É enfatizada a prevenção de tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes hospitalizados, uma vez que essa desordem é potencialmente evitável no hospital.1 

São mostradas duas formas simples de se avaliar o risco da TEV: a conversa com o paciente, questionando-o de forma que ele possa identificar fatores do dia a dia que possam colaborar para a avaliação de risco no hospital,2 e o uso do escore de Caprini, que mostra uma correlação forte entre pontuação alta e risco de TEV.2 No uso deste escore, entretanto, deve-se dar atenção à população em que este paciente está inserido, porque isso traz variações na pontuação.2

Também são discutidos alguns fatores de risco importantes que são, muitas vezes, desconsiderados: a história pessoal e familiar de trombose, o histórico obstétrico de alterações que podem levar a maior risco de trombofilias e o risco relacionado à imobilidade.2 O estudo MEDENOX demonstrou que a mobilidade reduzida aumenta o risco de TEV.3 Também são fatores de risco a estase venosa na anestesia e, em pacientes em condição crítica, a sedação e a imobilidade.2 

Nesta aula, portanto, foram mostrados pontos importantes para a avaliação de risco da TEV, enfatizando a necessidade de uma abordagem sistemática e criteriosa baseada na história clínica e exame físico para que se garanta uma profilaxia adequada para prevenção de uma doença potencialmente fatal.

O escore de Caprini e os fatores de risco para TEV devem ser avaliados da forma correta. Os pacientes devem ser submetidos a consultas adequadas para profilaxia e avaliação de acompanhamento durante e ao final da hospitalização para reduzir o risco de TEV.