram que intoxicações e reações adversas a medicamentos são importantes causas de hospitalização e mortalidade e que cerca de 70% dos problemas na farmacoterapia seriam evitáveis com a atuação clínica do farmacêutico.
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2 ) Comente um pouco sobre a sua percepção em relação à transformação do relacionamento dos consumidores/pacientes com as farmácias e, em especial, com os farmacêuticos durante este momento da pandemia?
Por ser um serviço essencial, as farmácias mantiveram seu atendimento durante toda a pandemia e passaram por mudanças e adaptações para que fosse possível continuar o cuidado com os pacientes. Uma importante mudança foi a inclusão de uma nova modalidade para aquisição de alguns medicamentos, através de prescrições eletrônicas. Também expandiram as modalidades de e-commerce e tele-entrega, para auxiliar as pessoas que estavam em isolamento ou em grupos de risco. 

O farmacêutico tem um papel importante na promoção da saúde, atuando no cuidado das pessoas por meio da educação sobre a prevenção de doenças e do apoio ao tratamento. Especialmente durante a pandemia, o farmacêutico também pode auxiliar na identificação de novos casos de coronavírus, pois na farmácia é possível detectar sinais e sintomas da doença e orientar o paciente sobre as condutas necessárias, além da realização de testes rápidos, notificação de casos suspeitos às autoridades de vigilância e encaminhamento para consulta médica. A nossa atuação como disseminador de informações contribui muito no controle e prevenção de novos casos, pois orientamos sobre medidas necessárias para prevenir a contaminação e a disseminação do vírus, auxiliamos os pacientes no manejo e tratamento da doença.
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3 ) Considerando que nestes últimos meses outros tratamentos foram colocados “de lado” por algumas pessoas por causa da pandemia da COVID-19, como você avalia a continuidade de tratamentos com pacientes de doenças cardiometabólicas? Como o farmacêutico pode ajudar no controle e identificação de novos casos?
É muito importante a continuidade do tratamento, pois as doenças cardiometabólicas estão entre as principais causas de morte no mundo e são fatores de risco para o agravamento da COVID-19. Mesmo com as orientações de isolamento, é extremamente importante continuar indo às consultas médicas e/ou com nutricionista, continuar tomando os medicamentos e praticando atividades físicas, claro que sempre respeitando o distanciamento, evitando lugares com aglomeração e sempre utilizando máscaras. É preciso se adaptar ao novo normal, mas sem deixar de lado o acompanhamento e o tratamento das doenças. Em vista disso, algumas cidades criaram um programa de monitoramento e orientação remota para pacientes com doenças crônicas.

Muitas vezes o farmacêutico é o primeiro profissional de saúde a ser procurado pela população e, durante o atendimento no balcão da farmácia, é possível identificar e monitorar sinais e sintomas de várias doenças, entre elas as cardiometabólicas. O farmacêutico tem um papel importante fazendo essa identificação e orientando o paciente a procurar um médico para fazer o diagnóstico e acompanhamento necessário. Após isso, o farmacêutico ainda pode contribuir no acompanhamento do tratamento e nas ações de farmacovigilância, que compreende a detecção, avaliação e prevenção de reações adversas, entre outros problemas relacionados a medicamentos.
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