Entretanto, uma metanálise que incluiu 24 estudos e 2.610 pacientes mostrou que:1

• A nefrotoxicidade foi 34% menor com a teicoplanina1 quando comparada à vancomicina.
• O número necessário para causar danos com o tratamento com teicopanina é igual a 25 (assumindo risco de nefrotoxicidade associado à vancomicina igual a 9%).1
• Apesar de a nefrotoxicidade induzida pela vancomicina ser leve, é possível que a progressão para diálise possa ser precipitada pela vancomicina entre os indivíduos de maior risco.1
• Outra metanálise, que incluiu 24 ensaios clínicos randomizados e 2.332 pacientes, demonstrou que não houve diferenças significativas entre a teicoplanina e a vancomicina em relação à falha clínica (razão de risco [RR]: 0,92), falha microbiológica (RR: 1,24) e outros resultados de eficácia.2
 
No geral, pacientes tratados com teicoplanina apresentaram significativamente menor frequência de eventos adversos (RR: 061), de nefrotoxicidade (RR: 0,44) e de síndrome de homem vermellho.2

Em uma metanálise com 11 estudos comparativos, houve menor probabilidade de ocorrer eventos adversos com teicoplanina (13,9%) do que com vancomicina (21,9%) (P=0,0003).

Esse dado foi particularmente significativo em relação à nefrotoxicidade: 4,8% para teicoplanina, em comparação com 10,7% para vancomicina (P=0,0005).3

Portanto, a teicoplanina não é inferior à vancomicina no que diz respeito à eficácia, mas está associada a menor taxa e eventos adversos, em comparação com a vancomicina.