O tromboembolismo venoso (TEV) representa a maior causa de morte hospitalar evitável,1 e qualquer pessoa submetida a um procedimento cirúrgico tem um risco de trombose aumentado. Isso acontece porque todo procedimento cirúrgico causa lesão tecidual que ativa a via extrínseca da cascata de coagulação, formando o coágulo.

Para identificar o paciente em risco de TEV no intraoperatório e no pós-operatório e que deve, portanto, receber a tromboprofilaxia farmacológica ou mecânica, utiliza-se o escore de Caprini.2 Se com a somatória dos pontos o escore for igual a zero, o risco de trombose será muito baixo, se for entre 1 e 2 o risco será baixo, se entre 3 e 4 o risco será moderado, e se igual ou maior a 5 o risco de TEV será alto.2

Com a identificação do risco de TEV pelo escore de Caprini, é possível optar pela conduta adequada. Se o escore de Caprini for entre 3 e 4, recomenda-se a profilaxia farmacológica utilizando heparinas de baixo peso molecular devido ao menor risco de sangramento. Se o escore de Caprini for maior ou igual a 5, recomenda-se a profilaxia farmacológica associada à profilaxia mecânica.3,4

As heparinas são moléculas muito seguras, e o efeito colateral mais frequente é o sangramento. Em até 2% dos casos pode ocorrer sangramento grave.