Suplementação de peptídeos de colágeno em combinação com treinamento de resistência melhora a composição corporal e aumenta a força muscular em homens sarcopênicos idosos: um estudo clínico randomizado


Objetivo do estudo

Avaliar a influência da suplementação de proteína pós-exercício com peptídeos de colágeno (versus placebo) na massa muscular e a função muscular após treinamento de resistência em idosos com sarcopenia.1

Método

Estudo clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, que incluiu um total de 53 homens com sarcopenia (média de idade de 72,2 anos). Todos os participantes submeteram-se a um programa de treinamento de resistência de 12 semanas (três sessões por semana) e foram suplementados com peptídeos de colágeno (15 g/dia) ou placebo. Foram medidas a massa magra, a massa gorda e a massa óssea antes e depois da intervenção, por meio do aparelho DEXA (dual-energy X-ray absorptiometry). Também foi medida a força isocinética do quadríceps.1 

Resultados

Ao final do programa de treinamento, todos os indivíduos apresentaram aumento significativo (p<0,01) dos níveis de massa magra, massa óssea e força do quadríceps e diminuição significativa da massa gorda (p<0,01). O efeito foi significativamente mais pronunciado nos indivíduos que receberam peptídeos de colágeno.1

Conclusão

Comparada ao placebo, a suplementação de peptídeos de colágeno combinada com exercícios de resistência melhorou a composição corporal, aumentando a massa magra e a força muscular e diminuindo a massa gorda.1

Efeito de um peptídeo de colágeno específico em várias dosagens sobre a composição corporal de homens destreinados

Objetivo do estudo

O objetivo desse estudo foi investigar os efeitos de exercícios resistidos em combinação com diferentes dosagens de peptídeos de colágeno sobre a composição corporal de homens de meia-idade destreinados.2

Método

Um total de 105 homens com idades entre 30 e 60 anos (sem diagnóstico de sarcopenia) realizou treinamento de resistência três vezes por semana durante 12 semanas. Os participantes ingeriram 10, 15 ou 20 g de peptídeos de colágeno diariamente. Após as 12 semanas, os investigadores utilizaram o DEXA para avaliar as alterações na massa magra e na massa gorda dos participantes, comparando aqueles que ingeriram diferentes quantidades de peptídeos de colágeno.2

Resultados

A suplementação com peptídeos de colágeno levou a um pronunciado (e estatisticamente significativo) aumento da massa magra (p<0,001) e à diminuição da massa gorda (p<0,001) nos participantes. Os resultados sugeriram um efeito dose-dependente, porém não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Indivíduos que receberam 10 g de peptídeos de colágeno ganharam 19% menos massa magra do que aqueles que receberam 15 g por dia. Houve ainda ganho 2,6% maior de massa magra no grupo que recebeu 20 g, em relação ao grupo que recebeu 15 g diários. Esse efeito dose-dependente também foi observado na diminuição da massa gorda.2 

Conclusão

Os autores concluíram que o treino de resistência associado ao consumo de peptídeos de colágeno tem efeito positivo na composição corporal. Os autores ainda recomendaram o uso pós-treino da dose de 15 g de peptídeos de colágeno.2

Peptídeos de colágeno específicos em combinação com treinamento de resistência melhoram a composição corporal e a força muscular em mulheres na pré-menopausa: um estudo controlado e randomizado

Objetivo do estudo

Investigar os efeitos de exercícios resistidos combinados com a suplementação de peptídeos de colágeno específicos na composição corporal e força muscular em mulheres na pré-menopausa.3

Método

Estudo duplo-cego, randomizado e controlado com placebo, que avaliou 77 mulheres na fase pré-menopausa e não sarcopênicas. As participantes completaram um treinamento de 12 semanas de exercícios de resistência (três dias por semana) e ingeriram 15 g de peptídeos de colágeno ou placebo diariamente. As mudanças na composição corporal foram determinadas por análise de bioimpedância e a força muscular, por teste de força isométrica.3

Resultados

O grupo que recebeu peptídeos de colágeno apresentou aumento significativo de massa magra (p<0,001). O grupo controle também apresentou aumento de massa magra em relação ao período basal, porém o aumento foi significativamente maior no grupo que recebeu os peptídeos de colágeno (p<0,05). Ambos os grupos apresentaram diminuição do percentual de gordura corpórea, com maior diminuição no grupo que recebeu peptídeos de colágeno. O grupo que recebeu 15 g por dia de peptídeos de colágeno também apresentou aumento significativamente maior da força de preensão manual, em comparação com aqueles que realizaram apenas treinamento de resistência (p<0,05), e maior aumento da força nas pernas (p<0,001).3

Conclusão

A combinação de suplementação de peptídeos específicos de colágeno com treinamento de resistência promoveu aumento significativamente maior da massa magra e força de preensão manual do que o treinamento associado à suplementação com placebo. Além disso, houve uma perda significativamente maior de massa gorda e um aumento mais pronunciado na força das pernas no grupo de tratamento, em comparação com o grupo controle.3

Suplementação prolongada de peptídeos de colágeno e treinamento com exercícios resistidos afetam a composição corporal em homens recreacionalmente ativos

Objetivo do estudo

Determinar os efeitos da suplementação em longo prazo de peptídeos de colágeno e treinamento com exercícios de resistência sobre a composição corporal, a força e a área transversal da fibra muscular em homens recreacionalmente ativos.4

Método

Estudo clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, que avaliou 57 adultos jovens saudáveis que foram divididos para receber 15 g de peptídeos de colágeno ou placebo diariamente. Foram realizados testes de força, bioimpedância e biópsia muscular antes e depois da intervenção. A alimentação foi registrada e os indivíduos treinaram três vezes por semana durante 12 semanas.4

Resultados

O grupo que recebeu 15 g de peptídeos de colágeno demonstrou aumento de massa magra significativamente maior quando comparado ao grupo placebo (p<0,05). A massa gorda não foi alterada no grupo que fez uso de colágeno, mas aumentou no grupo placebo. Ambos os grupos demonstraram aumentos significativos em todos os testes de força, com tendência de maior efeito no grupo que recebeu peptídeos de colágeno. A área transversal da fibra muscular aumentou significativamente em ambos os grupos.4

Conclusão

A suplementação com peptídeos de colágeno associada a exercícios resistidos proporcionou aumento de massa magra, mas a massa gorda permaneceu inalterada.

Efeito de 12 semanas de treinamento de hipertrofia com exercícios resistidos combinados com suplementação de peptídeos de colágeno sobre o proteoma do músculo esquelético em homens recreacionalmente ativos

Objetivo do estudo

Investigar se a suplementação de peptídeos de colágeno em combinação com exercícios de resistência influencia a composição proteica do músculo esquelético.5

Método

Esse estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou 25 homens jovens (idade média de 24,2 anos) e saudáveis. Foi analisada a composição corpórea e foram realizadas biópsias do músculo vasto lateral dos participantes do estudo, antes e após a intervenção de 12 semanas de treinamento (treino de hipertrofia para todo o corpo, três vezes por semana). Durante o estudo, os indivíduos foram divididos em dois grupos para receber, além do treinamento, 15 g de peptídeos específicos de colágeno ou um placebo não calórico todos os dias, até uma hora após o treino. A análise do proteoma muscular foi feita por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massa em Tandem (HPLC-MS/MS).5

Resultados

Houve um aumento significante da massa corpórea e da massa magra no grupo que fez uso de peptídeos de colágeno em relação ao grupo placebo. Não foi encontrada diferença em relação à massa gorda entre os dois grupos. Ambos os grupos apresentaram aumento da força, com um aumento um pouco mais pronunciado no grupo que usou peptídeos de colágeno, comparado ao grupo placebo. A espectrometria evidenciou maior abundância de proteínas no grupo que recebeu peptídeos de colágeno, totalizando 221 contra apenas 44 proteínas no grupo placebo.5

Conclusão

A prática de exercícios de hipertrofia com treinamento de resistência em combinação com a suplementação de peptídeos de colágeno resultou em um aumento mais pronunciado da massa corporal, da massa magra e da força muscular do que o treinamento isolado. Mais proteínas foram reguladas positivamente durante a intervenção com peptídeos de colágeno, sendo a maioria delas associadas às fibras contráteis.5