Disposição para vacinar crianças contra a gripe após a pandemia da doença coronavírus de 2019.1

O artigo tem como objetivo determinar os fatores no planejamento dos pais em vacinar seus filhos contra a gripe no ano que vem (2021), especialmente aqueles que não se vacinaram contra a gripe no ano de 2019, usando uma pesquisa global. A pesquisa foi realizada com as informações dos acompanhantes das crianças de 1 a 19 anos em 17 serviços de emergência pediátrica de 6 países no pico da pandemia da doença de COVID-19.

De 2.422 pesquisas, 1.314 (54,2%) cuidadores afirmaram que planejam vacinar seus filhos contra a gripe no próximo ano, um aumento de 15,8% em relação ao ano anterior. Dos 1459 cuidadores que não vacinaram seus filhos no ano passado, 418 (28,6%) planejam fazê-lo no próximo ano. 

Os fatores preditores da vontade de mudar e vacinar incluíram o status de vacinação atualizado da criança; histórico de vacinas contra influenza dos entrevistados e o nível de preocupação de seus filhos. A mudança na percepção do risco da COVID-19 e da vacinação previa podem influenciar na decisão dos cuidadres sobre a vacinação de influenza na próxima estação.


Importância da imunização do adolescente - DOENÇA MENINGOCÓCICA

As taxas de portador para o meningococo variam de 1 – 40% da população, dependendo da idade e ambiente, com pico em adolescentes e adultos jovens.2

1) ESTUDO PUBLICADO NO THE LANCET:

AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DO ESTADO DE PORTADOR MENINGOCÓCICO E FATORES DE RISCOS.2

Público-alvo: Adolescentes de 15-19 anos (n=19.641), entre Setembro/2014 e Março/2015.
  • Os dados deste estudo foram comparados com o ano de 1999 (ano da introdução da vacina meningocócica);
  • Prevalência de portadores foi significativamente mais baixa no estudo de 2014/2015 em comparação aos dados de 1999 (redução de 61%);2
  • Essa redução na portação potencialmente contribuiu para a redução dos casos da doença no País;2
  • O sucesso do programa de imunização foi amplamente atribuído à proteção de rebanho.2
MUDANÇAS NO COMPORTAMENTO DOS ADOLESCENTES2

Além da introdução da vacina houve redução da prevalência de comportamento de risco como adolescentes que frequentavam pubs e casas noturnas, fumantes regulares e redução no número de adolescente que tinham mais de um parceiro.
Futuros estudos vão avaliar o impacto da introdução da vacina quadrivalente polissacarídica conjugada MenACWY no reforço de adolescentes no Reino Unido, que tem potencial de reduzir a transmissão de outros sorogrupos de meningococo.


2) IMPORTÂNCIA DA DOSE DE REFORÇO3

Estudo nos EUA avaliou a persistência de anticorpos bactericidas 4 anos após o reforço com MenACWY-D.

Altas proporções de participantes mantiveram os títulos de anticorpos hSBA para os sorogrupos A, C, W e Y após a vacinação de reforço demonstrando uma resposta eficaz (Independente do critério analisado de hSBA ≥ 1:4 ou ≥ 1:8).

Esses achados apoiam as recomendações de vacinação de reforço com MenACWY.

3) POR QUE VACINAR NAS ESCOLAS?
  • Redução do absenteísmo escolar.4
  • Redução da transmissão a outros estudantes e funcionários.4
  • A vacinação na escola e a verificação dos registros de vacinação têm o potencial de otimizar a cobertura vacinal.5

Transmissão do meningocócico em períodos de alta e baixa incidência da doença meningocócica invasiva no Reino Unido: comparação de Resultados da pesquisa transversal UKMenCar 1-4.2

A incidência de doença meningocócica invasiva no Reino Unido diminuiu cerca de quatro vezes desde 1999 a 2014, com reduções na doença do sorogrupo C e do sorogrupo B. A menor incidência da Meningocócica invasiva do sorogrupo C foi atribuída à implementação da vacina meningocócica do sorogrupo C conjugada em 1999, por meio de proteção direta e indireta, mas nenhuma vacina foi implementada contra a doença do sorogrupo B. 

A prevalência dos comportamentos de transmissão social diminuiu de 1999 a 2014-15, com os indivíduos relatando diminuição do tabagismo, beijos e frequência em pubs. A doença e o transporte causados pelo sorogrupo C foram bem controlados pela vacinação contínua. 

A prevalência de comportamentos associados ao transporte diminuiu, sugerindo que as políticas de saúde pública destinadas a influenciar o comportamento pode ter reduzido ainda mais a doença.