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A incidência de coagulopatia e eventos trombóticos foi mais alta naqueles pacientes com COVID-19 que apresentaram formas mais graves da doença.

arrow Os desfechos trombóticos estão associados à morbidade e mortalidade aumentadas; portanto, a profilaxia para tromboembolismo venoso (TEV) exige uma abordagem equilibrada entre o risco de trombose versus o risco de um sangramento maior.


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O consenso dos especialistas da Clínica Mayo irá auxiliar os médicos no manejo da saúde dos pacientes com COVID-19.


arrow O consenso assimila dados atuais sobre o risco de trombose, implicações prognósticas e efeitos anticoagulantes no panorama terapêutico da COVID-19.


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arrow Revisão sistemática (conforme a declaração PRISMA): fornece uma descrição da coagulopatia e o papel dos anticoagulantes nos pacientes com COVID-19.


– Pesquisa na literatura e extração de dados: bases de dados Ovid (de novembro de 2019 a maio de 2020):
  • 4.070 citações únicas foram identificadas; 37 desses estudos foram incluídos
  • As coortes do estudo variaram entre 24 e 2.773 pacientes com um diagnóstico de COVID-19; a mortalidade global foi de até 56%

– Principais critérios de inclusão: estudos primários prospectivos/retrospectivos relatando:
  a. frequência das anormalidades de coagulação
  b. parâmetros dos valores laboratoriais de coagulação
  c. eficácia da anticoagulação farmacológica

– Principais critérios de exclusão: estudos não intervencionistas com <100 participantes (que apenas reportaram a prevalência de coagulopatia).

– Desfechos de interesse: mortalidade, TEV, coagulação intravascular disseminada (CID) e sangramento maior.


Resultados principais

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Seta verde Achados laboratoriais:

  • Dímero D elevado = 42%
  • Coagulopatia (prolongamento do tempo de protrombina [TP] ou do tempo de tromboplastina ativada [TTPa]) = 28%
  • Trombocitopenia = 20%
  • TTPa prolongado = 11% e TP prolongado = 7%
  • Incidência de eventos trombóticos e comparação com pacientes sem COVID: a heterogeneidade geral foi de moderada a alta
  • Prognóstico: valores de dímero D elevados, trombocitopenia e CID


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Seta verde Consenso de especialistas: prevenção da trombose 

a) pacientes anteriormente em terapia de anticoagulação devem fazer a transição para heparina não fracionada ou heparina de baixo peso molecular
b) para pacientes que não estão recebendo anticoagulantes, a profilaxia para TEV deve ser determinada com base na avaliação do risco de sangramento
c) a avaliação laboratorial dos valores basais deve incluir um hemograma completo com diferencial, TP, TTPa, fibrinogênio e dímero D
d) uma distinção entre os pacientes que necessitam de cuidados médicos na enfermaria do hospital versus os que são cuidados na unidade de terapia intensiva (UTI) deve ser considerada


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Seta verde Consenso de especialistas: tratamento da trombose
  • Se for identificado TEV, a heparina não fracionada ou HBPM deve ser iniciada (a abordagem de manejo do paciente deve ser a mesma que para pacientes sem COVID).
  • Após a estabilização, os pacientes podem fazer a transição para a terapia com anticoagulantes por via oral (anticoagulante oral de ação direta ou antagonista da vitamina K, dependendo das variáveis específicas do paciente).


Limitações


O consenso é baseado em evidências de baixa certeza e a diretriz não dispôs do processo típico de desenvolvimento de diretriz clínica:
  • Dados limitados sobre a prevalência de TEV em pacientes hospitalizados na enfermaria médica, separados do ambiente de UTI;
  • Falta de estimativas sobre os índices de TEV nos pacientes ambulatoriais com COVID-19 em recuperação no ambiente domiciliar;
  • Apenas alguns relatórios estão disponíveis para desfechos de sangramento para pacientes hospitalizados recebendo profilaxia ou terapia de anticoagulação;
  • Necessidade de estratégias de triagem ideais para TEV no ambiente de UTI;
  • As estratégias de avaliação baseadas na probabilidade pré-teste da avaliação da doença podem não ser válidas para pacientes com COVID-19.
  • Uso do valor do dímero D como um ensaio preditivo negativo pode ter menos valor