Os anticoagulantes evitam tanto a formação do trombo no membro inferior, a trombose venosa profunda, como impedem a migração do trombo quando ele se transforma em embolia, passando, então, para a artéria pulmonar e formando o tromboembolismo pulmonar.

As heparinas são moléculas com peso molecular muito maior do que o peso mínimo necessário para atravessar a placenta, impedindo a passagem dessas substâncias para o compartimento fetal. Portanto, as heparinas são consideradas drogas seguras na gestação.1 No entanto, não atravessando a placenta, as heparinas não evitarão as tromboses no compartimento fetal. Por essa razão, as trombofilias hereditárias não devem ser tratadas com heparina não fracionada ou heparina de baixo peso molecular para prevenir repercussão fetal. As heparinas são utilizadas única e exclusivamente para tratar e evitar os fenômenos tromboembólicos na gestante.

As heparinas são moléculas muito seguras, e o efeito colateral mais frequente é o sangramento. Em até 2% dos casos pode ocorrer sangramento grave.2

As heparinas de baixo peso molecular representam o tratamento de eleição das diversas Sociedades, por meio dos guidelines que estabelecem seu uso como primeira escolha para gestantes e puérperas, tanto para a prevenção quanto para o tratamento anticoagulante.3-7